No entanto não é de descartar a hipótese de que possa ter havido alguma ligação entre algumas confusões tributárias em que se viu envolvido no princípio de Fevereiro e a queda subsequente das intenções de voto no Podemos, precisamente desde essa altura, com bastante vantagem para Ciudadanos que até aí tinha subido à custa do PSOE e a partir daí já não.
PS- A “colagem” do Podemos ao Syriza e os recentes acontecimentos ligados à Grécia também terão levado muitos eleitores a reverem as suas “visões” do mundo real que os cerca.
Título: Disputar a democracia Autor: Pablo Iglesias (tradutor: Dinis Pires) Editora: Bertrand Páginas: 221 Preço: 15.50 euros
(…)
O texto que abre o livro, logo a seguir ao Prólogo de Alexis Tsipras, acaba, anunciando a sua partida para mais altos voos: “Aqui me têm, então, disposto ao duelo de fogo com o meu último sorriso de enfant terrible. Aproveitem, porque não poderei dar-vos muito mais oportunidades”. Como? Será possível? Avancemos, então, conscientes de que esta oportunidade poderá ser a última, procurando disfarçar a melancolia que a possibilidade do sorriso ser o último em nós possa criar. E esperemos que a televisão espanhola consiga sobreviver à perda dos duelos de fogo do seu auto-proclamado enfant terrible.
(…)
(…) o rumo do pensamento revolucionário conduz-nos à América Latina. Sob o modo de nostalgia, ao Chile de Allende, é claro, com o inevitável complemento romântico de uma morte gloriosa, a morte dos que “morreram armados, a combater, com a dignidade e a beleza dos heróis”. E, do ponto de vista do presente e do futuro, a líderes como Dilma Roussef, José Mujica, Álvaro García Linera, verdadeiros “pugilistas políticos”, e, é claro, Hugo Chávez. A aparente sofistificação maquiavélica e gramsciana leva-nos direitinho para o coração dos populismos latino-americanos. É aparentemente para esses simpáticos modelos que a luta contra o Partido de Wall Street nos deve, aqui na Europa, conduzir.
(Claro prosa tão crítica só poderia provir do Observador)
Pablo Iglesias: “Eu também sinto nostalgia de quando fazíamos coisas mais pequenas”. Caganitas?
Aqui fica o lado “menos conhecido” do senhor, via a edição espanhola do Huffington Post:
http://www.huffingtonpost.es/2015/02/16/j uan-carlos-monedero_n_6692906.html
No entanto não é de descartar a hipótese de que possa ter havido alguma ligação entre algumas confusões tributárias em que se viu envolvido no princípio de Fevereiro e a queda subsequente das intenções de voto no Podemos, precisamente desde essa altura, com bastante vantagem para Ciudadanos que até aí tinha subido à custa do PSOE e a partir daí já não.
http://www.elmundo.es/economia/2015/02/0 6/54d4fd86268e3e61138b4576.html
e ainda
http://blogs.elpais.com/metroscopia/2015/0 3/barometro-electoral-marzo-2015.html
PS- A “colagem” do Podemos ao Syriza e os recentes acontecimentos ligados à Grécia também terão levado muitos eleitores a reverem as suas “visões” do mundo real que os cerca.
No Outuno vai o Costa à vida. É a vida!
Título: Disputar a democracia
Autor: Pablo Iglesias (tradutor: Dinis Pires)
Editora: Bertrand
Páginas: 221
Preço: 15.50 euros
(…)
O texto que abre o livro, logo a seguir ao Prólogo de Alexis Tsipras, acaba, anunciando a sua partida para mais altos voos: “Aqui me têm, então, disposto ao duelo de fogo com o meu último sorriso de enfant terrible. Aproveitem, porque não poderei dar-vos muito mais oportunidades”. Como? Será possível? Avancemos, então, conscientes de que esta oportunidade poderá ser a última, procurando disfarçar a melancolia que a possibilidade do sorriso ser o último em nós possa criar. E esperemos que a televisão espanhola consiga sobreviver à perda dos duelos de fogo do seu auto-proclamado enfant terrible.
(…)
(…) o rumo do pensamento revolucionário conduz-nos à América Latina. Sob o modo de nostalgia, ao Chile de Allende, é claro, com o inevitável complemento romântico de uma morte gloriosa, a morte dos que “morreram armados, a combater, com a dignidade e a beleza dos heróis”. E, do ponto de vista do presente e do futuro, a líderes como Dilma Roussef, José Mujica, Álvaro García Linera, verdadeiros “pugilistas políticos”, e, é claro, Hugo Chávez. A aparente sofistificação maquiavélica e gramsciana leva-nos direitinho para o coração dos populismos latino-americanos. É aparentemente para esses simpáticos modelos que a luta contra o Partido de Wall Street nos deve, aqui na Europa, conduzir.
(Claro prosa tão crítica só poderia provir do Observador)