O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, tem boa imprensa na América e convenceu muitos repórteres de que negoceia na zona euro usando a teoria dos jogos. O conflito tem alto risco e os credores temem o seu estilo de ameaçador radicalismo, o que lhe permite obter vantagens numa negociação que está muito próxima do êxito.
A aplicação de uma teoria económica não testada a um caso que envolve 450 milhões de pessoas seria inaceitável em qualquer circunstância, mas jornais respeitáveis levaram a sério a hipótese. Varoufakis convenceu-os de que é sua a vantagem, embora com o pressuposto provavelmente errado de que os credores encaram com horror a eventual saída da Grécia da zona euro. No início da negociação, Atenas ameaçou arrastar Espanha e Portugal para o fundo, mas o tiro falhou. Para piorar a questão, a população grega continua a retirar imensas quantidades de dinheiro dos bancos, guardando as notas literalmente debaixo dos colchões, o que desmente qualquer confiança nas tácticas do seu ministro.
Embora esteja isolado, Varoufakis tenta extrair concessões totais, mas os seus interlocutores não estão dispostos a ir além de um mínimo de cedências. Como é que nestas circunstâncias seria possível começar a negociar um terceiro resgate à Grécia? Ou seja, não há aqui nenhuma teoria de jogos, mas apenas o jogo da culpa nos minutos finais. Os dois lados esperam o colapso das negociações, com várias hipóteses de resultado, da saída à suspensão temporária. Neste caso, a diferença é que a um país rico como a Grécia, a opinião pública americana está disposta a tolerar o que jamais aceitaria a um devedor como Paraguai ou Bolívia. Na Europa, o terceiro resgate teria dificuldade em passar em todos os parlamentos. Há países que perderam a paciência.


Recomendo a todos os candidatos a eleitores que vejam uma serie que em canal aberto está a ser exibido a uma da madrugada na SIC- é a mais aproximado com uma biblia do votante que eu conheço.
Sobre o prejudicar a UE,( que certamente faz parte das praticas de qualquer contendor no panorama internacional contar com o prejuizo que as suas atitudes, noticias ou actos podem trazer aos adversarios, amigos ou conhecidos mas pouco amigos), presumo que a instabilidade nas fronteiras da UE – invasao da Libia e Sira,apoio aos amigos na Ucrania, marasmo no Iraque..não deixam de pesar nas estrategias dos “nossos” amigos ingleses e americanos. Podemos medir isso todos os dias lendo as analises , comentarios, opinioes nos seus excelentes orgãos prestigiados de media; ou até a recusa em receber os refugiados que fogem das maravilhosas obras do passado colonial dos excelentes colonizadores Inglaterra e França, segundo o “amigo” Camarao já avisou. A malvada Merkl e sua Alemanha quase que rema sozinha nestes remoinhos frizando a necessidade duma solidariedade comum; será que os outros europeus ganham alguma consciencia neste ou noutro sentido qualquer, do que é ser europeu? e de que alem das rosas tambem herdamos os espinhos dos impolutos (des)colonizadores?
Tem uma leitura errada sobre um terceiro resgate. Aliás, a imagem que nos apresenta a emoldurar a sua reflexão está relacionada com o mito de Sísifo, em que tudo tende a regressar ao ponto de partida.
Mas não neste caso, porque a Grécia já caiu. Já caiu e foi empurrada nesta queda pelos seus credores e por aqueles que apoiaram estes últimos.
A cimeira do G7 a única novidade que nos apresenta é que os EUA, por causa da Rússia, parecem – eu disse, PARECEM – apoiar a decisão dos credores, isto é, de secundar o espartilho que estes pretendem manter em torno da Grécia. Mas é uma falsidade. Os EUA e a UE não estão em condições para pressionar a Rússia nem para fazer capitular a Grécia. Se estivessem, hoje veríamos na região do Mediterrâneo as esquadras americanas e de seus aliados num suposto auxílio aos desgraçados que se afogam por aquelas bandas. Que era a ideia inicial.
Mas não está, quem para lá foi em força foi parte da esquadra Russa e Chinesa para lhes dar o mote sobre que no médio oriente e no mundo em geral não há soluções sem a participação deles.
Aqui chegados, entramos na teoria dos jogos. E o resultado é simples: Tem de haver acordo na Grécia e cedência por parte dos credores por todos os motivos e mais alguns, mas essencialmente porque está demostrado que na Grécia, em Portugal, em França, em Itália, no Chipre, com ondas de choque nos países nórdicos e nos juros da dívida alemã, as suas políticas falharam.
Tenhamos consciência que os povos estão a pagar as loucuras de um sistema financeiro que transformou a vida de milhões num jogo de acções e investimentos virtuais em tudo semelhante aos jogos de pirâmide que temos visto desmoronar; e que a política de salvação deste sistema, para além das perdas já originadas, pretende crescimentos de base Zero por forma a garantir aumentos de endividamento e garantir também perpetuamente, pelo pagamento de juros, receitas que os mantenha com o poder de decidir sobre a vida dos povos através daqueles que efectivamente não os governam.
Por último, os credores não só encaram com horror essa saída como sabem que com essa saída tudo se alterará, e sempre contra eles.
A visão pequena à portuguesa reflecte-se no aumento também em valor absoluto da dívida, nos dribles em torno do défice, que este ano ficará acima dos 3%, e em mais de dois milhões de pessoas que vivem abaixo da pobreza, nos mais de 450 mil desempregados gerados só na legislatura deste desgoverno e no número de empresas falidas que aumentaram exponencialmente.
Graças às medidas do TC a economia mexeu POR VIA DO CONSUMO INTERNO, ESSENCIALMENTE, E NÃO DAS EXPORTAÇÕES.
Nota: Aguardo quem queira contrariar esta afirmação.
PS: A Grécia estará sempre em melhor situação fora do Euro: nt/ambroseevans_pritchard/11650240/Europ e-has-no-choice-it-has-to-save-Greece.ht ml
http://www.telegraph.co.uk/finance/comme
A Comissão Europeia está a perder a paciência com o governo grego. Em declarações à margem da cimeira do G7, Jean-Claude Juncker acusou Alexis Tsipras de mentir ao parlamento grego sobre a mensagem que lhe foi transmitida pelos credores na última ronda negocial.
O presidente da Comissão Europeia mostrou-se desapontado com o primeiro-ministro grego, depois de este ter afirmado aos deputados em Atenas que o último plano apresentado pelas instituições de Bruxelas era um texto final, que era pegar ou largar.
“Ele sabe perfeitamente que não é esse o caso”, disse Jean-Claude Juncker este domingo, rejeitando o carácter definitivo do plano. “Não tenho um problema pessoal como Alexis Tsipras, pelo contrário. Somos amigos. Mas para se manter uma amizade é preciso cumprir um conjunto mínimo de regras”, afirmou, citado pela Reuters.
(7.6.2015)
Se a aplicação de uma teoria não testada num universo de 450 milhões de pessoas não fosse aceitável, não teríamos austeridades expansionistas e funcionários de FMI admirados com aumentos de desemprego que não esperavam.
As políticas seguidas em Portugal nos últimos anos foram experiências de modelos não testados. E não estão a resultar.
As políticas do Syriza é que estão a dar um resultadão.
Quer comparar 4 anos com 4 meses?
Com as políticas do Syriza preocupam-se os gregos. Para mim é um pouco mais importante analisar as nossas políticas.
De qualquer modo, de que políticas do Syriza falamos?
As que a troika se esforça para que não sejam implementadas? Se for possível implementá-las então a troika não era o único caminho como se fazia querer.
Logo utilizar os comentários dos membros da troika para avaliar a possibilidade de o Syriza ter razão é perguntar à peixeira se o peixe é fresco.
Assim como acreditar que pessoas como Gaspar e Moedas, que saíram de um lugar onde negociaram com a troika em nome do governo português para lugares em instituições que fazem parte da troika, são negociadores isentos.
Ou que alguém que abandona a chefia de um governo de um país que está em crise, porque lhe acenam com um melhor lugar, é alguém de confiança.
Isto é tudo gente séria, quando não se está a rir.
Este comentário revela o grau de intoxicação da opinião pública portuguesa em matérias europeias (algo que refiro num post mais acima). Portugal é membro de todas as organizações que formam a troika (FMI, BCE e CE). A comissão Europeia é uma estrutura da organização internacional União Europeia e todos os seus dirigentes políticos (comissários) são antigos ministros; todos eles, quando estavam nos respectivos governos, negociaram com a UE e conhecem bem o funcionamento desta estrutura. Jean-Claude Juncker, por exemplo, actual presidente da CE, foi primeiro-ministro do seu país (Luxemburgo) e certamente teve de negociar muitos assuntos com o Conselho e com a Comissão. Carlos Moedas é o comissário designado pelo Governo português para integrar um colégio para o qual o nosso país tem direito de escolher um representante. Foi escrutinado pelo parlamento europeu e não é diferente dos outros comissários.
É começar a desintoxicar, podemos começar pelo Jun[c]k(er) a ir para o programa de metadona financiado pelos impostos que se deixaram de cobrar nos outros países Europeus durante o seu mandato enquanto 1º ministro do paraíso fiscal chamado Luxemburgo…
Ser parvo é em principio um problema privado, agora quando nos pretendem fazer passar TODOS por PARVOS, já começa a ser demência que pode por em risco a sã convivência em sociedade.