Um cidadão. E muito comedido.


Rui Rocha,

15 comentários em “Um cidadão. E muito comedido.”

  1. Adorei a coragem, a frontalidade do cidadão, que ainda acaba processado por ter tido a infeliz ideia de dizer o que pensa dentro do tribunal. Gostei do ar ofendido do Vara. A democracia é lixada para os prevaricadores. Há sempre um cidadão capaz de lhes apontar o dedo.

    1. Ouvi o que o homem disse e não me parece que ele tenha ofendido o Vara. O que ele lhe disse, é o que muita gente gostava de dizer, mas não tem oportunidade.
      Não tenho dúvida de que o Vara já ouviu coisas muito piores e que vai continuar a ouvir, sempre que se apresente em lugares públicos, sem guarda-costas.
      Parece-me, até, que este incidente vai ter um efeito pedagógico, pondo outros “inteligentes” de sobreaviso…

  2. Muito bem, sem dúvida! Ainda assim, este “cidadão” manifesta a mesma subserviência à esquerda, cultiva o mesmo temor por certo ascendente moral da esquerda, em que temos sido exaustivamente formatados deste há umas décadas. Reparem que fala com Armando Vara, critica-o, mas equipara-o a dois cavalheiros insuspeitos de relações à esquerda.

    Não que os queira inocentar, a esses cavalheiros, mas são os exemplos de que se lembrou o dito cidadão. E nisto do “fartar vilanagem”, permitir-me-ão, os mais descarados tubarões da direita são meninos de coro perante os seus congéneres na esfera do PS, ou em dúbia independência de catavento.

    Ainda genuflectimos muito, em público pelo menos, perante a família política que chamou a si a paternidade da nossa democracia…

    Saudações,
    Costa

    1. Nestes tipos de comportamentos parece-me que não cabe a distinção entre esquerda e direita, Costa. Um corrupto é um corrupto. Rouba com as duas mãos.

      1. Isso, meu caro, é absolutamente verdade. O que, permita-me, não retira um átomo ao que insisto em invocar como esta nossa (tendencial, pelo menos) geral e omnipresente necessidade de minimizar as culpas, tantas que são (as nossas e as históricas e em bem maior escala), da esquerda.

        Que foi afinal o que – acessoriamente à questão de fundo, claro – me senti compelido a notar, ao ver e ouvir este “vídeo”.

        Saudações,
        Costa

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