A avaliar por algumas leituras rápidas, o culpado destes casos de terrorismo que ocorreram em França nos últimos dias é Emmanuel Macron devido às suas declarações. Só que Macron não incitou ninguém à violência; limitou se a dizer o que devia ser dito: que aquele país tem regras, que não podem ceder à violência de fanáticos e que quem não gostar de viver naquela sociedade tem de se sujeitar às leis vigentes, dentro do sistema democrático e da liberdade de expressão que este concede.
Se alguém deve ser condenado é em primeiro lugar Recep Erdogan, um dos maiores incendiários do nosso tempo. Só este ano já enviou tropas para a Líbia para proteger a sua facção, reconverteu Santa Sofia, outrora a maior igreja da cristandade e nas últimas décadas um museu, em mesquita, apoiou o Azerbaijão na guerra contra a Arménia na questão do Nagorno-Karabakh invectivando os arménios de forma inaceitável (um chefe de estado turco a dizer coisas semelhantes aos arménios equivale à chanceler alemã a insultar judeus) e agora diz que Macron tem “problemas mentais” e apela ao boicote à França; ou seja, a França é atacada no seu território por extremistas gritando “Alá Akhbar”e ainda recebe ameaças deste fulano.
Relembre-se que Erdogan já tinha um extenso currículo com a repressão aos curdos, a participação na guerra da Síria (onde atacou mais os curdos que o Daesh, por vezes até favorecendo este nos ataques que realizava às YPG) e a reacção à tentativa de golpe de estado de 2016 com a prisão de milhares de pessoas. Tentou fazer comícios às populações emigrantes turcófonas em países europeus a quem, perante a evidente recusa, acusou de serem “nazis”, etc, etc.
Por importantes que sejam as relações comerciais da União Europeia com a Turquia, já é tempo de pôr esta sinistra criatura no seu lugar e de chamar os bois pelos nomes. Se assim não for, o sultão de opereta vai continuar a insultar e a incendiar impunemente, aproveitando-se de qualquer fraqueza para estender a sua influência neo-otomana. Agora talvez se perceba porque é que a Grécia tem uma fatia tão grande do PIB reservada à defesa.


A Turquia tem de ser destruída. E o Irão também. E há mais uns quantos.
“A Turquia tem de ser destruída. E o Irão também.” É pá, isso vai ser difícil. Apesar de ser fácil de dizer. E há outro problema: Erdogan e os Ayatolas dizem o mesmo do Ocidente.
Exactamente.
Na Arábia Saudita já está excluída da destruição, amancebaram-se com Israel, não falando nos Emirados que até já se vende whisky, usa-se mini saia e biquínis nas praias de lá.
Também têm uma estância de ski — tudo isso que referiu mostra bem o que aquelas pessoas gostariam de ter sido se o Islão não lhes tivesse caído em cima como uma doença má.
A Turquia não tem de ser destruída, nem tão pouco o Irão. No texto defende-se acções contra déspotas, não crimes contra a Humanidade e destruição de civilizações.
“A avaliar por algumas leituras rápidas, o culpado destes casos de terrorismo que ocorreram em França nos últimos dias é Emmanuel Macron devido às suas declarações.”
Só os Ocidentais fazem declarações que justificam a violência dos outros como resposta, isto segundo o jornalismo e academismo neo-marxista.
Já as declarações do Erdogan, Islamistas, do Irão etc, sobre a sociedade ocidental e sobre as mulheres ocidentais, a juntar as queimas de bandeiras Não.
Os outros podem ficar ofendidos ao ponto de matarem, degolarem, explodirem
Os Ocidentais nem sequer podem ficar ofendidos segundo boa parte da Esquerda. Quanto mais justificados em explodir cafés, metralhar e degolar quem aparece pela frente.
lucklucky
Por isso é que há que responder.
No dia em que a Europa atacar Erdogan, este despeja 3,5 milhões de imigrantes na Europa.
Estes imigrantes estão na Turquia e a UE está-lhe a pagar para isso. Erdogan é lamentável, para dizer mínimo mas a UE está deitada na cama que ela própria fez.
Está por demonstrar, cada vez mais, semelhante ameaça. Poucos na UE acreditam nesta Turkia como parceiro. Por outro lado a paciência das opiniões públicas em França (a violência islâmica) e na Alemanha (as fábricas fechadas não precisão de mão de obra turca) estão perto de queimar o fusível.
O recurso a esta violença gratuita assinála o fim de qualquer espécie de diálogo. Não pôr de lado, no entanto, uns clássicos episódios “false flag” bem orquestrados.
Pois, os turcos já têm experiência e sem problemas de consciência com o que fizeram aos Arménios.
Depois, até passaram a ser um estado moderno civil/laico. Agora, para não perderem o comboio na região são como um estado teocrático disfarçado, como os Sauditas ou o Irão, e Israel também se pode considerar um estado religioso.
Muito bem!
Um dos mais graves problemas das lideranças fortes é a sucessão.
Ainda poderá durar uns anos mas chegará o dia em que Erdogan será substituído por outro e o estado que lhe deixa foi moldado à medida de um líder autoritário sem contrapesos de poder.
Atrás de si Erdogan deixará uma Turquia sem aliados, saudosista da memória de um Império Otomano a tentar ajustar contas com a história. Essa Turquia será sempre menos estável do que aquela que democraticamente conquistou.
O problema com Erdogan é que ele é um jogador de casino tal como Hitler (ou em tempos mais recentes Saddam)
Logo ele vai esticando a corda, os outros, divididos e sem quererem guerras inicialmente aceitam.
Essa aceitação origina uma sucessão de vitórias políticas-militares iniciais que fazem com que Erdogan vá ganhando cada vez mais apoios internos mesmo de sectores não afectos até ter uma grande maioria a apoiá-lo.
A partir dai estão os caminhos abertos para aventuras em maior escala.
Erdogan já comprou os militares tradicionalmente laicos com forte investimento material e político na Defesa e industrias de defesa.
É de esperar que ele continue a jogar forte atendendo a que a Europa só faz declarações para lá dos Franceses e Gregos que são os únicos a responder. Os Alemães são apoiantes de Erdogan apesar do famoso eixo “franco-alemão”.
De referir ainda as constantes tentativas de para-militarização/bloco étnico dos imigrantes turcos na Europa por parte de Erdogan.
Só a auto-censura jornalista que temos para não estragar a narrativa permite que as declarações dele e dos seus ministros e apoiantes ao longo dos anos tenham passado despercebidas.
lucklucky
Sem dúvida, Paulo. E pensar que quando apareceu Erdogan era o exemplo da democracia muçulmana, uma espécie de conservador à maneira turca, a face de um islão democrático que até podia ter pretensões europeias. Tudo isso se esboroou e não passa de uma memória.
Tempo para Juditha Triumphans – Antonio Vivaldi
https://www.youtube.com/watch?v=6mTEpicR FwM
Não sei se será o primeiro a ser condenado nesta situação específica, mas a sua contribuição para um clima que alimenta estes casos é indesmentível. É um pouco como não se poder considerar o aquecimento global como responsável por um furacão específico mas sim pelo amento do número dos mesmos.
Erdogan é um cancro enorme que está a colocar problemas grandes à Europa, e não é por uma questão de terrorismo, é devido à instabilidade que causa. E como o Paulo Sousa menciona acima, quando ele sair de cena teremos um terreno completamente desolado, sem instituições que segurem o edifício, e preparadíssimo para ser semi-integrado numa esfera de influência russa (se Putin durar até lá).
Aliás, se as coisas correrem de forma esperada (pela Natureza), é bem provável que dois pseudo-monarcas absolutos em Erdogan e Putin larguem o poder dos estados num período temporal semelhante (+/- 5 anos). Se isso acontecer teremos dois países muito poderosos regionalmente, com políticas expansionistas (politicamente) e exércitos poderosos a perder o centro do poder e a não deixar estruturas que evitem a implosão. Considerando a geografia deles, arriscamo-nos a uma explosão de violência muito superior ao que vimos nos últimos anos.
Espero estar enganado.
Seria trágico, sobretudo da parte da Rússia, embora acredite que isso não vá acontecer. Os russos tiveram uma má experiência nos anos noventa e é por não quererem voltar a ela que deram o poder a Putin. Mas a tradicional rivalidade entre Rússia e Turquia pode agudizar-se, até por interpostos aliados.
Austrian Chancellor Sebastian Kurz said his government would fight against “political Islam,” in response to a group of 30-50 Turkish teenagers storming through the Catholic Church of St. Anton von Padua, shouting “Allahu akbar.”
https://alkhaleejtoday.co/international/5 245702/Of-Turkish-origin–Dozens-of-youn g-men-attack-a-church.html
Note-se onde se tem de ir para ler…
lucklucky
O chanceler austríaco já teve a resposta.
Agora estou para ver o que vai fazer a esses 50 psicopatas…. nada.