Tempos de incerteza


Pedro Correia,

Ontem foi notícia de grande impacto em Portugal a chegada de 17 voos do Reino Unido ao aeroporto de Faro.

Uma não-notícia desde a segunda metade da década de 60 torna-se notícia agora, quase meio século depois.

Vale a pena pensar nisto para percebermos até que ponto vivemos tempos de incerteza.

 

32 comentários em “Tempos de incerteza”

    1. Já há uma semana (desde o dia anterior à festa do Sporting) que as infeções estão a crescer todos os dias (em média de 7 dias). O R(t) estar a 1 é somente uma forma de os teóricos constatarem este facto e atribuírem-lhe um valor numérico.
      Mas atualmente a população mais sensível está vacinada, pelo que o número de infeções tem uma importância muito reduzida.

      1. Como exemplo é uma vergonha. Andam na caça à multa por coisas de caca num dia e no dia seguinte tudo isso deixa de existir para o chefe de Estado.

        1. Na Guiné-Bissau vigora um regime sanitário diferente. Como demonstram as imagens, onde quase não se vê uma só pessoa de máscara.
          Aguarda-se a habitual reacção dos infecciologistas de plantão nas pantalhas televisivas. Interrogo-me se a comitiva presidencial cumprirá quarentena.

          1. Pois eu acho que essa pergunta devia ser feita em directo pelos jornalistas à chegada.

            Mas isso era num país que já não é este, ainda que o nome se mantenha. Não há jornalistas, há colaboracionistas que tapam ou fazem propaganda

      2. Leopedro
        Parece haver na zona de Lisboa RT 1, com tendência a subir.
        Ainda faltam uns dias para se saber das possíveis transmissões devido à festa dos sportinguistas, por isso os da comitiva à Guiné-Bissau serão apontados daqui a uns dez dias

  1. vergonha alheia
    para percebermos o quão pequeno somos, parolos que continuam a lamber pés a saloios tratados como reis em terra de “pobres” principalmente de espirito
    mas a comunicação social é a responsável por este espalhafato

  2. Chegaram 5 mil ingleses ao Algarve, e chegaram 5 mil marroquinos a Ceuta, simultaneamente.

    A Europa está na berra.

    A ibéria é Europa e os outros são vizinhos, apenas.

      1. os espanhóis ficaram com ela, agora que se desenrasquem

        Bem observado.

        E ficaram também com as Canárias, os burros.

        Mais barato ficava transferirem toda a população para Espanha e oferecerem aquilo a Marrocos.

        1. Será que se Gibraltar for invadido por africanos tal como Ceuta, os ingleses vão lá buscá-los e os levam para Londres? ou entregam o Morro aos espanhois com africanos er tudo?

          Os ingleses fugiram da europa por causa destas coisas, espertos!

          1. Ceuta não é “invadida por africanos” na medida em que é uma cidade africana e à partida todos quantos lá vivem são africanos.
            Gibraltar é um caso diferente. Nem Hitler se atreveu a assaltar o Rochedo.

      2. Pois isso é verdade, pese embora fazer parte da UE e para catear a bandeira é igual à de Lisboa e o Brazão é como o nosso das quinas.

  3. Entretanto o Marcelo que se apressou logo a criticar o SCP,ontem na Guiné recebeu uma multidão,tudo sem máscara… E até saiu do carro.

  4. Vale a pena pensar nisto para percebermos até que ponto vivemos tempos de incerteza.

    Vale a pena pensar nisto para percebermos até que ponto estamos dependentes de umas míseras esmolas dos estrangeiros — já que a UE, o PS e os cabrões dos sindicatos não nos deixam criar riqueza e chupam tudo em impostos para o Estado numa ditadura fiscal — ao mesmo tempo que dão casas a imigrantes, destroem a língua e o ensino para ver se eles conseguem tirar um 8 (em 20) e os funcionários públicos vivem numa redoma de vidro com todas as regalias.

    1. Ó V é melhor vacinar-se já e com as duas dozes.
      ‘os cabrões dos sindicatos não nos deixam criar riqueza’ ? .Arranje lá um exemplo dessa afirmação, e até lhe dou uma ajuda: AUTOEUROPA não conta. Então qual é a riqueza que quer
      criar e os cabrões dos sindicatos não nos deixam?

      1. É fácil. Quem é que quer criar empresas se se começa a pagar impostos 6 meses antes de começar a trabalhar para pagar o socialismo todo, mais a pança do Cabrita — e se depois passados 6 meses quem governa a empresa é o gajo do sindicato?

        E porque é que acha que vão buscar escravos ao Nepal? Digo-lhe mais: é só porque não podem levar as azeitonas e a merda dos mirtilos para lá.

  5. Já a outra parte da notícia, parece que nenhum jornalista está interessado em pegar nela:
    – Como está a funcionar a apresentação de passaporte por parte dos brexiteers?
    – Como é que os britânicos que tinham estabelecido residência cá estão a regularizar a sua situação?
    Perguntas ainda mais pertinentes sabendo-se que o assunto está nas mãos do excelente Cabrita…

  6. Lindo, lindo, vai ser vê-los à volta do Estádio do Dragão na final da Liga dos Campeões.
    O workshop de dança dos pauliteiros promete ser um sucesso.

    1. Não pode haver melhor demonstração de que Portugal deixou de ser um Estado soberano.
      O Governo decreta a interdição de público (português) na final da Taça de Portugal, a decorrer em Coimbra.
      O mesmo Governo autoriza 12 mil espectadores (ingleses) na final da Liga dos Campeões, a decorrer no Porto, cinco dias depois.

      Diiferença: no segundo caso, registou-se ultimato da UEFA: ou havia público ou não haveria final.
      O Governo vergou-se ao ditame da UEFA.
      Mas manteve a interdição na final da Taça de Portugal.

      Um país, dois sistemas: permite-se aos estrangeiros o que se nega aos portugueses.
      Com carimbo e vénia do Governo de Portugal.

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