Partilho a alegria e acho muito bem que se venha festejar para as ruas: em tempos de individualismo, os momentos de comunhão só podem ser benéficos. O que me confunde é a rapidez com que surgiram as caravanas de veículos. Ainda Ronaldo não começara a coxear pelas escadas acima em direcção à taça e a cacofonia nas ruas do Porto – mais serenas do que numa manhã de São João durante o encontro – já era indescritível (um adjectivo muito útil para os momentos em que não sabemos como descrever as coisas). Honestamente, fica-me a ideia de que antes de Éder desferir aquele rematezito fulminante já centenas de pessoas estavam sentadas dentro dos carros, aguardando no escuro a oportunidade de poderem sair a apitar.
Tensão no estacionamento (Ou: Mais do que o jogo, importa a celebração?)
escafandro,

Mais um feriado. 10 de Julho,
Dia dos heróis de Paris “cá … e lá”.
Com certeza. E, na prática, este ano já tivemos mais um, embora só em Lisboa – o dia de hoje.