Adorei a coragem, a frontalidade do cidadão, que ainda acaba processado por ter tido a infeliz ideia de dizer o que pensa dentro do tribunal. Gostei do ar ofendido do Vara. A democracia é lixada para os prevaricadores. Há sempre um cidadão capaz de lhes apontar o dedo.
Ouvi o que o homem disse e não me parece que ele tenha ofendido o Vara. O que ele lhe disse, é o que muita gente gostava de dizer, mas não tem oportunidade. Não tenho dúvida de que o Vara já ouviu coisas muito piores e que vai continuar a ouvir, sempre que se apresente em lugares públicos, sem guarda-costas. Parece-me, até, que este incidente vai ter um efeito pedagógico, pondo outros “inteligentes” de sobreaviso…
Muito bem, sem dúvida! Ainda assim, este “cidadão” manifesta a mesma subserviência à esquerda, cultiva o mesmo temor por certo ascendente moral da esquerda, em que temos sido exaustivamente formatados deste há umas décadas. Reparem que fala com Armando Vara, critica-o, mas equipara-o a dois cavalheiros insuspeitos de relações à esquerda.
Não que os queira inocentar, a esses cavalheiros, mas são os exemplos de que se lembrou o dito cidadão. E nisto do “fartar vilanagem”, permitir-me-ão, os mais descarados tubarões da direita são meninos de coro perante os seus congéneres na esfera do PS, ou em dúbia independência de catavento.
Ainda genuflectimos muito, em público pelo menos, perante a família política que chamou a si a paternidade da nossa democracia…
Isso, meu caro, é absolutamente verdade. O que, permita-me, não retira um átomo ao que insisto em invocar como esta nossa (tendencial, pelo menos) geral e omnipresente necessidade de minimizar as culpas, tantas que são (as nossas e as históricas e em bem maior escala), da esquerda.
Que foi afinal o que – acessoriamente à questão de fundo, claro – me senti compelido a notar, ao ver e ouvir este “vídeo”.
Quem diz a verdade (mais ainda, na cara de quem merece ouvi-la), não merece castigo. Antes pelo contrário. Bem haja este cidadão!
Foi o que pensei, Gonçalo.
Adorei a coragem, a frontalidade do cidadão, que ainda acaba processado por ter tido a infeliz ideia de dizer o que pensa dentro do tribunal. Gostei do ar ofendido do Vara. A democracia é lixada para os prevaricadores. Há sempre um cidadão capaz de lhes apontar o dedo.
Ouvi o que o homem disse e não me parece que ele tenha ofendido o Vara. O que ele lhe disse, é o que muita gente gostava de dizer, mas não tem oportunidade.
Não tenho dúvida de que o Vara já ouviu coisas muito piores e que vai continuar a ouvir, sempre que se apresente em lugares públicos, sem guarda-costas.
Parece-me, até, que este incidente vai ter um efeito pedagógico, pondo outros “inteligentes” de sobreaviso…
Sim, parece-me o exercício do direito à liberdade de expressão, Carlos.
Foi muito correcto, Maria. Disse apenas que tinha muitas dúvidas da inocência de Vara. Eu, por exemplo, estou mais dado a certezas.
Bem feito!!!!
Quem fala assim não é gago.
Isso não é certamente, Isabel.
Dizer “a inocência de Armando Vara é muito duvidosa” parece-me um claro eufemismo.
Confesso-lhe que a mim também, João. Até por isso se deve salientar a correcção do discurso deste cidadão.
O Vara ficou varado. Bem feito.
Gostei especialmente do sorrisinho sonso e amarelo da última imagem, Ana.
Muito bem, sem dúvida! Ainda assim, este “cidadão” manifesta a mesma subserviência à esquerda, cultiva o mesmo temor por certo ascendente moral da esquerda, em que temos sido exaustivamente formatados deste há umas décadas. Reparem que fala com Armando Vara, critica-o, mas equipara-o a dois cavalheiros insuspeitos de relações à esquerda.
Não que os queira inocentar, a esses cavalheiros, mas são os exemplos de que se lembrou o dito cidadão. E nisto do “fartar vilanagem”, permitir-me-ão, os mais descarados tubarões da direita são meninos de coro perante os seus congéneres na esfera do PS, ou em dúbia independência de catavento.
Ainda genuflectimos muito, em público pelo menos, perante a família política que chamou a si a paternidade da nossa democracia…
Saudações,
Costa
Nestes tipos de comportamentos parece-me que não cabe a distinção entre esquerda e direita, Costa. Um corrupto é um corrupto. Rouba com as duas mãos.
Isso, meu caro, é absolutamente verdade. O que, permita-me, não retira um átomo ao que insisto em invocar como esta nossa (tendencial, pelo menos) geral e omnipresente necessidade de minimizar as culpas, tantas que são (as nossas e as históricas e em bem maior escala), da esquerda.
Que foi afinal o que – acessoriamente à questão de fundo, claro – me senti compelido a notar, ao ver e ouvir este “vídeo”.
Saudações,
Costa