Não aprecio lá muito ver hordas com o uniforme de turista tão evidente (calções, mochila de variado tipo, boné de pala e um mapa que não sabem ler nas mãos), ou a entrar de chanatas no Café Majestic. Mas não deixa de ser curioso que, praticamente no mesmo dia em que se lançam grandes debate sobre a “turistificação em excesso”, as formas de restringir ou mesmo de combater o turismo (até de forma violenta), surja também a notícia de restaurantes que exploram os turistas mais incautos a preços abjectos. Afinal quem é que prejudica quem? Grande falta de sentido de oportunidade, no mínimo.

Ao contrário do governo e do milhão e tal de funcionários públicos — o sector privado e os turistas estão a tirar o país do abismo onde o republicanismo maçónico das esquerdas e dos retornados o enfiaram. Não têm de se queixar.
Os funcionários públicos puxam o país para baixo.
Exceto quando se exige que o Estado preste serviços.
É giro ver as mesmas pessoas que se queixam de que os funcionários públicos não fazem nada queixarem-se que não há funcionários suficientes do SEF nos aeroportos, que as ruas andam sujas, que o policiamento é insuficiente, que o sistema de Proteção Civil não tem meios.
Eu também gostava de ter omeletes sem ter ovos, mas não dá.
Não sou eu que digo isso, garanto-lhe. Acho que esses serviços poderiam ser prestados por empresas privadas com muito mais eficácia a todos os níveis. Tirando o policiamento, obviamente. A Protecção Civil é apenas para uns tipos sacarem uns bons salários e ainda melhores reformas sem mérito nenhum. A sua eficácia está à vista de todos. O único serviço com uma folha de serviço irrepreensível é a unidade de salvamento da Marinha.