Quando um comediante fala de coisas sérias pode tornar-se perigoso. O que é suposto é que divirta, não que chateie. Foi o que aconteceu com Russell Brand, a propósito de uma entrevista que deu à BBC, criticando o sistema capitalista neoliberal e a ideia de que os recursos e o crescimento económico são ilimitados. E a esquerda que não se ria. A coisa tornou-se viral nas redes. Evidentemente, os vigilantes de serviço intervieram para repor a ordem: o homem devia era fazer rir, não aborrecer. O pensamento é uma área com o direito de admissão reservado. A história está contada e comentada aqui, e vale a pena lê-la. Passa em revista parte dos truques de que se serve um sistema falhado e gerador de desigualdades para desacreditar quem o critica e impedir o próprio pensamento – e eventuais alternativas. Outro post para reflectir.
Um comediante perigoso
modosdever,

Olha que chatice: eu que sou liberal (“fascista neo-liberal explorador” nas bocas de alguns), pensava que uma das ideias que os liberais defendiam era exactamente a de que os recursos são limitados (ou escassos, à vontade do freguês, porque acredito na liberdade de escolha – lá estou eu com os meus vícios de “fascista neo-liberal explorador”-)…
Telefone ao Russell Brand que ele explica-lhe, Pedro Santos. De qualquer modo o tema central da peça não é esse.
Caro Fernando,
Bem sei. Mas achei particular “piada” a esse detalhe do artigo do público.
Essa, da liberdade de escolha, também é uma piada?!
O Pedro Santos é que poderá responder, Ana… Mas aparentemente ele fala a sério…
Se a Ana quiser entender nesse sentido, força. Afinal, quem sou eu para a forçar nalgum tipo de pensamento…
Grato pelo link, Fernando.
… de nada.
O que é que seria de esperar do Publico jornal socialista…a falar de socialismo chamando-lhe neo-liberalismo…
Estranho neo-liberalismo este que Aumenta o Estado na última década na grande maioria dos países ditos neo-liberais…
Quanto ao crescimento económico não ilimitado não digam isso à Esquerda Europeia…
Quanto ao falado autor está tudo dito quando fala do “colectivo”.
A grande história dos crimes do séc XX começa sempre assim: o colectivo, a raça…
E quem não quiser ou fizer parte do “colectivo” que pensa como o Sr. Brand?
O colectivo é o que ele diz que é o colectivo…o dele…
Leu bem o artigo, lucklucky?