Um campeão discreto


Sérgio de Almeida Correia,

 

É português, enverga a braçadeira que a imagem mostra, é campeão de Espanha e finalista da Liga dos Campeões. Não anda nas primeiras páginas, não faz parte dos planos de Paulo Bento (por erro do próprio e orgulho do seleccionador), não se chama Ronaldo e não tem uma namorada “glamorosa”. Chama-se Tiago, é um dos heróis do dia, silenciou o Camp Nou, e da última vez que o vi, em Faro, andava à procura dos iogurtes.

6 comentários em “Um campeão discreto”

  1. Um Senhor jogador de futeból. É campeão de Espanha com todo o mérito. Vamos ver como as coisas correm no próximo sábado.

  2. Fantástico! Português e de Viana do Castelo, iniciou-se como jogador no vianense, passando pelo ancora praia, freguesia do conselho de Caminha.

  3. é quase tudo assim, mas convém um pouco de rigor para que não se pense que os elogios ao jogador são fruto apenas de sentimentos nacionalistas e não da sua real qualidade.
    o capitão do aleti é o gabi, que jogou ontem em nou camp, com a braçadeira.
    o tiago é o 2º capitão, e (logicamente, como diria o figo) enverga a braçadeira de capitão quando o gabi não está em campo

    1. Tem razão, Carlos, confirmei que não foi ele o capitão em Camp Nou , mas é um dos escolhidos para envergar a braçadeira, o que não lhe retira mérito.
      A qualidade dele é indiscutível, só quis sublinhar o êxito e o exemplo de moderação e simplicidade que decorre da sua maneira de estar no futebol.

  4. Torci pela vitória do Atlético de Madrid, que rompeu a lógica bipolar do campeonato espanhol: há uma década que a Liga era dividida pelo Real ou pelo Barça.
    Dezoito anos depois, o Atlético sagra-se campeão de Espanha com inteiro mérito. Esta vitória abre ainda mais o apetite para a grande final do próximo sábado, em Lisboa, onde são aguardados dezenas de milhares de espanhóis para testemunharem o decisivo embate da Champions – festa máxima do futebol a nível de clubes à escala planetária.
    Será uma festa que também faremos nossa. Desde logo por alinharem três portugueses no Real (Cristiano, Coentrão e Pepe) e um no Atlético (Tiago).
    Nunca lamentei tanto como agora o gesto impensado de Tiago, que aos 28 anos anunciou o abandono prematuro da selecção nacional por entender que fora mal aproveitado no Mundial da África do Sul. Um gesto do qual certamente já se arrependeu.
    Não consigo conceber como é que um atleta de alto nível se conforma a ver o Mundial no sofá quando podia estar lá, nesse palco mágico que é o relvado de futebol, com mais de mil milhões de pessoas a acompanhar as jogadas.
    Também compreendo a atitude do seleccionador: não tendo Tiago reconsiderado a tempo, e em nada tendo contribuído portanto para a qualificação de Portugal para o Campeonato do Mundo, não faria sentido premiá-lo agora com uma convocação tardia. Que, além do mais, daria um sinal errado aos atletas: todos devem saber que os nossos gestos e as nossas palavras têm sempre consequência. Para o melhor e para o pior.

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