Tirada infeliz!


fiodeprumo,

António Costa, numa intervenção na Convenção “Novo Rumo para Portugal” do PS, pôs a plateia a rir, ao procurar ilustrar a realidade do Governo com um anúncio publicitário em que entra o jogador de futebol Cristiano Ronaldo e a actriz Rita Blanco, a Dona Inércia.

“Longe do virtuosismo de Cristiano Ronaldo, este é mesmo o Governo da Dona Inércia. Por ser o Governo da Dona Inércia, é que só se preocupa com a taxa de juro, julgando como a pobre da Dona Inércia que, tendo a mesmo taxa de juro do Ronaldo, ganha o mesmo que o Ronaldo“, apontou.

António Costa contrapôs que Portugal é um país “de gente que trabalha e que não está aqui para viver da riqueza das taxas de juro”, esquecendo-se de que, quer Cristiano, quer Rita Blanco são, em Portugal, um exemplo do que os políticos deviam fazer e não fazem… Nomeadamente, a actriz que é aqui que ganha a sua vida. 
Com a agravante de que CR, no anúncio, representa o seu próprio papel e Rita representa muita gente trabalhadora, para quem a poupança é um esforço enorme para minorar as agruras do futuro!

E assim vai a política em Portugal, com os seus novos rumos e as tiradas infelizes que os ilustram!

5 comentários em “Tirada infeliz!”

  1. Se esta “estrela” é a grande esperança da esquerda, e não só, em Portugal, estamos conversados.

  2. Bem, se perguntassem aos que se riram que explicassem a piada, eles seriam completamente incapazes de o fazer, até porque a não tinham conseguido entender.

  3. Não me parece que a personagem (não confundir com Rita Blanco…) D. Inércia pretenda representar “gente trabalhadora, para quem a poupança é um esforço enorme para minorar as agruras do futuro”.
    Como o próprio nome indica…D. Inércia representa pessoas com dificuldade em fazer algo de novo ou de diferente.

    António Costa diz muitas coisas tontas, mas esta não me parece digna de menção especial. E tambem não me parece muito legitimo confundir a personagem com a Rita Blanco…tal como nao confundirá se ela aprecer num filme na personagem de prostituta ou algo assim.

    Miguel

    1. Miguel
      É uma interpretação, a sua. A minha é a de que as “pessoas com dificuldade em fazer algo de novo ou diferente” não andam à procura das melhores taxas de juro para o seu dinheiro. Para o terem, têm de trabalhar. A “Inércia”, aqui, refere-se à escolha do Banco.
      E se a Rita aparecer num filme na personagem de prostituta, essa personagem terá de ser fiel ao grupo que representa. Ou seja, convincente. Como Cristiano é fiel à personagem que representa, a sua própria pessoa.
      Mas aceito que, do seu ponto de vista, a frase não o incomode nada e até seja uma “boutade” graciosa.
      Que seria do mundo se todos fossemos iguais?!

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