Parece que não, mas há uma grande diferença entre o tratamento por tu, ou por você, João. Ora vê lá se não tenho razão…
O Director Geral de um Banco estava preocupado com um jovem e brilhante director, que depois de ter trabalhado durante algum tempo com ele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia. Então o Director Geral do Banco chamou um detective e disse-lhe:
– Siga o Dr. Mendes durante uma semana, durante a hora do almoço.
O detective, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou e informou:
– O Dr. Mendes sai normalmente ao meio-dia, pega no seu carro, vai a sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.
Responde o Director Geral:
– Ah, bom, antes assim. Não há nada de mal nisso.
O detective pergunta-lhe:
– Desculpe. Posso tratá-lo por tu?
– Sim, claro — respondeu o Director Geral, surpreendido.
– Então vou repetir: o Dr. Mendes sai normalmente ao meio-dia, pega no teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.

Esta foi uma das melhores que ouvi ultimamente, Carlos. Na verdade, não há nada melhor do que explicarmo-nos clara e concisamente.
É o que acontece quando se dá confiança a detectives…
Se é assim, conta comigo, ó Mendes. Mais vale enganar do que ser enganado, pá.
Boa! Nem parece tua, pá!
É verdade (e tem piada) mas só acontece porque, de forma errada, “seu” passou também a significar “dele”. O Miguel Esteves Cardoso escreveu um texto sobre o assunto há uns anos.
Pois é, meu caro JAA: os pronomes possessivos andam muito trocados em certas cabecinhas. Esse texto do MEC (onde pára ele? Refiro-me ao texto, não ao MEC, que ainda há dias vi na Praia das Maçãs) devia ser lido por quem confunde sistematicamente o seu/seu pelo seu/dele sem fazer a mínima ideia da diferença entre uma coisa e outra.
Consequência das traduções literais e apressadas da prosa norte-americana.
esta é muuiito boa! e eu que sou uma seca para me rir de anedotas!