Fernando Ulrich tem uma solução para diminuir o desemprego. Em vez de suportar o subsídio, o Estado poderia pagar a desempregados para trabalharem em grandes empresas. Assim de repente, veio-lhe à ideia que um dos empregadores poderia ser o BPI. Parece-me bem. Mas, a ideia é tão boa, tão boa, que não a devíamos limitar às grandes empresas. Por mim, também estou disposto a ajudar. Se o Estado fornecesse os materiais, poderia mesmo pensar em demolir a habitação actual e construir uma nova com todas as necessidades de mão-de-obra que isso implicaria. Entretanto, mesmo que esse projecto não avance, não faltam oportunidades lá em casa. Deve haver outras, mas enquanto penso nisso, publico já o primeiro anúncio:
Pretende-se:
- Cozinheiro/a – part-time de 4 horas por dia, incluindo feriados e fins-de-semana, ao almoço e ao jantar (necessidade permanente)
- Empregado/a de limpeza – tempo inteiro (necessidade permanente)
- Decorador de interiores e exteriores – tempo inteiro (necessidade temporária: 1 mês)
- Pintor/a – tempo inteiro (necessidade temporária: 1 a 2 meses)
- Canalizador/a – tempo inteiro (necessidade temporária: 1 semana)
- Baby sitter – noites de sexta-feira e sábado (necessidade permanente)
- Professor/a de piano – part-time de 4 horas por semana (necessidade permanente)
- Professor/a de inglês – part-time de 4 horas por semana (necessidade permanente)
- Professor/a de francês – part-time de 4 horas por semana (necessidade permanente)
- Professor/a de alemão – part-time de 4 horas por semana (necessidade permanente)
- Professor/a de espanhol – part-time de 4 horas por semana (necessidade permanente)
- Professor/a de mandarim – part-time de 4 horas por semana (necessidade permanente)
- Pizzaiolo/a – para uma das folgas do/a cozinheiro/a
- Sushiman/Sushiwoman – para outra das folgas do/a cozinheiro/a
Oferece-se: integração em domícilio sólido e dinâmico, bom ambiente de trabalho, remuneração suportada pelo Estado e oportunidades reais de desenvolvimento enquanto se mantiver o direito ao subsídio de desemprego.

Obrigada por me fazer rir:-) está demais.
Eu é que agradeço, Paula.
Sehr gut, mon chére Rui. And do usted 按摩師* o piano?
* Não sei se sabes (I don’t know if you know) mas as línguas orientais são facílimas (muy faciles) de escrever (écrire) porque todas as palavras (wörter) são compostas por quadrados (按摩師); depois deste esclarecimento, ainda achas que o professor de mandarim seria uma necessidade permanente?
Pronto. Um professor de google tradutor.
Pois eu acho que o Estado devia fazer-lhe a vontade (mais ou menos) e mandar para o BPI o pessoal do RSI. Ele ia adorar.
Uma equipa de dealers do Lagarteiro na sala de mercados do BPI.
Os grandes capitalistas tornam-se socialistas.
Sendo certo que a inversa…
That guy is not hitting well of his pine.
Maybe he beated with the pine against a wall.
Esqueceram-se de incluir a (o) animador(a) de tempos livres.
Estive a ver e é possível que tenhamos também lugar para guarda-nocturno/a, recpcionisto/a e brunideiro/a.
Ontem só lhe sairam ideias tristes. Outra foi a da realização de eleições legislativas de 2 em 2 anos. Como se está a ver, nenhum governo com o horizonte temporal de 2 anos teria tempo para fazer nada(quanto tempo demorarão as mudanças que houver a fazer lá pelo BPI?) e viver-se-ia num ambiente de permanente campanha eleitoral. Não sou capaz de entender que estas evidências não lhe tenham passado pela cachimónia.
(Obviamente que o que escrevi não se aplica a este ou àquele governo em particular, mas a qualquer um).
Sim, uma coisa é que as regras apontem para um período tão curto. Outra é, perante as evidências, chegar à conclusão que um determinado governo não tem condições para chegar ao fim da legislatura.
Nestas alturas tenho pena de não ser americano para lhe poder perguntar “How far up his ass did he have to go to come up with this”?
And the answer is: far west.
Esse é um dos que quando a coisa der mesmo para o torto e o poder cair na rua, ou seja mais ano menos ano, vai ter que fazer as malas à pressa.
Mais mês, menos mês.
Tá bem, Fernando. Olha, estás a esquecer de referir qual é o spread que esses perdidos teriam que pagar. Vê lá, não percas a mão ao negócio.
Isso, nada de perder o fio à meada.
Acho que vou precisar também de um Departamento de Recursos Humanos para gerir esta gente toda…
Elementar. Recomendo um pequeno livro da Penguin Books intitulado “How to lie with statistics”, de Darrell Huff.