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Percebi (tardiamente) que os meus amigos bem preferem que bote eu sobre gastronomia, deixando-me de politiquices, assunto a reservar para os oficiais daquele ofício. E assim passei a fazer. Mas como ontem foi o meu aniversário – o dia permitido de regresso a menino – não falarei hoje de comidas, mas de recordações dos tempos de rapazola.
Pois lembrei-me desta “Batalha Naval”, a qual joguei com o meu pai, com os amigos em dias que seriam invernosos, e – confesso – amiúde durante as aulas do Ciclo Preparatório.
E isto porque agora mesmo me veio à memória uma temida frase desse jogo: “Tiro no Porta-Aviões!”. Pois foi o que pensei, antecedida de um “Pumba!”, ao ler as declarações de Santana Lopes sobre a trapalhada de Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil…
(Prometo que no próximo postal continuarei afastado das politiquices).

Não conhecia as declarações de Pedro Santana Lopes, subscrevo-as na íntegra.
Aproveito pra deixar um abraço de parabéns (um pouco atrasado).
Obrigado, Saudações Leoninas
A “trapalhada” como item político data da canzoada que há quase vinte anos fizeram ao camarada Lopes, que por acaso até nem estava a governar mal – lei das rendas sensata, etc.
Estou à vontade para dizer isto, porque não tenho particular apreciação pelo homem, mas acho o que se passou em 2005 uma vergonha. Vieram o PS em peso, mais de metade do PSD, e umas luminárias sortidas, à imprensa ladrar por “trapalhadas” que hoje em dia são uma vulgar quarta-feira do governo.
Nunca vi o camarada Lopes queixar-se muito disso, sabe que não compensa debater com quem compra a tinta aos barris.
Para mim 2005 foi um Golpe de Estado.
Será já o Santana a atirar-se à Presidência da República?
O contrário também dava para comentários ” o selfies nem sequer falou com o Lula”.
Estranho é que foi preciso o Santana Lopes que está reformado ter dito isto. Mais ninguém falou do óbvio e da destruição diplomática que Marcelo tem feito.
Comportamento altamente censurável.