No Abrupto, Pacheco Pereira incluiu uma frase minha (qualquer coisa do tipo "soltar o pequeno taxista que há em todos nós") na lista de enxovalhos de que foi vítima em resultado do seu primeiro programa televisivo. Pacheco Pereira deixa-me numa posição difícil. Não quero ser desmancha-prazeres mas a minha apreciação sobre o programa é, repito, positiva. Nem há, aliás, naquele agradável espaço, razões para qualquer reacção mais acalorada. Temos pena…
Temos pena
Cristina Almeida,

Pois temos.
expressão que contrario na pré adolescente lá de casa mas que aqui .. no contexto .. pois ! ela que não me leia :))
temos sim senhor!
E faz muito bem em contrariar. Mas, aqui entre nós…
Cara Cristina, tudo o que não soe a:
“Excelentíssimo professor Doutor Engenheiro José Pacheco Pereira, educador da classe operária, dirigente, intelectual, parasita, estudantil ou quaisquer outras passadas, presentes e futuras, génio incomensurável que é objecto de tentativas consequentes de amordaçamento desde antes do seu nascimento e até mesmo preventivamente após a sua morte, mestre de todos os assuntos possíveis e imagináveis que lhe agradem porque os que não lhe agradam não são merecedores do dispêndio da mais infíma molécula de ATP em pensamento, homem loquaz e sagaz e mordaz e outros-az, personalidade incomparável do período de tempo compreendido entre o mesozóico e a quarta idade da descoberta de Zorg no ano de 34772 d.P. (depois de Pereira), agradecemos o esforço que dedica ao desmantelamento de todos os conceitos indignos que nos passam em frente dos olhos e cuja falsidade apenas vossa excelência discerne, sendo ainda o único em toda a história dos hominídeos capaz de nos salvar de tal horror. Mais ainda nos prostramos com gritos de «Não merecemos!» perante o menor pensamento sobre si, o qual só pode ser impuro por porvir de mentes menos brilhantes (e pedimos desculpa pela comparação herética) que a sua. Amén”
tudo o que não soe a isto, portanto, é para ele um insulto. E creio que a minha pobre e torpe escrita seria imediatamente objecto de reprovação por JPP de tão pouco gloriosa para com ele que é.
Muito bom. Adorei os gritos de “não merecemos”!.
agora fiquei surpreendido. Não sabia que JPP lia algo mais que ele próprio.
Também eu. Mas presumo que tenha feito um bonito esforço para vencer alguma repulsa. De qualquer forma, não lincou, evidentemente.
Então não lê? Lê, pois! Com que base poderia ele falar do tema ” blogosfera “, como periodicamente acontece, senão compulsando mesmo os pequenos sistemas desta grande e confusa galáxia?
Pois eu acho que ele lê o DO e às vezes até gosta…
Mas desta vez não leu bem, estou de acordo.
Eu achei graça ao post.
É assim mesmo: – quando nos agridem, também temos um “nervo sensível” que nos deixa menos racionais.
– Ou não?
O nervo quando nasce é para todos.
Nunca me digas que eu faço soltar o pequeno taxista que há em ti. Tomarei isso como um enxovalho.