Teste americano


Teresa Ribeiro,

  

 

O Bloco de Esquerda critica e protesta mas recusa sistematicamente acordos, por exemplo, com o PS que lhe podia dar hipótese de ir para o governo. Não lhe parece que para usar a política para mandar bocas e ficar de fora estamos cá nós? – quando o Ricardo Araújo Pereira ontem lhe fez esta pergunta, suspendi o que estava a fazer. Queria ouvir aquela resposta com toda a atenção. A resposta à pergunta que tanta gente coloca em relação ao Bloco.

A entrevista era a brincar, tanto quanto uma entrevista a um político pode ser, mas a oportunidade para esclarecer o eleitorado sobre esta questão essencial era séria. Louçã, porém, não respondeu. À suposta blague respondeu com outra blague, afirmando que uma boa coligação seria a que o BE poderia estabelecer com os Gato Fedorento.

Essa não-resposta suscitou-me várias perguntas. Alinhei-as como se de um teste americano se tratasse:

1 – Não responde porque não sabe o que responder

2 – Não responde porque a resposta cabal poderia dividir o potencial eleitorado

3 – Não responde porque poderia dividir os militantes do BE

 

Não sei onde pôr a cruzinha…

7 comentários em “Teste americano”

  1. No meu , fraco, entender – acho que ele não respondeu por tudo isso que a Teresa questiona no “teste” e isto terá querido dizer, para mim, que Louçã não se quis comprometer, fugindo à pergunta , de qualquer modo, eu gostei da “réplica”.

  2. Ponha-a nos números certos do Euromilhões, Teresa. Este seu post trouxe-me à memória uma frase célebre (creio que foi Salazar que a proferiu): em política o que parece, é.

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