Instalou-se a vê-los. Àquela distância confortável dava para topar tudo. Tudo, sibilou rancoroso, quase ameaçador. Sentia que os conhecia como a palma das suas mãos. Afinal o convívio era diário. Depois do jantar, antes da novela, estudava-lhes com desdém a pose, a desenvoltura, a qualidade do discurso. Gostava do cinismo que lhe inspiravam. De os olhar de través e sentir a acutilância a subir-lhe das profundezas, como que a levantar fervura. Mas sobretudo o que gostava mesmo era de os tratar por tu: És um merdas!
Mas a Manela a "traquitar" na cozinha, aquele "traquitar" de panelas na cozinha entorpecia-o. E antes que a mandasse fazer pouco barulho adormeceu, de cerveja na mão e estômago, a lembrar a barriga em que um dia cresceu, apontado para o tecto. Acordou no final da novela, com a música do genérico, mesmo a horas de ir para a cama.

Hmmm…. Este teu apontamento cheira-me a analogia, a analogia com destinatári@(s) … A propósito, importas-te que te trate por tu? Eheh..
Este blogue feito por jornalistas vários dos quais pertencentes ao Diário de Notícias e ao serviço dos socialistas continua a distinguir-se na tentativa de demolição da Drª Manuela Ferreira Leite como é bem possível ver por este post em que a líder do PSD aparece como uma doméstica, a lavar a loiça do jantar, sem lhe ser dado o direito a dizer uma palavra. A mensagem subliminar que o post nos apresenta é a de alguém sem nível para dirigir a maior força política da oposição que acaba de vencer duas das três eleições realizadas este ano.
Os conceitos comunicacionais constantes das entrelinhas do texto são evidentes aos olhos de qualquer um, sobretudo de alguém dotado de uma visão transcendental como eu próprio, e demonstram sem sofismas que o blogue em causa, como eu sempre disse lá por casa, é instrumentalizado por agências de comunicação, designadamente aquela do Luís Paixão Martins a quem o recém eleito presidente do grupo parlamentar do PSD acaba de ir contratar o seu assessor de imprensa, com o meu aplauso aliás.
Nunca é de mais recordar que a Drª Manuela Ferreira Leite venceu indiscutivelmente, contra ventos e marés e tendo contra si toda a comunicação social e a inveja social daqueles socialistas que lhe chamavam «Velha» e dos jornalistas que eles instrumentalizam, o último congresso do partido, atirando o eterno jovem Pedro Passos Coelho para a segunda posição apenas com mais dois pontos que Pedro Santana Lopes o que é a maior das humilhações pois Santana Lopes nunca conseguiu ir além do cargo de Primeiro Ministro.
Se este «post» tivesse sido escrito com um mínimo de isenção, algo que evidentemente nunca será de esperar neste blogue, seria o eterno jovem Pedro Passos Coelho quem estaria na cozinha a lavar a loiça em vez da Drª Manuela Ferreira Leite aqui apresentada malcriadamente apenas como «Manela».
Despeço-me sem cumprimentos
Eu, que nem sou jornalista, ia responder-lhe, mas fiquei acanhado com a sua «visão transcendental». Foi quando percebi a sua alcunha. Não tem cura, depois daquilo?
Ó João, isto não terá sido antes o produto duns fuminhos, ou duns cogumelos? «Visão transcendental?», ««Mensagem subliminar?» Caramba, whatever he’s on, i’d like some!
É, se calhar… Eu fiquei siderado…
Zé Pancada, sou tudo isso? Uau! Certamente por falta de visão transcendental não me apercebi da perversão deste meu post que pretendia apenas, veja lá, caricaturar os tugas que falam, falam, mas não fazem nada. Se calhar porque são tão bons como alguns políticos que gostam de criticar. Era uma coisa transversal esta minha conversa. Mas de facto chamei Manela à esposa do tuga. Terá sido um lapsus linguae? Fica a dúvida no ar…
Parece que temos aqui um candidato a herdeiro do nosso saudoso Tric. Com igual pancada mas muito menos piada na paranóia, apesar de tudo. Nem sempre a visão transcendental ajuda um homem a destacar-se…
É. Este não tem graça nenhuma. Só tem pancada.
Teresa, desculpe a presunção, o seu “texto” enuncia-se de forma ampla – haverá portanto muitas leituras irá depender do seu receptor, digo eu. Eu, mal ou bem, interpretei -o à minha maneira e gostei. Dei por mim, revendo-me de soslaio na Manela ( embora quem se chame Manuela seja a minha irmã e julgo que não vai mudar de nome) a sorrir…;))
Um abraço
Pois, Maria, a ideia era permitir aos laitores múltiplas leituras, se bem que a do pancada ultrapassou as minhas (não sei se melhores se piores) expectativas 🙂
Ora, ora, foi pena o pancada não deixar um link para o seu ‘gossip office’… Deve ter um, não?
É que já agora, estabelecia-se o contraditório.
Mas assim fica por isso mesmo, só pólvora seca.
Que pena:-(
Não deixei link porque tive medo de que pensassem mal de mim. Para a próxima, quando vier aqui assumir de facto a minha visão transcendental, qual imperador Basum Dandu (ver «A Armadilha do Espadão»), invectivar-vos-ei com as mil uma pragas do coelhonismo passista, só para que saibam e conheçam todo o poder da minha incomensurável vontade. Falei.
Assinado: o clone do zé
Teresa, gostei muito do seu texto mas, de facto, a leitura criativa que dele fez o ‘Pancada’, torna-o ainda bem melhor do que seria suposto à partida e a descobrir nele uma nova dimensão que nem todos teríamos o rasgo de descortinar. Penso que este homem tem o potencial de um crítico literário e talvez ainda tenha de lhe vir a agradecer um prémio de ficção ou, quem sabe até, um Nobel. Contrate-o sem demora e julgo que não se vai arrepender.
Há gente «empancada» que tem a mania de meter a política em tudo.
Vou nanar, tenho muito soninho e a nelita já foi dormir 😉
Beijinho,
Zé