Três casos exemplares


Pedro Correia,

REINO UNIDO – O primeiro-ministro trabalhista, Gordon Brown, perdeu as legislativas de 7 de Maio. Quatro dias depois, a Rainha indigitava o conservador David Cameron como chefe do Governo, à frente de um executivo de coligação com os liberais. Cameron iniciou de imediato as novas funções. Nem o facto de as coligações não serem habituais no Reino Unido impediu que todo o processo fosse rápido, eficaz e transparente.

 

REPÚBLICA CHECA – As legislativas checas realizaram-se nos dias 28 e 29 de Maio. Seguiram-se rápidas conversações entre três partidos do centro e da direita para a formação de uma coligação governamental. Ontem, 4 de Junho, o Presidente Václav Klaus encarregou o líder do partido mais votado, Petr Necas, de formar governo. Todo o processo durou cinco dias.

 

JAPÃO – Nove meses após a vitória eleitoral do seu Partido Democrático Japonês, confrontado com uma queda abrupta de popularidade por incumprimento de promessas eleitorais, o primeiro-ministro Yukio Hatoyama renunciou ao cargo. Dois dias depois, o partido escolheu um novo líder, Naoto Kan, que iniciou de imediato funções como chefe do Executivo.

8 comentários em “Três casos exemplares”

  1. Por norma, em Portugal, demoramos muito mais tempo a formar um Governo. Mas este aspecto tem tudo a ver com a necessidade de preservarmos o nosso ecossistema – em particular, o Homo burocratis, uma espécie de hominídeo de reduzida inteligência, que, caso fossem adoptadas certas “modas” europeias, poderia correr perigo de extinção. E isso não pode ser – que se extingam os linces e os lobos (que só servem para atacar o gado que já ninguém cria), mas não os burocratas, animais úteis para ocupar cargos de relevo na Nação.

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