Depois de ter publicado um texto a propósito da capa do Público e seus cronistas homens, recebo um comentário (de alguém que não se identifica, pois o que seria?) que reza assim:
….quanto recalcamento que por aqui vai….arranje uma vida!
É por estas e por outras que, às vezes, me apetece mandar tudo às urtigas e esquecer que as redes sociais podem ser um lugar para debate de ideias. As pessoas não querem debater nada, não pessoas como este Me (assim se designa a criatura que pode ser de ambos os sexos, não é verdade?), pessoas assim só querem ofender. Pois, eu cá não me ofendo com pessoas que não existem. E agora?
Nada. Não se passa nada. Hoje a revista Sábado tem uma capa com 6 homens que também têm coisas para dizer sobre 2017, a média de idades destes senhores, brancos, de formação dita clássica, etc e tal, é superior a 75 anos, mas isso não tem qualquer importância. Ou terá?

Lamentávelmente é o que há (?).
Triste mt triste … para onde caminhamos ?
Rosario
Não ligues, Patrícia. Geralmente quem não tem vida é que recomenda aos outros para “terem vida”. Seja lá o que isso for.
Em Portugal, não há debate nem respeito pelas ideias dos outros. Existe uma intolerância subtil, que se mistura com o sarcasmo tolo e a sobranceria de uns quantos que estão sempre a dar sermões. Também não me conformo com esta mentalidade e, francamente, é difícil escrever em público. Precisamos de resistir, é evidente. Em relação ao texto original, tudo é simples: a razão está do teu lado.
Patrícia, sob a capa do anonimato são todos uns tipos cheios de coragem. Evidentemente, e como bem escreves, é não ceder.
Quanto à capa da Sábado, para trabalho de arqueologia, achei razoável.
Patrícia, espero não a ter ofendido. Penso ter sido educado, no comentário que fiz. Talvez pequei por insinceridade. Mas gostei, na altura, da música que me saía. Hoje em casa, em família e após repasto (Vidigueira Reserva Acto III, Tinto 2015), já penso de forma diferente. Amanhã, quem sabe?! Cumprimentos e não ligue.
Depois de ler o seu comentário no primeiro texto os meus neurónios femininos alertaram-me para a possibilidade de estarmos, os Portugueses, a ser governados desde tempos imemoriais por mulheres disfarçadas de machos. No presente podemos encontrar uma data de cromos, ou ‘famosos’ como preferir, que exemplificam em palavras e acções a descrição que fez das mulheres.
Pela minha experiência de meio século de vida eu sei que há Homens, homens, Mulheres e mulheres, e que a autora do texto acertou em cheio na análise que fez da capa dum jornal que eu deixei de ler há anos. O tinto é bom mas não em excesso
Se a opção dos Publico de ter tudologos todos homens, for pela razão de que as comentadores mulheres dão muita barraca (opinião minha), é uma boa opção se se verificar que a opinião maioritária dos leitores é coincidente com a minha.
Oops! uma capa sexista no jornal i com 10 “personalidades” representando a corporação?
Esta coisa da identificação politica por características físicas é obviamente fascismo de extrema direita…neste caso da vagina… ou será de género?
http://ionline.sapo.pt/#
…parece estar lá uma senhora chamada Patrícia Reis.
E como os outros são as habituais… não será que esta coisa dos habituais é que é mesmo “discriminatória”…
Esqueça os ” Me “e os “Yous”, Patrícia e continue com os seus posts.
Nunca alinhei em facebooks ” e afins. Pelo que me era dado observar nada de valioso, criativo ou interessante me advinha e daí a minha recusa que acredito ter sido a melhor decisão.
Desejo-lhe um magnífico 2017!
Deixe lá as redes sociais que todos aqui usam, porque não é nas redes que existe o mal, mas sim na cabeça de alguns desequilibrados ou desequilibradas.
Quem tem medo, não vê o mundo!