Tenham lá paciência


Rui Rocha,

Vejo que muitos dos que agora estão incomodados com a discussão da “questão de carácter” de Mário Centeno exigiram na altura (e bem, também o fiz) a demissão de Relvas. Naquele momento, fizeram-no porquê? Por causa da Lei da Rádio, foi?

0 comentários em “Tenham lá paciência”

  1. Rui, a mentira interessa e tem importância para quem não ambiciona o poder. Agora para os outros, para quem ambiciona controlar, moldar, mandar, como o que se lhe queira chamar, a verdade pouco importa.

    Ninguém chega a determinados cargos de chefia sem algum tipo de filosofia casuística (no sentido da definida pelos jesuítas – a mentira, pode ser justificável para atingir um bem maior. O problema é a subjetividade da pergunta: O que é um bem maior? Isso dependerá de cada um. Cada um terá mil e uma razões de explicar a si e aos outros porque mentiu)

    A mentira sempre fez parte da politica. E sempre fará. Até da religião. Até na ciência (vejam-se as farmacêuticas).

    Quando voto não voto nos bons. Voto nos que me parecem menos maus. Nos que me mentiram menos (e esses de uma forma geral estão mais longe de virem a ser poder. Uma vez lá chegados comportar-se-ia como os demais. Não tenho ilusões)

  2. Vejo que muitos dos que agora estão INTERESSADOS com a discussão da “questão de carácter” de Mário Centeno, CRITICARAM O PEDIDO DE demissão de Relvas.
    Estão muito bem uns para os outros.

  3. Mas que moral (e afirmo que não concordo com mentiras),têm os partidos da oposição de falar em mentiras e demissões quando tiveram lá entre outros a Marilú???? Foi os swapp,a taxa de IRS,Banif etc.,etc, meeeeenos!!!!

  4. No caso de Centeno, o administrador em causa não está neste momento em funções, penso quem lhe pagaram o salário enquanto foi administrador e não se desobedeceu a lei nenhuma.

    No caso do “dr” Relvas existia um diploma adquirido por meios irregulares, que foi anulado pelo Ministério de Educação.

    Há uma certa diferença de gravidade.

    Se me vier dizer que Centeno andou envolvido, enquanto Secretário de Estado, em subsídios de legalidade muito duvidosa a uma empresa para dar formação em aeródromos, ou qualquer outra coisa do género, poderei rever a minha posição.

    1. Não sei sei se está correcto quando diz que “ao administrador em causa (que) não está neste momento em funções, penso que lhe pagaram o salário enquanto foi administrador e não se desobedeceu a lei nenhuma”.
      Admito que alguns daqueles senhores têm direito a receber umas pipas de massa, uma vez que foram contratados para uma dado período de tempo que não se concretizou, por terem sido despedidos de uma forma indecente. Se se aplicar a lei geral, têm direito a receber o correspondente aos salários que aufeririam se estivessem a trabalhar.
      Mas destas coisas não cuidam os apoiantes do governo Costa – o dinheiro não é deles e repartido pelo portugueses pagantes, são uns cêntimos a cada um.

      1. Eles não foram despedidos. Despediram-se porque não quiseram cumprir a lei. Não me parece que isso dê direito a indeminização.

        E não me venha dizer que o contrato foi feito por SMS.
        Penso que nem na banca, onde é frequente não se saber a quem foi emprestado o dinheiro, se considera válido um contrato desses.

        1. Quem se despediu foi o Domingues, por se sentir humilhado. Os outros membros do Conselho de Administração, caíram sem se demitirem. Alguns, pelo que li no jornais, ainda estão na CGD, não nas funções para que foram contratados, mas talvez numa prateleira. Dourada, claro. À nossa custa, com certeza.

    2. Um ministro das finanças que mente com o beneplácito do PR , 1ºM e da gerigonça em peso :

      ´Me disser que o deficit baixou…. fico de pé atrás, será que (os) manganos estarão a mentir?!

      Quem acredita nesta gente?

  5. Enriquecido o vocabulário mundial com : erro de percepção mutuo ; não existia em nenhum tratado, mas passou a existir graças ao amor a verdade do governo do dão sebastião Costa. Um must da politica mundial!!

  6. Algum dos inflamados comentadores contra o Centeno e as sua mentiras é capaz de adivinhar que disse isto, que se aplica às campanhas eleitorais e ao resto da política, infelizmente?
    «Se os partidos dissessem a verdade em campanha eleitoral, afirmando que cortariam salários e pensões, ou que iriam aumentar os impostos, perderiam qualquer eleição. São os eleitores que nos obrigam a mentir!»
    A solução está no fim, corram o texto:

    João Almeida, deputado do CDS, Programa Prós e Contras, RTP1, Outubro de 2013.

  7. Sabe aquilo que mais me incomoda? É, precisamente, aquilo que não sabemos. Lembra-se daquele link que, num comentário, há muito tempo, deixei sobre Costa, Rui Rio e a sua relação com aquele “Grupo” que os leva até ao topo?
    Pois esteve lá muito tempo (anos) mas, quando muitos começaram a ir confirmar o artigo, o Conteúdo já não está disponível.
    Para quem, como eu, ainda nasci no tempo de Salazar, andei no Liceu no tempo de Marcelo Caetano e entrei na Universidade, depois do 25 de Abril, uma coisa lhe garanto, aquilo, antigamente, comparado com o que isto se anda a tornar, era uma brincadeira de crianças, estes de agora, com as suas ligações externas e muitas “costas quentes”, estando ao serviço de uns que sabemos e de outros que nem conseguimos imaginar, com o Poder de remover artigos na net que não lhes convenham, começo a ter mais certezas que dúvidas.
    Se os deixarem controlar as Comissões Parlamentares de Inquérito…
    We are so fucked!

    1. “Lembra-se daquele link que, num comentário, há muito tempo, deixei …” Eu lembro-me de todos os seus links. Eu lá ia esquecer algum!!!

      1. Um Anónimo muito convencido, por acaso pensa que eu estava a falar consigo, um anónimo que nem sequer é o anónimo X ou Y ?
        Estava a comentar diretamente para quem escreveu o poste e que, suponho que seja como eu que já escrevi postes, lia todos os comentários que me deixavam, naturalmente, tive de fechar o blogue, precisamente, por não ter tempo de ler e responder a todos os comentários porque, não é da minha natureza, só fazer por fazer, ou se faz bem feito ou nem vale a pena começar. Mas, teve a sua graça, a sensação foi como ir no autocarro a falar com quem me acompanhava e o do banco ao lado, alguém aproveitar para dar o seu bitate

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