Tão antiga que a que a pretende substituir, com a arrogância que só a estupidez pode ter, nem legalmente vigora, nem cientificamente é defensável.
Mas num país largamente de brutos estupidificados e semi-analfabetos , onde, é de crer, por este dia todos queriam ser a mãe de certo futebolista, onde o próprio estado, curvado a valores e interesses perante os quais nada contamos, já nem se preocupa minimamente com a legalidade formal – quanto mais a substancial… – das coisas, numa demonstração cristalina do vigente republicanismo das bananas, é muito natural que se lhe chame antiga e até que se pretenda sujeitar aos ditames dessa coisa a grafia de um nome (pois se até já pude ver transcrições de textos em inglês sujeitando essa língua aos ditames do AO90 , tal é a demência megalómana – ou a aflitiva, mas paternalisticamente poderosa, ignorância – dos apaniguados do aborto ortográfico).
Você sente-se bem do lado dessa iniquidade, Lavoura. É consigo.
Costa
Ps: invocando a Feira do Livro de Lisboa, uma palavra de gratidão às editoras que no todo ou em parte resistem ainda a esta calamidade devastadora. Outra, de gratidão também (e pelo correr das coisas – e pela mesma razão – será com os anos mais e mais profunda), aos alfarrabistas nela presentes; o tempo fará deles o único local onde uma cada vez mais pequena minoria poderá obter livros impressos em português.
Pois esperava mais de si, pelo menos um esforçozinho, desde que deixou a nossa conversa sobre os registos prediais suiços e portugueses a meio.
Ora bem. Eu nunca tinha dado grande atenção a esta senhora até ler o post. Mas fui ver quem era, nascida nos EUA de pais portugueses.
E depois perdi 2 minutos a pensar e disse para comigo: os pais da senhora gostavam do nome Diana, queriam chamar-lhe Diana e queriam ouvir os outros chamar-lhe Diana.
Ora se lhe pusessem esse nome no registo só eles, alguns familiares e uns vizinhos é que lhe chamariam “Diana”, o resto do planeta iría chamar-lhe “DAIANA”. Assim registaram-na como “Deana”, ninguém os proíbiu e toda a gente a trata por “Diana” ou quanto muito “Deana” com um “e” apagado.
A autora escreve segundo a antiga ortografia
Tão antiga que até o nome dela, “Deana”, parece incompreensível.
Tão antiga que a que a pretende substituir, com a arrogância que só a estupidez pode ter, nem legalmente vigora, nem cientificamente é defensável.
Mas num país largamente de brutos estupidificados e semi-analfabetos , onde, é de crer, por este dia todos queriam ser a mãe de certo futebolista, onde o próprio estado, curvado a valores e interesses perante os quais nada contamos, já nem se preocupa minimamente com a legalidade formal – quanto mais a substancial… – das coisas, numa demonstração cristalina do vigente republicanismo das bananas, é muito natural que se lhe chame antiga e até que se pretenda sujeitar aos ditames dessa coisa a grafia de um nome (pois se até já pude ver transcrições de textos em inglês sujeitando essa língua aos ditames do AO90 , tal é a demência megalómana – ou a aflitiva, mas paternalisticamente poderosa, ignorância – dos apaniguados do aborto ortográfico).
Você sente-se bem do lado dessa iniquidade, Lavoura. É consigo.
Costa
Ps: invocando a Feira do Livro de Lisboa, uma palavra de gratidão às editoras que no todo ou em parte resistem ainda a esta calamidade devastadora. Outra, de gratidão também (e pelo correr das coisas – e pela mesma razão – será com os anos mais e mais profunda), aos alfarrabistas nela presentes; o tempo fará deles o único local onde uma cada vez mais pequena minoria poderá obter livros impressos em português.
Para gáudio dos Lavouras.
Comentário típico, agora até com o nome que os pais deram à senhora o Luís Lavoura se mete.
Por acaso a escritora nasceu nos Estados Unidos em 1945, coisa que o Luís Lavoura podia ter verificado rápidamente.
E Deana pelos vistos foi aceite pelos registos locais na altura.
Que raio de “espírito científico” tem Você, Luís Lavoura?
Explique lá isso a um mero licenciado do IST de 1970…
Pois esperava mais de si, pelo menos um esforçozinho, desde que deixou a nossa conversa sobre os registos prediais suiços e portugueses a meio.
Ora bem.
Eu nunca tinha dado grande atenção a esta senhora até ler o post.
Mas fui ver quem era, nascida nos EUA de pais portugueses.
E depois perdi 2 minutos a pensar e disse para comigo: os pais da senhora gostavam do nome Diana, queriam chamar-lhe Diana e queriam ouvir os outros chamar-lhe Diana.
Ora se lhe pusessem esse nome no registo só eles, alguns familiares e uns vizinhos é que lhe chamariam “Diana”, o resto do planeta iría chamar-lhe “DAIANA”.
Assim registaram-na como “Deana”, ninguém os proíbiu e toda a gente a trata por “Diana” ou quanto muito “Deana” com um “e” apagado.
Mas isto é capaz de ser muito simples…
E Afonso de Paiva? Existiu?
Esperemos pelo próximo romance histórico para saber.