Pronto. Vamos para um referendo. Se a lucidez e inteligência prevalecerem, pois o Tribunal Constitucional mandarão o referendo para um buraco. Entretanto, há mais de 17 mil crianças em instituições e aposto que nenhum dos senhores que votou a favor do referendo para a co-adopção por homossexuais sabe ou entrou numa instituição. Perdoem-lhes, não sabem o que fazem? Uma ova.
Tribunal Constitucional, alô? Está alguém aí?
Patrícia Reis,

Não vejo o que tenha a ver a co-adoção (por homo ou heterossexuais) com as insttituições. A co-adoção não se destina a crianças institucionalizadas, destina-se a crianças que já hoje vivem com um dos seus pais biológicos.
Pelo que, parece-me, este post aponta ao lado.
Caro Luís, parece-me que temos informações distintas, se é ao lado, pois tenho pena. Seja como for, o referendo não faz sentido. Bom fim-de-semana P
A co-adopção destinar-se-ia apenas a pares homossexuais, bastando para perceber isso que se leia a pergunta, onde está expressamente referido tratar-se de “casados” ou unidos de facto do mesmo sexo.
Não há crianças institucionalizadas que sejam abrangidas pela co-adopção. Esta só se aplica a crianças já numa família.
Isso é o bê-á-bá deste assunto.
A proposta de referendo (que, em princípio não se realizará, mas neste país de loucos nunca se sabe…) é sobre coadopção e adopção. Ou seja, também diz respeito às crianças institucionalizadas, sim. Quanto ao post, cem por cento de acordo.
caríssimos, parece-me agora evidente que não estava equivocada, já que uma das perguntas a fazer no referendo se refere a crianças em instituições. Cito: “A proposta dos deputados da JSD para o referendo à co-adopção inclui já as duas perguntas a fazer aos eleitores: “1. Concorda que o cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo possa adoptar o filho do seu cônjuge ou unido de facto? 2. Concorda com a adopção por casais, casados ou unidos de facto, do mesmo sexo?”.
Perante isto, não creio que o meu post seja ao lado. É a minha opinião, não precisa de ser a vossa. Confesso que fico feliz por saber que o CDS não votou a favor, parece que para aqueles lados a inteligência abunda e alinha pelas ideias humanistas e não de pura lógica política, embora não veja o que tem isto de político e, sinceramente, é com muita pena que vejo a juventude partidária (JSD) ter estes rasgos ou pobres iluminações. Podiam fazer alguma coisa de útil? Podiam, mas isso não era a mesma coisa. Mantenho a pergunta: quantos deputados é que já foram a uma instituição que acolhe crianças nas mais diversas situações?
Claro que não estavas equivocada. Uma ova.
É tão bom escrever “uma ova!”, não é? Ai, Ana, este país, este país está a um nível que eu já não sei se consigo. Deve ser a tal linha que separa o que é bom do que é muito mau ou sou eu que estou a ficar velha:) beijos
Muito bom escrever “uma ova” 🙂 Agree. 🙂
Ora vejamos: João tem um filho de Maria, XY. João vive com António. Se Maria não perdeu os direitos parentais, não se sabe como é que António poderá adoptar.
Se António adoptar, então XY deixará, perante a lei, de ser filho de João e de Maria, para passar a ser filho de dois homens.
Se, entretanto, João e António se separarem, ou João morrer, a criança XY poderá perder quaisquer laços com a sua família de sangue.
É uma vitória do mais sinistro construtivismo social, muito em voga nalgum feminismo norte-americano.
Qualquer pessoa percebe aonde tudo isto pode levar em termos práticos. Se acrescentarmos que estamos num pais onde os tribunais funcionam muito mal, teremos criado uma situação aptar a produzir horrores.
É por isso que cada caso é um caso e avaliado independentemente. O tribunal já entregou crianças a casais gays e ainda bem. Se formos ser fundamentalistas e ficarmos por este cenário eu volto a cantar se cá nevasse… Como parece que até neva, concordamos que discordamos. Bom fim de semana
Creio que não se terá apercebido do que está em causa: uma coisa é um menor viver na companhia do seu pai ou mãe homossexuais que podem, por isso, ter um amante do mesmo sexo – afinal é Freud que fala da infelicidade normal…- outra é permitir que o direito minta, que haja uma opção pela mentira: a adopção significa o corte com a filiação natural e, para todos os efeitos, a criança seria oficialmente filho de dois homens ou de duas mulheres – o que é uma impossibildiade física – e atrevo-me a dizer – psicológica.
É isso o superior interesse da criança? Seria interessante que me explicasse como é que uma fraude legal (já que se escamotei um pai ou uma mãe) pode proteger esse interesse.
Ah, não tenha medo de ser fundamentalista contra a mentira.
E apoio o fundamentalismo contra o nazismo, o comunismo (ambos dedicaram especial atenção às crianças, vá-se lá saber porquê), apoio o fundamentalismo contra a ditadura, o autoritarismo, a fome, a miséria, a ditadura (qualquer que seja) o autoritarismo (qualquer que seja) e outras do mesmo género.
Uma quantidade de coisas em que ser fundamentalista só faz é bem.
Sim… Porque se não fosse por causa do referendo todas essas 17.000 crianças no próximo fim-de-semana já estavam todas adoptadas!
Numa coisa concordo! O estado de degeneração da espécie já é de tal ordem, que a única solução é esperar pela próxima espécie, depois da próxima espécie!
É tão pouco ridicularizar a situação com ideias bizarras de que estás crianças seriam adoptadas em uma semana. Nem discuto. Concordamos que discordamos em tudo. Bom fim de semana
Não se esqueça que foi você que utilizou a palavra “entretanto”! Tenha mais atenção às palavras que utiliza e como as utiliza…
BFDS
O Tribunal Constitucional mandarão.
Minha bela
Tiraste-me as palavras da boca. Tens toa a razão.
Esta gente anda tresmalhada!
No mínimo, no mínimo, querida! Beijo e bom fim-de-semana
Entre uma criança institucionaliza e uma criança adoptada, neste caso, por pais do mesmo sexo, será que é possível determinar qual a situação que melhor contribui para o bem estar de uma ou de outra, bem como, qual a situação que é mais fortificante, ou mais debilitante, no processo de formação de indivíduos saudáveis?
Não acredito que seja possível definir isso, uma vez que a nossa sociedade só agora começa a deixar transparecer a homossexualidade, o que só por si, ainda, causa muita estranheza. Como sabemos, só recentemente, um pouco por toda a sociedade ocidental, é que foi permitido o casamento homossexual, é, creio, a mais evoluída neste aspecto, mas por isso mesmo é ainda um assunto muito sensível, aja a devida consideração. Há que dar tempo ao tempo, para a sociedade assimilar naturalmente estas mudanças, pois ainda é muito cedo para operar outra mudança radical.
Depois não sejamos hipócritas, os homossexuais, a terem o direito à adopção, vão por certo querer adoptar apenas bebés, de preferência “lindos”, tal como acontece agora com os casais heterossexuais, por isso o problema das crianças institucionalizadas vai continuar a existir. Mesmo admitindo que possa diminuir o número destas crianças, sobre elas, há que considerar o aspecto que refiro acima, uma vez que assim, sujeitamo-nos a expor estas crianças a uma sociedade ainda mal preparada que, ainda, reage mal ao casamento gay. Já vamos para no acesso livre à adopção…não acham que é demasiado precipitado, até mesmo inconsequente?
Esta mudança, mesmo a seu tempo, vai trazer problemas relacionados com bullying, e esta precipitação só vai potenciar ainda mais essa hipótese, mas ninguém parece querer ver isso. Alerto para o risco de marginalizarão ou de delinquência, que são precisamente os pseudo-motivos de muitos dos que argumentam no sentido de que seja concedido JÁ! o direito à adopção à comunidade homossexual.
Parece-me é que, nesta sociedade abundam pessoas muito impacientes, que querem mudar o mundo num estalar de dedos. Calma! Como se sabe, a mãe Natureza foi descuidada com a orientação sexual, só por isso, os homossexuais precisam adoptar crianças para terem filhos, mas o que a Natureza não fez, a Civilização bem pode fazer, mais, está fazendo, pelo menos é nesse sentido que caminhamos. Agora seria bom, principalmente para as crianças, mas também para todos, se soubéssemos esperar mais um tempo, diria, mais uns anos, depois então partirmos para a adopção livre.
Quem pede mais, eu e outros que partilham do mesmo ponto de vista, ou os do JÁ!?
“De preferência lindinhos?”e argumento sobre a natureza. Ok. Concordamos que discordamos e faça uma pesquisa no mundo animal sff antes de dizer o que a natureza dita. Bom fim de semana
Bom dia,
Que eu saiba a Natureza criou formas de vida que definimos como afroditas ou como hemafroditas, mas isso é raro e os humanos ainda não o são, nem mesmo a ciência consegue realizar esse “milagre”. Bom fim de semana para si também, obrigado.
Como dito, concordamos que discordamos e pouco mais adianta:) A falta que faça o que a sua consciência e cultura lhes permitir, é o meu mote. Bom fim-de-semana, o voto é sincero, acredite, não tenho a mania que todos têm de alinhar comigo.
Patrícia ,
Pensei que estava sendo claro, mas não noto esse reflexo na sua resposta. Quando falo em “Natureza” não me refiro à prática de sexo entre indivíduos do mesmo sexo, refiro-me sim, à reprodução, que, como sabe, não é possível entre homossexuais.
Depois, quando digo bebés “lindinhos”, quero desta forma apresentar um outro problema, que é transversal a toda a sociedade, que é o estereótipo procurado pelos adoptantes, o do “bebé cerelac “, isso sim é que devia causar indignação, pois não podem conceber, mas podem escolher o mais bonito, como se estivessem a comprar um qualquer adereço por catálogo, só de dizer isto, até fico enjoado, mas é a realidade das crianças, vamos dizer institucionalizadas para não dizer institucionalixadas.
Manuel, concordo com o seu “enjoo”, as crianças não devem ser escolhidas como cerelec ou lindinhas. De resto, entendi perfeitamente o que diz. A reprodução entre seres do mesmo género e tal não me parece relevante para o caso, mas é a minha opinião e sim, sim, eu sei que a Natureza isto e aquilo… Não me parece relevante. O meu cão andou a cheirar o rabo do cão do lado? Sim, há dez minutos. Não vão surgir cãezinhos? Já sei. É o que é. As relações afectivas entre homens e mulheres devem-se pautar, na minha opinião, pela liberdade. Cada um faz o que acha melhor? Com certeza. Não temos a mesma opinião relativamente a este putativo referendo? Não. Não faz mal. Concordamos que discordamos, como dito. Bom fim-de-semana
Não sei se é pedir demais, mas gostava de conhecer o que a leva a discordar com o referendo.
Manuel, podia escrever um texto longo e fundamentado, com exemplos de vida, de crianças adoptadas que conheço, de casais gays que conheço. Não me leve a mal, mas o post que está aqui em baixo, assinado C., diz tudo. Essa coisa de uma criança é mais feliz com uma mãe e um pai? As histórias tristes que eu conheço de crianças que foram abusadas por terem um pai e uma mãe e as histórias maravilhosas, de amor e dedicação que eu conheço de crianças – sim, não nos enganemos, os tribunais já aceitaram casos de adopção por casais gay, portanto deduzo que com o referendo se possa perguntar: então e agora? Devolvem as crianças? Uma ova, desculpe lá, mas é uma expressão que me agrada sobremaneira – que têm duas mães ou dois pais e vivem bem sem que isso tenha qualquer influência na sua sexualidade. Uma criança precisa de amor. Para mim é tão simples quanto isto. Sabe o que é um processo de adopção? A que são sujeitas as pessoas? E, apesar dos processos serem morosos, ainda há pessoas, sobretudo casais heterossexuais, que devolvem as crianças. Sabia? Pois é. Lamento muito. O mundo está feio, estamos em crise. Há crianças em instituições e não são poucas. Muitas já passaram a fase da “possível adopção” seja lá por quem for, por terem doenças, por serem mais crescidas, por terem irmãos, por serem seropositivas, por serem de outra cor. Um referendo sobre isto é gastar dinheiro do Estado para validar o quê? Uma moral? Uma ideia de sociedade? Somos homofóbicos? Eu não sou. Vamos ver se nos entendemos e se ficamos por aqui: cada um faz e diz o que a consciência, os valores e a experiência de vida lhe deixam. Na minha vida já vi muita desgraça, já vi coisas muito boas. Uma delas é uma criança adoptada por um casal homossexual. Mais lhe digo que os meus amigos gays são aparentemente mais felizes e fiéis do que os meus heterossexuais (perdoem-me, malta, mas é verdade). Eu considero-me cristã, já não digo que sou católica por saber que muitas pessoas me consideram uma católica em recuperação e pronta para ser corrida da instituição, mas eu acredito na palavra de Cristo. Só pró aborto, pró casamento gay, pró adopção, pro amor. E não me venham com citações da Bíblia, livro que já li mais que uma vez, que eu não me comovo. Estudei, aprendi, pedi desculpa, faço correcções, tento fazer o melhor. Tenho dois filhos, um deles com 18 anos e que tem amigos gay e é contra a adopção. É a opinião dele. Não é a minha. Eu sou pró amor para quem precisa. Se me disserem que a coisa do sangue e tal, eu lembro-me do Hitler. Se me disserem que é contra natura, eu louvo a comissão que o Papa Francisco instituiu para avaliar os casos de pedofilia na Igreja. E por aí fora. Como vê, Manuel, muito se pode dizer e em democracia é assim, cada um pensa o que pensa e se acredita no que pensa é por esssa crença que pauta os seus actos. Aquilo em que acredito, aos 43 anos, é porventura distinto do que acreditava aos 20. Ensinou-me a vida que não há linhas, nada é preto no branco, cada caso é um caso. E agora, se não for pedir muito, vou tratar da minha família:) bom fim-de-semana
É só mais um pouco 🙂
Muito bonito. Pena é esta democracia… Entre o que já disse, acho que o nosso país ainda esta muito, digamos, homogéneo, a nível de hipocrisias e costumes de viver, mas acredito no mesmo que você. Acontece que à minha volta, o que eu vejo é um pouco diferente daquilo que você vê. Não conheço nenhuma criança a viver no seio de uma família com pais do mesmo sexo, mas vejo que ainda são muitas as pessoas, que fazem escárnio, pelas costas, daqueles a quem a sociedade denominou: alegres (gays). Isto é triste, porque ninguém se faz, e todos têm direito a viver numa liberdade que não é mais do que uma dinâmica que anda entre respeito a si próprio e respeito aos outros. Antes de se falar em referendos e afins, a sociedade devia aguardar mais um tempo, se não o querem, então já deviam ter a questão trabalhada, o que não me parece que tenha acontecido. A igreja aqui tem um papel, não diria fundamental, mas anda próximo, como tal, devia aderir mais à palavra que prega em vez de andar presa ao passado e a varrer sujeira para debaixo do tapete, é que as 17 mil famílias que abandonaram seus filhos, também representam bem onde é que isto ainda anda.
Há também que cultivar mentalidades mais abertas, começando logo pelas escolas, como vemos, até há jovens que são contra a liberdade, isso aprendem também na escola.
Querer referendar, JÁ, (aquilo que você me disse que já acontece) pode mesmo resultar num adiar para muito mais tarde o que pode ser feito em pouco tempo, mas muito mais bem feito.
Por outro lado, o referendo tem um aspecto positivo, na medida que nos permite apurar se estamos ou não preparados para deixar de fazer escárnio das diferenças e escolhas de cada um, pois é muito mais difícil apurar, se uma criança vai dizer aos seus pais que ouviu alguém a fazer pouco deles, são seus pais e ama-os, como tal, pode perfeitamente guardar isso para dentro, e pode perfeitamente crescer com isso dentro de si, criando assim um estigma.
Se o Constitucional aprovar, vou votar sim, mas o risco de isto correr mal, é grande.
Obrigado pela sinceridade.
Não há qualquer direito a adoptar…
Há o direito às crianças terem uma família, no caso de, por qualquer motivo, não poderem estar com a sua familia natural. Esse direito pode consistir na adopção, que pretende que haja entre adoptado e adoptante um vínculo semelhante ao da filiação natural (que exige – maçada! – um homem e uma mulher).
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.as px?fid=25&did=139603