Sugestão: um livro por dia


Pedro Correia,

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 O Espião de D. João II, de Deana Barroqueiro

Romance histórico

(edição Casa das Letras, 2015)

“A autora escreve segundo a antiga ortografia”

0 comentários em “Sugestão: um livro por dia”

    1. Tão antiga que a que a pretende substituir, com a arrogância que só a estupidez pode ter, nem legalmente vigora, nem cientificamente é defensável.

      Mas num país largamente de brutos estupidificados e semi-analfabetos , onde, é de crer, por este dia todos queriam ser a mãe de certo futebolista, onde o próprio estado, curvado a valores e interesses perante os quais nada contamos, já nem se preocupa minimamente com a legalidade formal – quanto mais a substancial… – das coisas, numa demonstração cristalina do vigente republicanismo das bananas, é muito natural que se lhe chame antiga e até que se pretenda sujeitar aos ditames dessa coisa a grafia de um nome (pois se até já pude ver transcrições de textos em inglês sujeitando essa língua aos ditames do AO90 , tal é a demência megalómana – ou a aflitiva, mas paternalisticamente poderosa, ignorância – dos apaniguados do aborto ortográfico).

      Você sente-se bem do lado dessa iniquidade, Lavoura. É consigo.

      Costa

      Ps: invocando a Feira do Livro de Lisboa, uma palavra de gratidão às editoras que no todo ou em parte resistem ainda a esta calamidade devastadora. Outra, de gratidão também (e pelo correr das coisas – e pela mesma razão – será com os anos mais e mais profunda), aos alfarrabistas nela presentes; o tempo fará deles o único local onde uma cada vez mais pequena minoria poderá obter livros impressos em português.

      Para gáudio dos Lavouras.

    2. Comentário típico, agora até com o nome que os pais deram à senhora o Luís Lavoura se mete.

      Por acaso a escritora nasceu nos Estados Unidos em 1945, coisa que o Luís Lavoura podia ter verificado rápidamente.

      E Deana pelos vistos foi aceite pelos registos locais na altura.

      Que raio de “espírito científico” tem Você, Luís Lavoura?
      Explique lá isso a um mero licenciado do IST de 1970…

    3. Pois esperava mais de si, pelo menos um esforçozinho, desde que deixou a nossa conversa sobre os registos prediais suiços e portugueses a meio.

      Ora bem.
      Eu nunca tinha dado grande atenção a esta senhora até ler o post.
      Mas fui ver quem era, nascida nos EUA de pais portugueses.

      E depois perdi 2 minutos a pensar e disse para comigo: os pais da senhora gostavam do nome Diana, queriam chamar-lhe Diana e queriam ouvir os outros chamar-lhe Diana.

      Ora se lhe pusessem esse nome no registo só eles, alguns familiares e uns vizinhos é que lhe chamariam “Diana”, o resto do planeta iría chamar-lhe “DAIANA”.
      Assim registaram-na como “Deana”, ninguém os proíbiu e toda a gente a trata por “Diana” ou quanto muito “Deana” com um “e” apagado.

      Mas isto é capaz de ser muito simples…

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