Trova ao vento que passa (2)


Pedro Correia,

 

Sabemos que estamos a ficar velhos quando as pessoas que mal nos conhecem começam a falar connosco tratando-nos por “senhor”.

52 comentários em “Trova ao vento que passa (2)”

  1. Se tal me acontecer sentir-me-ei não apenas velha mas muito mal cuidada! Enfim, sem buço mas também sem rebuço, a gravidade teria que ser elevada – melhor seria se contrariada, mas é uma lei do físico, tudo o que sobe também cai. Mas daí a cair tanto…

      1. Ofendida não ficarei, mas muito desapontada – com a minha falta de cuidado ou com o SNS e os serviços de optometria!

        Mas por aqui sou absoluta desconhecida para muitos, facto que bastante aprecio; com este pseudónimo tão negativamente conotado e aparentemente másculo, quando me dá para escrever sem rasto de género sou mesmo tratada por senhor 🙂 Nada ofendida, Pedro, torna-se mesmo divertido nalguns contextos 😀

  2. Soube que estava a ficar um pouco velho, quando ainda quarentão, depois de uma corrida, entrei a arfar no comboio e uma “miuda” dos seus 20 e poucos anos, se levantou e me ofereceu o lugar !

    Agora (Muitos anos depois), só me preocupa o ADN, não o que o Pedro está a pensar ( O tal ácido com nome esquisito) , mas o Afastamento da Data de Nascimento! ADN e não PDI, como muita gente lhe chama.

    Um abraço e que possamos continuar a blogar durante muitos anos!

    Leão do Fundão

    PS: Já me esquecia: Velhos são os trapos!

    1. Antes “senhor”, sem mais, do que toda a gente tratar-me pelo nome próprio. Incluindo gente que não conheço de parte nenhuma e me chama “senhor Pedro”.
      Sem a menor noção seja do que for.

  3. É. E como dizia o Miguel Esteves Cardoso, quando os médicos, polícias e juízes começam a ser mais novos do que nós.

  4. Os ‘chamadoiros’ deixaram de me impressionar muito cedo. Mas tive a certeza de estar velha, quando comecei a preferir restaurantes que servem filetes de pescada para o almoço em dia de trabalho. E quando constatei que entre os poucos amigos que tenho, alguns já o são há 30 ou mais anos.

  5. Deram-me uma lata de quinoa há meio ano, ainda está na despensa para usar quando tiver coragem. Ou que passe o prazo. Antes ainda tenho que ultrapassar várias outras provações: a batata doce, o ‘arroz’ de couve-flor (não é arroz com, que até aí eu chegaria, mas em vez de), a chia, o gogi e o diabo a quatro.
    Todo um mundo moderno que me passa ao lado. Quando aderir, estou pronta para entrar no lar.

    As saudades que tenho de uma sopa de nabiças bem feita. Áspera, e com batata.

  6. A minha voz pelo telefone fixo ou móvel, deve soar meio barítona. Muitas são as vezes em que tenho que perguntar se terei porventura voz de garrafão , porque ” Boa tarde, como está o Senhor?” é quase diário… E como também não é coisa recente, não é por aí que me sinto mais velha.

  7. A mim aconteceu-me quando, em Santarém, começaram a chamar-me sr. Antolin, dias após a morte do meu Pai…

    Abraço

  8. A mim aconteceu-me quando constatei que já não faço parar o trânsito, às vezes nem quando vou a atravessar a passadeira dos peões 😔
    Maria

      1. Ora aí está outro sinal da minha decrepitude.
        Imagine, Senhor Pedro , que eu ainda sou do tempo dos polícias-sinaleiros
        Maria

          1. Impossível, eram todos mais velhos do que eu
            E ainda bem que não me chamou Senhora Maria…

  9. no meu quotidiano escuto de tudo:

    – dona, senhora, menina…

    não me sentiria (mais) velha/envelhecida por ter somente uma abordagem de “Senhora”.

    importa como me sinto: porreira!, quero lá saber da idade!!! 🙂

    1. Já me chamaram amigo, compadre, compatriota, patrício, intelectual, vizinho, mano, primo, jovem, companheiro, camarada, doutor, leão e lagarto. Entre outros epítetos, alguns ainda mais simpáticos que estes.
      Senhor, só em anos mais recentes. Primeiro estranha-se, depois entranha-se. “Senhor Pedro” é que ainda não entranhei.

          1. Todo o poder tende a ser absolutista no sentido de que todo o amor tende a ser eterno – outro absoluto.
            Mesmo que não aconteça nada disso, num e noutro caso.

          2. According to o tarifário dos guias-intérpretes/tradutores (o sindicato é o mesmo, conforme saberá), quaisquer € 5,000, cash, à cause da A.T.A., no prazo de 1 semana, bastarão. O IBAN seguiré na próxima missiva, caro Pedro Correia d’Almada.

            🙂

            _____
            p.s. – recibo: enfim, temos o sistema em baixo, mas.

  10. Vou continuar a ler o Delito, como faço há anos. Esta é uma boa casa. Venho cá por temporadas: umas vezes mais, outras menos, sempre sem comentar. Excepcionalmente hoje deu-me para aí.

    Se me permitem uma sugestão, quando apresentam um livro, podiam fazer um comentário, tipo sinopse ou critica. Nós os preguiçosos, que lemos menos do que devíamos, adoramos que nos façam a papinha toda.

    Votos de boas escritas.

    Assina a anónima dos filetes de pescada 🙂

    1. Obrigado pelas palavras tão simpáticas que aqui deixa. Eu aos filetes ainda não cheguei mas há dias experimentei “tofu na caçarola”.
      Diziam que era bom, mas não me soube a nada. Moderno de mais para o meu gosto.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *