Sabemos que compreender e pensar são as actividades através das quais estruturamos o mundo e lhe atribuímos significado. O pensamento é a figuração lógica dos factos. Assim, a lógica do mundo e a lógica da linguagem correspondem-se (no sentido de trocarem correspondência), delimitando-se mutuamente em factos e proposições, tal como sublinharam Wittgenstein ou Leibnitz. Entretanto, o tempo segue o seu caminho de forma inexorável até ao dia em que Tó Zé será indigitado primeiro-ministro de Portugal. Gostava de vos poder dar uma palavra de esperança, mas creio que é algo que nenhum de nós está em condições de impedir. Todavia, se é certo que a efeméride vai mesmo acontecer, e contra isso batatas, está ao nosso alcance prepararmo-nos o melhor que pudermos para a circunstância. Também não será caso de reforçar a reserva de conservas, água, bolachas, pilhas e lanternas, como fizemos nos tempos da Gripe A. Mas, por outro lado, importa estarmos conscientes da gravidade real da situação. O problema reside, sobretudo, no facto de não termos categorias lógicas e de pensamento que nos permitam enquadrar um mundo em que o primeiro-ministro é o Tó Népias. Por isso, é importante limitar os danos que isso pode causar. Proponho-me contribuir de imediato, de forma modesta mas empenhada, para que tal aconteça. De momento, apresento duas categorias que, espero, nos ajudarão a interagir com a acção governativa do Tó Nickles. As To-lices e as To-lérias. Parecem a mesma coisa, mas não são. As To-lérias têm como objectivo enquadrar todas as propostas do Tó Nada em que este não se perde com detalhes ou com explicações. Estão na categoria das To-lérias os chavões, as frases feitas, as manifestações de intenção não desenvolvidas e o wishful saying (obviamente, o thinking não é para aqui chamado). Coisas eminentemente vazias como austeridade inteligente, apostar no crescimento ou as pessoas em primeiro, vão direitinhas para a categoria das To-lérias. Já naquelas situações em que o Tó Coiso investe algum tempo não só a formular a parangona, mas também a proporcionar-nos alguns detalhes, estaremos perante To-lices. É o caso das medidas propostas para 2020 sobre o desemprego acima da média ou da conversão das dívidas ao Estado em crédito a empresas. Posso estar enganado, mas pelo que tenho visto as duas categorias serão mais do que suficientes para enquadrar o pensamento político do Tó Nulo. E sim, é verdade que gosto muito de concluir os meus textos com um oxímoro.
To-lices e To-lérias
Rui Rocha,

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/notici as/opiniao/o-homem-invisivel
Uma espécie de Homem sem Qualidades.
Preparemo-nos para o 4º resgate.Só o amigo fmi cá põe
dinheiro,como já estamos no quadro de honra dessa
instituição caritativa talvez haja um bónus.Entretanto
faz bem em armazenar víveres e à cautela arranje uma
arma.
Sim, já merecemos um descontozinho de cliente frequente.
Portugal ! Portugal!
Onde chegámos:
A um triste país, dependente do FMI e do Banco Alimentar Contra a Fome…
Precisamos urgente de mais duas (no mínimo) Fátimas .
E mais um ou dois Prós & Contras.
E alguém, por favor, que lhe explique o paradoxo de Zenão!