Henry Hey não é o pianista de jazz mais famoso da actualidade, nem o mais interessante, nem o mais inovador; mas como grande parte dos jazzmen dos nossos dias, tem um domínio seguro das formas musicais.
Sarah Palin é um bocado desligada, em vários sentidos da palavra, nenhum deles abonatório. As suas falas são por isso desconexas, como se estivesse a descobrir as respostas no preciso momento em que lhe fazem as perguntas. Tornou-se por isso uma especialista em calinadas abissais, que depressa se transformam em catch frases ou em T-shits
O que Henry Hey fez foi capturar as precipitadas inflexões rítmicas e harmónicas do discurso de Palin e compor com elas uma peça de piano ao correr das suas alocuções. Não saiu uma obra-prima, nem isso se esperava, mas não deixa de ser brilhante. Ou intrigante. Não é um trabalho recente, embora seja de todo inédito em Portugal.

Mais um que acredita na propaganda.
Obama bem mais gaffes fez mas como não aparecem nos pasquins tugas nem nas bíblias seguidas religiosamente por cá como NYT a realidade transfigura-se.
Esta Palin transfigura-se em melhor música.
A ideia é que é genial! 🙂