
Cheguei a pensar que Trás-os-Montes era um dos últimos redutos da portugalidade. Verifico que estava enganado: já não é. Confirmei há dias, consultando uma peça laudatória de um caderno semanal no Público escrito em parte por jornalistas que comem e dormem à borla nos restaurantes e hotéis que recomendam.
Este chamou-me a atenção pelo nome. Fica em Valpaços, belo concelho transmontano, mas mandou a língua portuguesa às urtigas, adoptando um nome importado da terra do Tio Sam. Intitula-se Olive Nature Hotel & Spa, vejam lá. A “amaricanice” aguda já se instalou junto à vetusta Serra da Nogueira.
«Uma proposta ancorada numa envolvente tranquila e na valorização do azeite», enaltece o Público na prosa lambida que caracteriza o suplemento. Recomendando, para relaxar, massagens no “Olive Spa by Dona Adelaide” – assim crismado, neste insólito crioulo luso-“amaricano”. Para condizer com o nome do hotel.
Fixei o preço das massagens. Podem ser Aromas Campestres: 75 minutos pela módica quantia de 110 euros. Ou a Sensações do Campo: hora e meia a quem possa e queira esportular 240 euros. Coisa fina.
Preço médio das refeições: 35 euros. Quem optar pelo menu degustação, larga 55 euros. E se o repasto envolver “wine pairing” – esclarece ainda o Público – a conta sobe para 75 euros. O nome no idioma de Donald Trump deve pesar na factura.
Com tanta “amaricanice”, até espanta que os preços não estejam em dólares. Trás-os-Montes ainda acaba travestido em Behind the Mountains. Já faltou mais.

Não sei se cheguei bem a perceber o intuito de tal artigo opinativo. O que é suposto? Nós, os transmontanos, não vendermos o produto que temos, nas mais variadas formas? Continuarmos, alegremente, a ser os vossos matarruanos de estimação? Manter intacta a “vossa” portugalidade?
Experimente repetir isso, mas em “amaricano”.
Caso contrário não percebo patavina.
Boa forma de fugir às questões. “Amaricanices”
I send my regards to Behind the Mountains.
E a língua portuguesa é tão rica!
Irrita-me o uso da língua inglesa por dá cá aquela palha.
Agora está na moda tudo quanto seja amariquice.
Podia ter dito isso em inglês! Assim não se percebe nada. O que é isso de “por dá cá aquela palha?”
Eu sou trasmontano (assim, sem “n”, uma grafia mais antiga e mais rente ao “trás”), e adorei a piada com o behind the mountains.
E tudo sem happy ending!
Happy ending, só para a chicoespertice de sacar pilim graúdo à pala do tal “wine pairing”.
Era isto que vinha perguntar, how much for the happy ending?
Com “wine pairing” pode haver unhappy ending. A conta fica um balúrdio.
Se for só a língua importada, estamos bem. Desde que não façam como em Braga que importaram tudo; a língua, os costumes e a criminalidade. Dizem que o brasileiro é a língua oficial de Braga, e já está a ser conhecido como o Bragazil.
É o verdadeiro espírito tuga no seu expoente máximo, em snobismo e em pedantismo.
Parabéns. Candidata-se desde já ao Comentário Xenófobo da Semana.
Porra já não se pode dizer nada.
Se é sobre a covid ou as vacinas, sou negacionista.
Se é sobre pretos sou racista.
Se é sobre brasileiros sou xenófobo.
Não será melhor mudar o nome do blogue para Diácono de Opinião em vez de Delito de Opinião?
Experimente escrever isso em amaricano. Deve soar melhor.
Não é preciso, basta pôr uma hashtag no menu do trending topic e o microblog fica logo amaricanado.
“Desde que não façam como em Braga que importaram tudo; a língua, os costumes e a criminalidade. Dizem que o brasileiro é a língua oficial de Braga”
O quê???
Nem tudo o que se diz é verdade.
As tretas do costume. Feique niú, como se diz em luso-amaricano.
Há umas semanas uma leitora do Público escreveu ao jornal a queixar-se de esse suplemento só incluir sugestões para 1% da população portuguesa (algo muito comum nesse tipo de suplementos/programas; lá em casa designamos aquela rubrica da SIC Notícias por “programa dos ricos”). O jornal publicou a carta, e a resposta do provedor do leitor foi um belo exercício de alheamento da realidade.
Isto dos nomes em inglês é uma praga. Só tinha piada com o Lauro Dérmio do Herman.
“Olive Spa by Dona Adelaide” é designação digna do Dérmio, João.
Apesar de nunca me ter dedicado a massagens de Spa, sei que o azeite puro é bom para a pele e dá um baile a todos os óleos xpto usados para massagens. Americanizar os nomes será provavelmente a “melhor” maneira de cativar os mercados-alvo internacionais, porque os de cá estão falidos para este tipo de estâncias de relaxamento com preços proibitivos.
Mas que lhes podiam pôr nomes ” nossos” como por exemplo “No Lagar” … na América, fora dos centros das comunidades ( Chinatown, Coreatown, Little Italy, etc.) , não se vêm muita coisa escrita noutra língua que não a inglesa.
I hope que as gentes de Valpaços “amaricanizem” o nome da town, Dulce. Para os américas desembarcarem lá as soon as possible.
ValleyPaces não é na Normandia Pedro, é capaz de ter uma boa- Ó Má Beach fluvial e outra mais jeitosa. Mas sem referências de baseball nunca mais lá chegam. No happy ending here.
o azeite puro é bom para a pele
Não estou bem certo disso. O azeite, como é bem sabido, é ligeiramente ácido, e a pele é muito sensível ao pH.
Eu ocasionalmente uso na minha pele banha de porco, que não é ácida nem alcalina.
O azeite tem muitos níveis de acidez. Isso dá banha de porco, terei de experimentar. Derrete-se, aplica-se e fica tipo máscara?
Unta-se a pele com ela. A pele lentamente absorve-a. Serve para proteger a pele, nomeadamente engordurando-a para que não seque.
Este postal do Pedro Correia é mais para chatear os jornalistas do Público da SONAE.
E bem podia ter começado por ‘Cheguei a pensar que Trás-os-Montes era um dos últimos redutos da portugalidade…. por amaricanices já temos que chegue no Algarve’, mas não.
Porque é que são amaricanices e não inglesices como no Algarve?
Provavelmente e pelos preços praticados, o hotel está virado para clientela estrangeira americana e a publicidade com “Hotel e banhos de Azeite natural” seria pouco chamativa.
Bem pior seria a mesma notícia com trafulhice no azeite por óleo.
(óleo de girassol importado da Ucrânia)
Ah, claro devem vir “charters” de amaricanos para Valpaços. Está-se mesmo a ver. É isso e aqueles aviões cheios de chineses prometidos pelo Paulo Futre.
Pois, poi o Futre pra dizer que não percebeu.
O medalha de bronze, o ‘nós somos a 3ª. força política’, atirou com a inflacção, aumento da gasolina, da energia e da alimentação para fugir a um assunto que lhe é familiar: os vistos gold a amaricanos e a cheneses. (parece que o 3º. classificado tratou desses assuntos).
Dentro da mesma finta, o Pedro Correia atira com massagens de azeite aos amaricanos para fugir escrever sobre o que se está a passar no Brasil e dizer que Público da SONAE também finta pra mesmo lado.
“Inflacção”?
Você está a inflacionar as consoantes da palavra inflação.
Boa, por acaso ontem verifiquei que era erro escrever inflacção, agora repeti a asneira.
Mas bom também é o seu reparo que considerou mais importante que o que se passa no Brasil.
Faz lembrar o caso do polícia multar o Onda Civic preto HH-00-00 e em tribunal ficar provado que o carro era um Onda Acord preto HH-00-00, e não deu direito a multa.
Não preciso de “guionista” a recomendar-me aquilo que devo ou não devo escrever.
Muito menos alguém que se distingue por cometer erros de ortografia.
Cá está você com tretas para fugir ao importante da questão.
É inflação, como não estávamos habituados o raio da escrita da palavra foge para a “acção”.
“Não preciso de “guionista” a recomendar-me aquilo que devo ou não devo escrever.”. Pois não, e por isso é que você foge ao assunto do Brasil por causa das recomendações. Tá bem, está à espera de ordens superiores para dizer alguma coisa.
Escreva cem vezes INFLAÇÃO.
Para não voltar a errar.
Depois pode ir dormir.
Mas tente não roncar demasiado alto. Poupe os tímpanos aos vizinhos.
quer ganhar dinheiro com os ‘camones’ e ‘gringos’ do ‘zézinho dorminhoco’.
‘fâqui-u’
Seria um bom nome para esse hotel. Motivava outra publirreportagem no mesmo suplemento.
Quando não há amor ao que é nosso dá nisso. Lembro-me que á uns anos, a seguir às portagens da A2 no Algarve existia um grande painel publicitário a dizer em vez de Algarve dizia ALLgarve, talvez a informar o Zé Tuga, que tinha chegado a um feudo Inglês.
Quanto a estrangeirismos, em Lisboa não faltam os brunch , bistrôs e etc.
De vez em quando nas auto estradas nos painéis informativos já vi informação em Inglês.
Dá que pensar.
Valpaços on the road, Valpaços by night, Valpaços rock n’roll.
Oh, yeah!
Eh pá, tantos e tantas AZEITEIROS E AZEITEIRAS e outros e outras.
Fantastic melgas.