Tal como a selecção


Rui Rocha,

 

Isaltino Morais tentou empatar para evitar a “repescagem”. Agora, depois de ter perdido, é possível que acabe por pagar pelos erros cometidos no passado.

6 comentários em “Tal como a selecção”

  1. Confesso que não nutro qualquer espécia de simpatia por Isaltino Morais nem por políticos do mesmo calibre. Mas há demasiadas incidências estranhas em todo este processo. Desde logo, o tempo que o processo está a demorar; depois, a triste episódio da sua prisão por menos de 24 horas, no que parece ser um clamoroso erro judiciário; agora, a pressa com que o Tribunal Constitucional decide um recurso da defesa que apontava para a inconstitucionalidade da impossibilidade do autarca ser julgado por um tribunal do júri. Sim, eu sei que já havia decisões no mesmo sentido para a mesma questão e que a decisão até foi unânime. Mas nem por isso deixa de ser estranho que tenha sido tomada menos de uma semana depois de as alegações terem dado entrada naquele tribunal, sabendo como se sabe que estamos perante uma pressa excepcional que não é apanágio dos tribunais portugueses.
    O mais provável é que Isaltino Morais não passe um dia sequer na prisão. De recurso em recurso, a prescrição não tardará. Se tal acontecer, não é a Isaltino Morais nem aos seus advogados que poderá ser imputada a culpa por eventualmente não se ter feito justiça. A culpa terá de ser assacada ao sistema judicial. E, uma vez mais, ter-se-á perdido uma grande oportunidade de se fazer justiça. E de dar credibilidade às instituições da República.

    1. Concordo plenamente. Aliás, o post tinha a intenção provocatória de medir o pulso à percepção dos leitores sobre o desfecho do caso. Parece-me que o “processo” Isaltino vai ser, mais um caso de estudo sobre a “saúde” da nossa justiça.

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