
Membro do partido do poder, Davyd Arakhamia participou nas negociações com os russos no início da guerra. Este importante dirigente de Kiev veio agora reconhecer em público que havia um acordo que previa paz em troca de neutralidade, mas Kiev recuou, após pressões do PM britânico, Boris Johnson. O que queriam os russos? A garantia de que a Ucrânia não entraria na NATO. Isto aconteceu em Março de 2022, era conhecido, mas foi agora explicado na própria televisão ucraniana. Qual era então a soberania dos ucranianos? Nenhuma, mas o apoio europeu baseou-se no argumento de que Kiev tem o direito de proteger a sua soberania. Milhares de mortos depois, a guerra está a correr mal: na frente, há centenas de baixas diárias e os soldados têm falta de munições. Há informações sobre motins, descontentamento, desvio de armas, corrupção em larga escala, grandes dificuldades em vários locais. Sem opções, com um bloqueio de estradas na Polónia, o governo de Kiev tenta a fuga para a frente e está a recrutar mulheres, adolescentes e velhos. A estratégia ocidental de apoiar a Ucrânia por quanto tempo fosse necessário deu origem a uma tragédia com milhões de refugiados e ao colapso de um país que enfrenta a derrota iminente.
Imagem IA: Bing image creator

Foi uma tragédia para o país e para o mundo.
nada em português, como sempre:
«En su etimología, la palabra soberanía proviene de la voz latina “super omnia”, que significa “sobre todo” o “poder supremo”, que también tiene como sinónimo a la palabra latina “principatus”, que proviene de la voz latina “primus inter pares”, que significa “primero entre pares” o “principal”»
dificilmente se avalia a história contemporânea, ou outra, porque existem sempre factos que desconhecemos
É uma análise possível.
Outra é a de que à anexação da Crimeia se seguiram zero consequências: foi gratuita.
Oito anos depois, a operação militar especial seguinte, que deveria durar 15 dias até Kiev, dura há dois anos sem sucesso militar definitivo, custou milhares e milhares de mortos aos russos (perante um país muito menor) e o isolamento a ocidente (não conto as consequências económicas, muito mais difíceis de avaliar, e circundadas com algum sucesso a oriente).
Nessa óptica, a guerra teria apenas como objectivo impor aos russos um seríssimo agravamento das consequências de avançar para ocidente, e terá sido um sucesso. Relativo, como são sempre todos nestas coisas.
É uma ótica cínica, na qual os ucranianos figuram somente como carne para canhão.
wishful thinking?
Quem acredita em aliados sem crédito (só) sai derrotado.
Os ‘maricanos’ são aliados apenas e sempre por conveniência e os europeus estão falidos desde 1945.
Sem ter qualquer pretensão de entendido no assunto, eu previ isto há bastante tempo atrás.
E Maiden nunca aconteceu, nem os ucranianos que não querem viver sobre o jugo russo, têm hipótese de lutar pela liberdade.
Isto faz parte dos equívocos da história. O conflito é mais difícil de compreender por causa da propaganda com que nos bombardearam durante quase dois anos. Se a questão fosse lírica, um povo que se está a libertar do jugo russo, era mais fácil. Infelizmente, trata-se de algo diferente, o ocidente achou que podia “conter” a Rússia (na versão suave) ou derrotar a Rússia, mudando o regime e cortando o império em pedaços. Os ucranianos não foram mais do que carne para canhão dessa estratégia falhada, incluindo na tal revolução de Maidan, organizada e executada com ajuda de agências de informações externas (isso está mais do que documentado), a qual provocou uma guerra civil. O resultado é que conta, incluindo as dificuldades europeias. A Rússia sobreviveu às sanções, está mais forte do que estava no início da invasão, enquanto a Ucrânia é um país de viúvas e de refugiados. Oito milhões de ucranianos fora de fronteiras, mais alguns milhões de deslocados internos. O exército ucraniano está à beira do colapso, agora sem o fornecimento abundante de armas ocidentais. As crianças russófonas ucranianas não podem aprender russo na escola, embora os pais delas, na frente de combate, usem o russo como língua. Partidos proibidos, televisões fechadas, religião ortodoxa de Moscovo perseguida, este é o legado do atual poder de Kiev, a rua Tolstoi mudou de nome, foi o que aconteceu de facto, e temos a obrigação de começar a entender, pois a destruição deste país pode parar, antes que ele se torne um Estado inviável.
Quando dizemos que aquilo que os que não pensam como nós o fazem por serem vítimas da propaganda, rapidamente chegamos ao muito infantil “eu é que disse primeiro”.
Entre um regime que persegue quem se manifesta com uma folha em branco, que prende quem ousa discordar, e o mundo da UE, com todos os inúmeros problemas e falhas que tem, eu não me surpreendo que tantos ucranianos aceitem estar na linha da frente. Conheço e já falei com uns quantos desses.
Está aqui tudo:
“O ocidente achou [erradamente, nota do comentador] que podia “conter” a Rússia”.
A. A Rússia não precisa de ser contida, porque não avança, nem pretende avançar;
B. A Rússia não deve ser contida porque [inserir justificação favorita do autor];
C. Ou…
O Luís não consegue esconder o seu bias. Se calhar tirou o curso de jornalismo na Roménia, como o José Louro.
[…] o ocidente achou que podia “conter” a Rússia (na versão suave) ou derrotar a Rússia, mudando o regime e cortando o império em pedaços. […]
O Ocidente não achou coisa nenhuma — Mas mais valia que tivesse achado e impedido a invasão da Crimeia. Mas não achou. E se não fosse a invasão do Donbass e a tentativa de conquistar Kiev provavelmente continuava a não ligar à Rússia, como não ligou estes anos todos e até vivia dependente dos recursos naturais de um país de alcoólicos com complexos de inferioridade (incluo esta apreciação aqui porque está ao nível de “a Ucrânia é um país de viúvas e de refugiados“, mas é muito mais certeira. Mas sabemos que esse é o desejo da Rússia e do Luís, porque eles de facto estão a raptar crianças ucranianas e a levá-las para Vladivostok)
O Ocidente não quer saber da Rússia para nada. E isso é um erro. Tal como agora está a cometer outro erro a tentar forçar Israel aceitar um mapa que não quer, quando sabemos bem que a Judeia pertence por direito aos israelitas — e não aos árabes que são e sempre foram invasores, mentirosos e assassinos.
É o que dá o esquerdismo dos governos e da comunicação social. É tudo dito ao contrário, à boa maneira soviética.
Não vou perder tempo consigo, para além de ser casca grossa tem a mania que sabe. O problema dos amadores é que não conseguem ver o elefante na sala.
Luis Naves, sland/politik-ausland/ukraine-krieg-neue r-geheimplan-von–scholz-und-biden-86192 752.bild.html
“Isto faz parte dos equívocos da história…. ” sem dúvida! porém, a lavagem cerebral dos média, com destaque p/TV, foi brutal e muita gente ainda não percebeu a verdadeira realidade.
Entretanto, segundo o jornal alemão BILD, editor Julian Ropke de 24.11.2023, informa que o chanceler alemão Scholz e a chamada “administração Biden” já estão a pressionar Zelensky para que ele assine um acordo de paz com a Rússia.
O terreno para o golpe de Zelensky já parece preparado.
aqui: https://www.bild.de/bild-plus/politik/au
segundo o jornal alemão BILD, o chanceler alemão Scholz e a “administração Biden” estão a pressionar Zelensky para que ele assine um acordo de paz com a Rússia
Scholz e a administração Biden estão equivocados. A Rússia já afirmou claramente, quer através do seu ministro da Guerra Choigu quer através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros Lavrov, que não deseja um acordo de paz com a Ucrânia. A Rússia quer a capitulação da Ucrânia, isto é, a sua rendição incondicional.
A Rússia desejou um acordo de paz com a Ucrânia no passado, isto é, em março de 2022. Agora, já não deseja tal coisa. Agora, a Rússia já não confia nem na Ucrânia nem no “Ocidente”, e só aceitará uma capitulação.
Paulo Sousa, os ucranianos que queiram lutar contra os russos têm toda a oportunidade de o fazer.
Quem não o queira fazer é que pode ver-se à rasca.
“Dos quatro homens que fizeram fila num centro de recrutamento do exército em Kiev numa manhã deste mês, apenas um esteve lá voluntariamente.”
Para avaliar a vontade dos homens ucranianos de lutarem pelo regime criminoso de Kiev, podemos sempre olhar para o facto de 350.000 russos se terem oferecido como voluntários para o serviço desde o início do ano, enquanto a Ucrânia há meses tem capturado homens aleatórios nas ruas para os enviar para o moedor de carne com pouco ou nenhum treinamento e está prestes a apresentar um plano de mobilização total.
Fonte: Finantial Times
aqui: https://archive.li/I9nkf
Mais uma prova que no Séc XXI não há um único estadista de jeito. Há estadistas de “jotas”
Então Pedro Correia, para quando um ‘este Luís Naves putinista…..’ ?
E teria toda a razão.
“Os soldados têm falta de munições”
Acontece também o converso: as munições têm falta de soldados. A Ucrânia enfrenta problemas muito graves tanto de falta de munições como de falta de soldados.
Isto é simples propaganda comuna. Sorry, não dou para esse peditório.
’tásse memo a ber, memo sem ninguém falar disso.
agora é toda a gente a falar dos bombardeamentos em Gaza.
se Israel fosse como os russos não matavam ninguém, assim para matar um gajo do Hamas deitam um prédio abaixo e já estão várias cidades completamente destruídas que nem hospitais escapam com a morte de milhares de crianças e bebés.
Netanyahu é um putinista como deve ser.
Ditaduras são ditaduras, tiranos são tiranos. Distinguir uns e outros, à esquerda ou à direita, pela retórica que empregam ou pelo emblema que usam, não faz sentido: todos lesam o Estado de Direito. Liberdade e democracia, erigidas como valores universais, estão sempre acima das divergências ideológicas. Digam as cartilhas mais sectárias o que disserem.