Um assassinato


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Um assassinato é ainda mais doloroso quando incide sobre um jovem. E manda a decência que haja algum recato, não se instrumentalizando o drama familiar para proveitos ou derivas retóricas. Ainda assim noto que o recente assassinato do jovem agente policial em Lisboa, em plena via pública, não colheu qualquer comentário do Bloco de Esquerda nem do partido LIVRE, habitualmente muito loquazes sobre matérias similares, e ágeis em extrapolações generalizadoras.

10 comentários em “Um assassinato”

  1. Há montes de assassinatos sobre os quais o BE e o Livre não dizem nada. Este não é exceção.
    Excecionais são os poucos assassinatos sobre os quais o BE e o Livre se pronunciam. Este não é excecional.

  2. Aquilo foi uma cena de pancadaria em que, também, se envolveram policias à paisana para acalmar os ânimos e resultou um morto e feriados, lamentavelmente.
    Assassinato seria se houvesse uma espera premeditada e os meliantes o espancassem até à morte.
    As câmaras de filmar vão fazer prova em tribunal do assassinato premeditado ou “por tabela”, e provavelmente jpt será testemunha de acusação.

    1. uma cena de pancadaria em que […] se envolveram policias à paisana para acalmar os ânimos

      A versão oficial é que os polícias se envolveram para acalmar os ânimos.

      Mas a mim essa versão parece-me suspeita. Se os polícias – e logo quatro deles! – se tivessem envolvido apenas para acalmar os ânimos, dificilmente viriam a ser eles os principais alvos da pancadaria.

      O facto de os polícias terem sido os principais alvos da pancadaria, e de aparentemente os perpetradores do assassinato terem formado um só grupo, faz-me suspeitar que os polícias estiveram desde o começo envolvidos na pancadaria como uma das partes em confronto, e não como meros transeuntes que simpaticamente se ofereceram para tentar acalmar os ânimos.

  3. Eu não sou nem do Livre nem do BE, mas tenho uma pequena hipóteses a aventar sobre este assassinato.
    As autoridades supremas da PSP são ocasionalmente apanhadas a mentir para defender os interesses da corporação. Eu tenho a impressão de que neste assassinato elas voltaram a fazê-lo.
    Espalharam a versão de que abnegados agentes da PSP, fora das horas de serviço, decidiram, graciosamente, intervir numa rixa com o fim de lhe pôr termo, tendo acabado, não se percebe muito bem como, por tornar-se eles mesmos vítimas de agressões.
    Essa versão parece-me muito estranha e falha de lógica. Tenho a suspeita de que é mais uma das mentiras a que o comando da PSP já nos habituou.
    Mas isto é somente uma hipótese que eu levanto.

  4. jpt, desculpe voltar a comentar.
    Vi o telejornal e fiquei com a ideia que o policia teria cometido um grande feito para a PSP
    se orgulhar. Só faltou decretar feriado nacional.
    Afinal, concretamente, o que se passou com a morte deste policia para tão grande cerimónia fúnebre?

    1. o que se passou com a morte deste policia para tão grande cerimónia fúnebre?

      O que se passou foi que morreu e já não há muita tolerância para esquerdismos. Daí as grandes cerimónias fúnebres.

    2. Não foi uma classe protegida a assassinar. Com uns fuzileiros implicados logo militares da malvada NATO a partir dai os jornalistas estavam livres para fazerem algum jornalismo.

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