Tudo na mesma (II parte)


Patrícia Reis,

Depois de ter publicado um texto a propósito da capa do Público e seus cronistas homens, recebo um comentário (de alguém que não se identifica, pois o que seria?) que reza assim:

….quanto recalcamento que por aqui vai….arranje uma vida!

É por estas e por outras que, às vezes, me apetece mandar tudo às urtigas e esquecer que as redes sociais podem ser um lugar para debate de ideias. As pessoas não querem debater nada, não pessoas como este Me (assim se designa a criatura que pode ser de ambos os sexos, não é verdade?), pessoas assim só querem ofender. Pois, eu cá não me ofendo com pessoas que não existem. E agora?

Nada. Não se passa nada. Hoje a revista Sábado tem uma capa com 6 homens que também têm coisas para dizer sobre 2017, a média de idades destes senhores, brancos, de formação dita clássica, etc e tal, é superior a 75 anos, mas isso não tem qualquer importância. Ou terá?

10 comentários em “Tudo na mesma (II parte)”

  1. Em Portugal, não há debate nem respeito pelas ideias dos outros. Existe uma intolerância subtil, que se mistura com o sarcasmo tolo e a sobranceria de uns quantos que estão sempre a dar sermões. Também não me conformo com esta mentalidade e, francamente, é difícil escrever em público. Precisamos de resistir, é evidente. Em relação ao texto original, tudo é simples: a razão está do teu lado.

  2. Patrícia, sob a capa do anonimato são todos uns tipos cheios de coragem. Evidentemente, e como bem escreves, é não ceder.
    Quanto à capa da Sábado, para trabalho de arqueologia, achei razoável.

  3. Patrícia, espero não a ter ofendido. Penso ter sido educado, no comentário que fiz. Talvez pequei por insinceridade. Mas gostei, na altura, da música que me saía. Hoje em casa, em família e após repasto (Vidigueira Reserva Acto III, Tinto 2015), já penso de forma diferente. Amanhã, quem sabe?! Cumprimentos e não ligue.

    1. Depois de ler o seu comentário no primeiro texto os meus neurónios femininos alertaram-me para a possibilidade de estarmos, os Portugueses, a ser governados desde tempos imemoriais por mulheres disfarçadas de machos. No presente podemos encontrar uma data de cromos, ou ‘famosos’ como preferir, que exemplificam em palavras e acções a descrição que fez das mulheres.
      Pela minha experiência de meio século de vida eu sei que há Homens, homens, Mulheres e mulheres, e que a autora do texto acertou em cheio na análise que fez da capa dum jornal que eu deixei de ler há anos. O tinto é bom mas não em excesso

  4. Se a opção dos Publico de ter tudologos todos homens, for pela razão de que as comentadores mulheres dão muita barraca (opinião minha), é uma boa opção se se verificar que a opinião maioritária dos leitores é coincidente com a minha.

  5. Oops! uma capa sexista no jornal i com 10 “personalidades” representando a corporação?
    Esta coisa da identificação politica por características físicas é obviamente fascismo de extrema direita…neste caso da vagina… ou será de género?

    http://ionline.sapo.pt/#

    …parece estar lá uma senhora chamada Patrícia Reis.

    E como os outros são as habituais… não será que esta coisa dos habituais é que é mesmo “discriminatória”…

  6. Esqueça os ” Me “e os “Yous”, Patrícia e continue com os seus posts.
    Nunca alinhei em facebooks ” e afins. Pelo que me era dado observar nada de valioso, criativo ou interessante me advinha e daí a minha recusa que acredito ter sido a melhor decisão.
    Desejo-lhe um magnífico 2017!

    1. Deixe lá as redes sociais que todos aqui usam, porque não é nas redes que existe o mal, mas sim na cabeça de alguns desequilibrados ou desequilibradas.
      Quem tem medo, não vê o mundo!

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