Não se espante, por conseguinte, o leitor de que um qualquer idiota possa, ao mesmo tempo, ser feliz. É, até, assaz corrente. Há idiotas que se consideram inteligentíssimos, o que é uma forma muito comum de idiotia, e extraem dessa certeza alguma felicidade, aquela maneira de felicidade que consiste em uma pessoa se julgar muito superior às que a rodeiam.
O leitor gostaria de ser ministro ou secretário de Estado? Pois fique sabendo que há quem goste, embora – será justo dizê-lo – também há quem o seja a contra-gosto, por dever partidário ou patriótico.
Os idiotas, de modo geral, não fazem um mal por aí além, mas, se detêm poder e chegam a ser felizes em demasia podem tornar-se perigosos. É que um idiota, ainda por cima feliz, ainda por cima como poder, é, quase sempre, um perigo.
Oremos.
Alexandre O’Neill


Há pessoas que se preocupam muito quando vêem outros (que consideram idiotas) felizes. Está-se a cometer a mesma sobranceria que se critica no texto. Enfim..
Concordo absolutamente consigo, anónimo.
Será que são como as fosfóricas?
O monólogo está a correr bem, Anónimo… Que tal a sensação?
Contente, Anónimo? Óptimo!
O O’Neil já conhecia o Álvaro?
Grande laboratório este… Sem mexer um dedo caem-nos, do nada, cobaias voluntárias para a experiência em curso.
Oremos, sim. Até porque há muitos idiotas com poder. Mas em Portugal, vendo bem, há uma variante com muitos adeptos: os idiotas infelizes, que infernizam a vida a toda a gente.
Infelizes infernizes.
Os… infernilizes?
Infernautas infelizes? Idiotautas…
Têm ambas razão. Como é que eu não percebi imediatamente o que eles são?!
eheh;) Ministro do governo sombra em acção…
Não há dúvida de que não tenho de entrar em áreas alheias. A minha área é mesmo a Defesa. E o Ataque. Ou Contra-Ataque.
Muito bem entregue. Por aclamação.