
O protesto de hoje da Fenprof e da CGTP contou com a adesão de cerca de 50 professores. Trata-se de um número irrisório se tivermos em conta os milhares de candidatos ao exercício de funções docentes que não ficaram colocados neste ano lectivo e a precariedade que traz angustiados os professores contratados . Todavia, a razão fundamental para esta fraca adesão não é, ao contrário do que pretende a sindicalista de serviço, a desmobilização provocada pelo discurso sistemático da crise e da inevitabilidade das medidas de austeridade. Na verdade, o que está em causa é que os professores contratados não se sentem representados pela Fenprof que, por várias vezes, demonstrou privilegiar outros interesses, incluindo a sua própria agenda política. E, neste como noutros casos, não se pode ter sol na eira e chuva no nabal. Caso para dizer a Mário Nogueira: tarde protestaste.

aqui em faro foi às 14h30…quem está a trabalhar como ia?
Pois, mas o principal objectivo era protestar contra a situação dos que não estão a trabalhar…
Isso não eram manifestantes, João.
Isso era a malta que se junta às sextas para jogar sueca.
Fizeram confusão com o local.
Só isso.
Então, quase não tinham jogadores suficientes, Pedro…
E não é só isso. Para juntar 200000 professores protestantes vindos de todo o país, é preciso que haja quem pague as camionetas, mas agora os que as pagavam já se estão nas tintas, porque já obtiveram o que queriam.
Em parte. Mas, era precisamente a isso que eu me referia no post. A Fenprof privilegiou outros interesses.
A Fenprof privilegia sempre outros interesses, mas desde já digo que não são os de quem está há mais tempo na carreira.
E eu acredito em ti.
Obrigada pela confiança, Rui. À conta destes acordos ando no mesmo sítio desde 2004 e lá ficarei 🙁
Mesmo cobrindo os professores d’ouro e dar-lhes tudo que “lutarm”… que, mesmo assim, o Dr Nogueira não concordaria… Ee (sobre)vive de conflitos…e, além disso, quem manda é o Carvalhas e no Carvalhas manda Jerónimo!
A tal agenda política, Amendes.