Tu, o guardião das fronteiras


Rui Rocha,

Pensa numa sala de espectáculos. Por exemplo, o Bataclan, em Paris. Pode ser? Agora, imagina que, por absurdo que possa parecer, durante um concerto, o Bataclan é tomado de assalto por terroristas. Estão lá dentro terroristas, três ou quatro, e muitos inocentes. Imagina agora que te cabe a ti tomar uma decisão sobre uma questão fundamental: em nome da segurança dos que estão cá fora, podes mandar fechar as portas e manter uns e outros lá dentro, abandonando-os à sua sorte. Uma decisão terrível, não é? Pois é precisamente essa a decisão que queres que seja tomada quando defendes que se fechem as fronteiras da Europa aos refugiados.

0 comentários em “Tu, o guardião das fronteiras”

  1. Em cada atentado, vivemos horas e horas apreensivos.
    Imaginamos o local devastado pelas balas assassinas.
    Pelos corpos inertes no chão ensanguentado e destruído pelo terror em tentar fugir pelo buraco da agulha.
    Pelas imagens logo a seguir ao massacre ainda se avistando vestígios de pólvora ardente, misturado com o que resta de dezenas de inocentes.
    De paramédicos impacientes e outros mais descrentes em tentar salvar vidas. Que mesmo se salvando, se mudarão para sempre.
    Em militares fortemente armados, depois do caos instalado, esperando sei lá o quê? Talvez surjam outros terroristas enlouquecidos!
    Passados uns dias, esquecemos e olhamos pela nossa vida. Nada mais sobra que voltar à vidinha, já de si um tanto ou quanto crítica, em virtude do que nos prometeram, que logo viraram mentiras.
    Por vezes sentimo-nos reféns de imensos terroristas.
    Sejam eles de arma em riste, roubando-nos o que nos alimenta para a vida. Ou de braço no ar, aprovando medidas assoladoras que nos mingam a alegria.
    Até mesmo em discursos eloquentes de uma dor banhada em lágrimas de crocodilo.
    Estão tão perto, que já não receamos pela própria vida!

  2. De pleno acordo. Não podemos é deixar que continuem os massacres dos que fogem do horror da guerra e para isso, os políticos têm de travar, na medida do possível, a loucura de estados de gente louca que se proclamam estados, sem o serem e de continuarem a crescer. Há que começar por algum lado, possivelmente pela venda de armas tão apetecível para uns e para as suas economias, mas tão maléficas para outros. São esses que ajudam a que os bandidos cresçam dia a dia, na sua loucura e em número. É nisto que temos de reflectir para terminar com este terror que nos afecta e com o terror dos refugiados que fogem em busca da paz que muitos teimam em ignorá-los e a desprezá-los.

  3. Curioso como se dá tiros nos pés desta maneira como o autor.

    Dezenas de pessoas salvaram-se no Bataclan precisamente ao fecharem-se em várias das dependências.

    Isto se o problema principal dos refugiados fosse o terrorismo hoje. Não é. É a guerra civil amanhã, depois e depois.

    1. Se o autor deu tiros nos pés, o que não posso estar mais em desacordo.
      Já você, deu uma rajada na própria cabeça, que por acaso, pouca falta lhe deve fazer!

      1. Resumindo você não é capaz de argumentar.

        O autor deu tiros nos pés porque o exemplo que deu funciona ao contrário. Dezenas de pessoas salvaram-se no Bataclan precisamente porque se fecharam.

        Pior espero que você e o autor só têm estas opiniões porque o jornalismo marxista censura boa parte do desastre que é a imigração islâmica.

        Jornalismo que no entanto é incapaz de censurar explosões de granadas na Suécia, ataques em França, e só 10 anos depois aparecem as notícias sobre violações em série em Inglaterra a mais de 1000 raparigas com a conivência dos serviços sociais e polícia porque seria “racista” caso fosse denunciado.

        O autor e você querem multiplicar o extenso mal que já existe devido a imigração islâmica. Querem mais. Multiplicar os ataques, e criminalidade.

        1. Não me conhecendo, cola-me a etiqueta simpatizante marxista.
          Próprio de quem não encontra argumentos válidos e sérios.
          Nunca discuto com idiota.
          Ele vence-me sempre pela experiência!

          1. Pelos vistos também incapaz de ler.

            Disse que a censura da Comunicação Social aos problemas de imigração é fruto do Marxismo de boa parte dos Jornalistas.

            A única coisa que disse é que você está mal informado devido a esse motivo.
            Logo onde é que eu disse que você é Marxista?

  4. Rui, desculpa que te diga, a tua “comparança” parece-me uma “comparança” tola. É que, no meu entender, essas situações não são comparáveis.

        1. Rui, desculpa que te diga, a tua “comparança” parece-me uma “comparança” tola. É que, no meu entender, essas situações não são comparáveis.
          “Tola” vem do seu próprio comentário.

          1. Quem não sabe distinguir entre uma “comparança tola” e um tolo não merece que lhes prestemos grande atenção.

  5. Felicito o autor, pelo brilhante post.
    Claro que vai muito para além da compreensão de algumas pessoas que se recusam a ver a realidade!

  6. Muito bom!
    Por mais fronteiras que se fechem, os terroristas encontram sempre um meio de contornar as barreiras. As pessoas que precisam de ajuda ficavam de fora; os terroristas conseguiriam entrar.

  7. Para o terrorista contornar barreiras,fronteiras ou quaisquer outras brincadeiras, há uma condição “sine qua non” : o terrorista tem de estar vivo.
    Ora um observador desprevenido é capaz de alimentar a suspeita de que, no chamado mundo ocidental( o do “polìticamente correcto”, do “diálogo” , da “tolerância” e demais vigarices sortidas) desapareceu essa arte básica, esse “modus operandi”de uma utilidade literalmente vital, de matar terroristas para podermos , nós, continuar a viver.
    Nada mais , nada menos do que legítima defesa.
    P.S.Aceitam-se os insultos “que correspondan”.

  8. Ao contrário de outros, a comparação parece-me adequada:
    – fecharem-se fronteiras é ter-se porteiros que deixam entrar quem tem bilhete e deve entrar e impedir a entrada a quem não deve nem pode entrar, mesmo que tenha bilhete.
    Se não se deixam entrar ébrios em estádios de futebol mesmo que tenham bilhetes, porque razão se deixam entrar pessoas que nem sequer se registam?
    A título de exemplo, incomoda-me o número de crianças cuja ligação com os adultos que as acompanham não é sequer adequadamente estabelecida.
    O granel nunca beneficiou nada….

  9. E se os terroristas fossem franceses? Upps… eles ja ca estavam dentro nao precisaram de porteiro. A realidade é chata, não é?

    1. A realidade é mais do que chata, é horrível.
      Sendo franceses, belgas, luso-descendentes ou similar, deslocaram-se as vezes que entenderam à Síria ou ao Sael, via países terceiros (ex Portugal).
      Nunca me leu a ser unidimensional ou estrito no grupo-alvo.
      A melhor maneira que temos de ajudar quem precisa é recuperar-lhe a sua identidade administrativa e humana, não é fomentar o granel.

    2. Confesso-lhe ainda o seguinte:
      – sempre considerei um exagero o PNR (passenger name record, para não haver confusões) mas começo a dar a mão à palmatória.
      As vítimas têm de se começar a adaptar às ameaças que impendem sobre si e estas são cada vez mais multifacetadas e plurilocalizadas.
      No seu tempo, os meus avós deixavam a porta de casa aberta.
      Eu atualmente tranco-a.

      1. É isso mesmo, mudam-se os tempos mudam-se as vontades…..temos de repensar a tolerância, os brandos costumes, o politicamente correcto e até (infelizmente) a compaixão. Para que possamos viver em paz…

      2. Eu estava em Paris na sexta a noite. Mercados de Natal, Campos Eliseus. A realidade chata era um comentario ao tom descabido do post original. O passaporte encontrado falso, o fogo em Calais falso. Uma tentativa de colar tudo a uma maioria que fige de um conflito foi tentado mas depressa tudo desmentido. Mas aqui parece a verdade absoluta. Querem fechar fronteiras, expulsar os refugiados, e isso? Nao resolve o problema de ser a populacao francesa que esta a ser recrutada para atacar na Belgica, o Charlie Hebdo, o ataque falhado no TGV e em Toulon na base naval. Eles regressam de aviao para qualquer ponto na UE. De aviao… nao precisam de arriscar as vidas em barcos superlotados.
        Quem ganha com tudo isto, falsas noticias provocatorias? Quem quer incutir medo. Aqui a FN. Ai, basta ver quem a maioria dos comentadores do DO apoia.

        1. Caro Daniel

          Quer se tratem de fronteiras terrestres, marítimas ou aéreas, os princípios de admissão são e serão forçosamente os mesmos.

          O Daniel particulariza o meio aéreo. Pois bem, eu referi-me exatamente ao PNR.

          O resto do seu comentário não parece ser dirigido a algo que eu tenha escrito pelo que me absterei de tecer considerações sobre discussões alheias.

  10. Muito bem pensado.
    Partilhei, porque é esta lucidez que parece faltar nos dias que correm… Somos demasiado rápidos no gatilho, quando isto nem é um filme de índios e cowboys…

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