Por qualquer misteriosa razão o jornalista é um ser incólume e intocável, que nunca pode ser nem negado, nem desmentido, nem contrariado mesmo quando diz uma inverdade ou age por transparente má-fé. Enquanto de uma forma geral a classe política é para condenar liminarmente.
Maria João Avillez em entrevista ao DN, AQUI


dito por uma jornalista, cheia de “presunção e água benta”, soa até a “auto-retrato”.
Acha? Não lhe descubro qualquer pose presumida. Descubro-lhe lucidez, consistência e profissionalismo.
Sem a menor dúvida, Laura.
acho.
e também lhe descubro lucidez na opinião.
e não coloco em causa a sua consistência e profissionalismo.
(ainda bem que não falou de pluralismo…)
Credo, detesto esses ismos. Além de que a coisa é maior que qualquer ismo que não seja o próprio (jornalismo).
Eu recordo bem o que dizia a Avillez quando os jornalistas eram vitimas indefesas e imaculadas do PS.
Também me recordo bem, Luís, é assim, a memória ás vezes começa a falhar…
Ó Luís, sabes bem o que está aqui em causa. Não se trata de não defender a liberdade jornalística. Trata-se de condenar as más práticas e o abuso do direito à impunidade. O vale tudo.
Mudam-se os tempos mudam-se as vontades, essas palavras aparentemente tão cheias de bom senso, não são mais do que uma tentativa de branquear os factos por parte de alguém que só vê com um olho, o olho dos seus amigos políticos e dos seus (dela) interesses partidários e não só.
Num país onde se não distingue uma observação ‘engagée’ de uma crítica distanciada, pergunto-me : -Porque se dão os comentadores ao trabalho de comentar? Ah, já sei: são do outro lado.
Vês, como sabes, Laura? Eheh!
O que diz muito sobre quase tudo, Teresa.
Quatro linhas de uma lucidez notável e aparecem de imediato os outsiders ofendidos, de garras em riste…
Que mal pergunte:
Por que razão os jornalistas, quando fazem telefonenas oficias, não avisam o interloctor que a chamada será gravada..?
Neste caso o caso casual da jornalista do PÚblico… morria à nascença!.
Palpita-me que isso não daria jeito nenhum aos jornalistas…
Quer desenvolver o seu palpite?
Simples, Sara: se pré-anunciada, como deve ser, a gravação inibiria ou afugentaria os depoentes, sejam eles ou não fontes fulcrais. E se inibe, não resulta.
Não esquecendo que deveria estar cristalina e audível.
Se não tiver anúncio prévio, é claro, não tem qualquer valor probatório.
Quantas belas jantaradas….ui, cala-te boquinha!
Ai Jamba,Jamba ,….aiué,aiué.
Aquela voz, rouca, multo “auctoritas” de Mrs …ui , nem precisa de Cismar!Eheh !!!
Uma voz rouca é muito “auctoritas”? Vou anotar essa, Nascimento.
Faltava cá o aldeão: “Ai se eu contasse o que vi da minha janelinha… Ai, ai..”.
PQPEM
MPQAC
Ao habitante da Capital.
Não,não é uma face ,é mesmo uma nódoa.Vá, agora risque o espelho…mas olhe bem, muito bem mesmo.Qual é a imagem reflectida?Pois…
Vá, agora saia e leve o cão a passear,se não tiver,leve a coleira, fica-lhe bem,vai ver, depois de uma bela mija, vai ficar tudo bem…
PQTP
Esqueci-me de comentar:
É isso que nos mata, Vasco: os aldeões da metrópole.
Os que perderam pelo caminho o desprendimento e o faro para a simplicidade do essencial.
Mas que entretanto mantiveram o pior: as vistas curtas e o complexozito da comadre de janela.