Otelo Saraiva de Carvalho admitiu em Março fazer “um novo 25 de Abril”. Agora, em Outubro, avisa que vem aí “uma nova revolução”. Depois de ter dito que “não fazia o 25 de Abril se soubesse como o País ia ficar” e que “precisávamos de um homem com a inteligência do Salazar”, devemos considerar-nos satisfeitos por ainda não lhe ter passado pela cabeça anunciar a intenção de fazer um novo 28 de Maio.

Não me parece que seja preciso esse desiquilibrado resolutamente a caminho da loucura e a cair da tripeça para chegarmos a uma situação de grande conflito e balbúrdia. O governo que temos de ter encarrega-se todos os dias de criar as condições necessárias.
Precisávamos de um homem com a inteligência do Salazar (onde é que eu já ouvi isto?!)
Peço muita deculpa, não foi nada disso que escrevi nem sequer sugeri.
De forma alguma. Percebi bem o seu ponto. Só me deu vontade – sei lá porquê – de repetir a disparatada frase do Otelo.
Depois só faltaria o Otelo cair da cadeira…
Antes disso ainda tinha que encontrar a Desdémona.
Não fora o passado sanguinário e Otelo hoje fazia-me dó.
Do homem que se arrependeu de ter feito o 25 de Abril tudo é de esperar. Até elogios a Salazar.