O Bloco de Esquerda critica e protesta mas recusa sistematicamente acordos, por exemplo, com o PS que lhe podia dar hipótese de ir para o governo. Não lhe parece que para usar a política para mandar bocas e ficar de fora estamos cá nós? – quando o Ricardo Araújo Pereira ontem lhe fez esta pergunta, suspendi o que estava a fazer. Queria ouvir aquela resposta com toda a atenção. A resposta à pergunta que tanta gente coloca em relação ao Bloco.
A entrevista era a brincar, tanto quanto uma entrevista a um político pode ser, mas a oportunidade para esclarecer o eleitorado sobre esta questão essencial era séria. Louçã, porém, não respondeu. À suposta blague respondeu com outra blague, afirmando que uma boa coligação seria a que o BE poderia estabelecer com os Gato Fedorento.
Essa não-resposta suscitou-me várias perguntas. Alinhei-as como se de um teste americano se tratasse:
1 – Não responde porque não sabe o que responder
2 – Não responde porque a resposta cabal poderia dividir o potencial eleitorado
3 – Não responde porque poderia dividir os militantes do BE
Não sei onde pôr a cruzinha…


Aposto na primeira hipótese.
Essa é a resposta mais fácil e que vos gera menos problemas…
No meu , fraco, entender – acho que ele não respondeu por tudo isso que a Teresa questiona no “teste” e isto terá querido dizer, para mim, que Louçã não se quis comprometer, fugindo à pergunta , de qualquer modo, eu gostei da “réplica”.
Teresa:
Eu ponho a cruzinha nas 3 opções…Pode ser???
Foi isso mesmo que eu pensei.
Só uma tripla resolve a questão cabalmente.
Teresa,
Eu respondo: não responde porque a pergunta é incómoda e sabe que a brincar se vão dizendo as verdades.
Ponha-a nos números certos do Euromilhões, Teresa. Este seu post trouxe-me à memória uma frase célebre (creio que foi Salazar que a proferiu): em política o que parece, é.