« É possível amar um projecto político? Podemos apaixonar-nos por uma moeda? A União Europeia alguma vez será, aos olhos e no espírito dos seus habitantes, mais do que uma mera construção burorática, pouco livre e, no fundo, irrelevante?
Como responder com eficácia ao vigor das críticas crescentes sobre esta singular organização política, dos que simplesmente a põem entre aspas aos que a fustigam constantemente, em blogs, artigos de jornal ou ocasiões públicas, acusando-a de tudo e do seu contrário?
É crucial apontar a dimensão do sonho, complexo mas realizável, que o projecto comporta; sublinhar a ousadia da construção, a necessidade dos objectivos; e contar, sem medo de errar nem vergonha dos termos, como surgiu e se fez força esta revolução em processo, de uma Europa sem fronteiras feita paradigma da liberdade futura, de um generoso modelo kantiano oferecido a um Mundo pouco dado às liberalidades do consenso e da paz.»
É crucial apontar a dimensão do sonho, complexo mas realizável, que o projecto comporta; sublinhar a ousadia da construção, a necessidade dos objectivos; e contar, sem medo de errar nem vergonha dos termos, como surgiu e se fez força esta revolução em processo, de uma Europa sem fronteiras feita paradigma da liberdade futura, de um generoso modelo kantiano oferecido a um Mundo pouco dado às liberalidades do consenso e da paz.»
Paulo Sande
in “A Revolução Europeia”, de Francisco Lucas Pires


Talvez a União Europeia esteja a ser o exercício prático que irá permitir no futuro, encontrar a forma eficaz de unir os povos, num projecto de inteira liberdade de pensamento e de acção.
Na verdade, a humanidade ainda é demasiadamente jóvem para se esperar que tenha, com a criação da União Europeia, encontrado o modelo perfeito de união.
Esta experiência, está a demonstrar que enquanto não for adquirido um modelo onde o capitalismo não tome parte, a humanidade continuará sujeita a não evoluir para o verdadeiro desenvolvimento que lhe permitirá a sustentabilidade, numa perspectiva de independência e liberdade. A efectiva circulação de pessoas e ideias, unica forma de promover a evolução e a sustentação, são impossíveis de coexistir com a prosperidade, fruto da maisvalia da exploração do trabalho humano.
Ou seja devemos ser todos iguais. Não há nenhum ideal de liberdade. Só lá está para enganar. O projecto unionista – e não europeu como os seus propagandistas se arrogam -é simplesmente a tentativa de uma segunda Revolução Francesa como a mesma insanável contradição: Liberdade vs Igualdade.
A Igualdade ganhará sempre.