Os troncos das árvores doem-me como se fossem os meus ombros
Doem-me as ondas do mar como gargantas de cristal
Dói-me o luar como um pano branco que se rasga.
Sophia de Mello Breyner Andresen
4 comentários em “Um ano com direito a tudo… até a um ciclone”
A propósito . Imaginemos que o presidente da Câmara Municipal de Sintra mandava cortar, como medida preventiva, á volta daquele palácio que sofreu danos talvez irreparáveis, todas as árvores num raio de 50 metros. Tenho a certeza que tudo o que é partido, movimento, etc , etc ., conotado com a defesa do ambiente, lhe “caía em cima”. É nestas situações que eu pergunto: onde está essa gente? Será preferível manter uma árvore doente em pé, contribuindo para o aumento da insegurança de pessoas e bens, ou arrancá-la ordenando assim a floresta de uma maneira mais saudável para a mesma?
Percebo o que diz. Claro que há árvores que têm de ir abaixo, em nome de interesses maiores do que os ambientais, ou melhor: em nome de dimensões maiores do interesse ambiental. Por exemplo: para criar zonas de acesso a carros de bombeiros. Mas aqui também estamos a falar de catástrofes, Singularis. Quando se sai do perímetro do normal, nada é previsível. Se esta árvore, por exemplo, estava há mais de trezentos anos no mesmo sítio, quem imaginaria que tombasse com a fúria dos ventos ciclónicos?
“…Dicen que a veces se enfurece y hace terremotos, y manda tormentas, caudales de fuego, vientos desatados, aguas alevosas, castigos y desastres. Pero esto es mentira. Es la tierra que cambia —y se agita y crece— cuando Dios se aleja.
Dios siempre está de buen humor. Por eso es el preferido de mis padres, el escogido de mis hijos, el más cercano de mis hermanos, la mujer más amada, el perrito y la pulga, la piedra más antigua, el pétalo más tierno, el aroma más dulce, la noche insondable, el borboteo de luz, el manantial que soy.
A mí me gusta, a mí me encanta Dios. Que Dios bendiga a Dios. …”
Quando se é telúrico, estas coisas não são só maçadas e prejuízos. Abalam mesmo. “Cuando Dios se aleja”… a terra muda. Eu sabia, Fernando, vê?! Right. 🙂
A propósito . Imaginemos que o presidente da Câmara Municipal de Sintra mandava cortar, como medida preventiva, á volta daquele palácio que sofreu danos talvez irreparáveis, todas as árvores num raio de 50 metros.
Tenho a certeza que tudo o que é partido, movimento, etc , etc ., conotado com a defesa do ambiente, lhe “caía em cima”.
É nestas situações que eu pergunto: onde está essa gente?
Será preferível manter uma árvore doente em pé, contribuindo para o aumento da insegurança de pessoas e bens, ou arrancá-la ordenando assim a floresta de uma maneira mais saudável para a mesma?
Percebo o que diz. Claro que há árvores que têm de ir abaixo, em nome de interesses maiores do que os ambientais, ou melhor: em nome de dimensões maiores do interesse ambiental.
Por exemplo: para criar zonas de acesso a carros de bombeiros.
Mas aqui também estamos a falar de catástrofes, Singularis. Quando se sai do perímetro do normal, nada é previsível.
Se esta árvore, por exemplo, estava há mais de trezentos anos no mesmo sítio, quem imaginaria que tombasse com a fúria dos ventos ciclónicos?
“…Dicen que a veces se enfurece y hace terremotos, y manda tormentas, caudales de fuego, vientos desatados, aguas alevosas, castigos y desastres. Pero esto es mentira. Es la tierra que cambia —y se agita y crece— cuando Dios se aleja.
Dios siempre está de buen humor. Por eso es el preferido de mis padres, el escogido de mis hijos, el más cercano de mis hermanos, la mujer más amada, el perrito y la pulga, la piedra más antigua, el pétalo más tierno, el aroma más dulce, la noche insondable, el borboteo de luz, el manantial que soy.
A mí me gusta, a mí me encanta Dios. Que Dios bendiga a Dios. …”
( Jaime Sabines, me encanta Dios )
Quando se é telúrico, estas coisas não são só maçadas e prejuízos. Abalam mesmo.
“Cuando Dios se aleja”… a terra muda.
Eu sabia, Fernando, vê?!
Right. 🙂