Tanto barulho para nada


Pedro Correia,

 

Os apelos à desistência do candidato Aguiar-Branco na corrida à presidência do PSD, com destaque para uma abrupta intervenção de Pacheco Pereira num dos seus múltiplos palcos mediáticos, além de revelarem muito da concepção que certa “elite” laranja tem da democracia, não produziriam qualquer efeito, mesmo se tivessem sido escutados. Como os resultados demonstraram, os votos em Passos Coelho ultrapassaram largamente a soma dos obtidos por Aguiar-Branco e Paulo Rangel. Bem fez o líder parlamentar social-democrata em ignorá-los. Às vezes há que deixar o ruído fluir, como se estivéssemos a contemplar a passagem do tempo num banco do jardim de Santo Amaro.

7 comentários em “Tanto barulho para nada”

  1. «Ao longo destes dois últimos anos, o seu suposto discurso ‘liberal’ tem-se notabilizado essencialmente por uma série de frases soltas que têm o condão de ser contrariadas pelos factos (privatização da Caixa Geral de Depósitos) ou pela necessidade de uma agenda que o obriga a dizer o mesmo e o seu contrário (defesa do investimento público e posterior crítica a esse mesmo investimento público, defesa de uma moção de censura se se provar que o primeiro-ministro mentiu na Assembleia e posterior declaração de que as eleições só se devem realizar em 2011, para dar apenas dois exemplos). Sobra ainda a artificialidade da pose, o culto da imagem e a ligação ao aparelho que é, hoje, um dos principais cancros do partido. O dr. Passos Coelho saiu da Jota. Infelizmente, dá ideia de que a Jota nunca conseguiu sair dele.» [Correio da Manhã]

    1. Não percebi a que propósito vem esta citação. Defesa do investimento público e posterior defesa das privatizações, incluindo a área seguradora da Caixa Geral de Depósitos? Artificialidade da pose? Culto da imagem? Dizer o mesmo e o seu contrário?

      Está lá escrito Passos Coelho, o que indicia que foi trazido aqui por alguém do PSD com muito mau perder. Mas, a avaliar pela transcrição, eu ia jurar que o artigo era sobre José Sócrates. Alguém que foi da JSD. No fundo, a JSD nunca conseguiu sair dele.

    1. Eu até acho que as abóboras são mesmo o exemplo correcto.Sim porque aquelas cabeças, é só pevides dentro…

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