E porque não comentar um pouquinho do conteúdo do livro? 1) “Eu próprio tive alguns colegas de Governos europeus a relembrarem-me ser importante não nos esquecermos da solidariedade que tínhamos recebido da Europa, solidariedade que devia ser reconhecida nos processos de privatização.” (Claro, a face perversa dos PAEF é precisamente a venda ao desbarato de activos nacionais, vidé casos como EDP, REN, cedência da golden share na PT, e TAP na calha).
2) “Outro dos dossiês que fui aconselhado por muita gente a deixar de lado foi o das contrapartidas militares. Porquê? Porque o tema das contrapartidas foi sempre bastante controverso, envolvendo inúmeras suspeitas e acusações de corrupção e de financiamento partidário. Por isso, para muitos, esse era um assunto era proibido.” (Como está o inquérito criminal? Houve corruptor, mas não corruptos?)
3) “um dos membros da minha equipa foi abordado por um representante dos produtores da energia lhe disse que como sabia que estávamos muito ocupados e não tínhamos recursos, eles próprios poderiam fazer as transposições de directivas e que depois nos entregariam as leis para fazermos o que entendêssemos. Pelo que parece isso já tinha acontecido no passado.” (Veja-se Código do Trabalho, 2003. As tais gorduras orçamentais que se perpetuam).
4) “É igualmente fundamental que uma estratégia anticorrupção seja proposta e consensualizada entre os principais partidos portugueses, de forma a acabar com os comportamentos menos transparentes, por vezes altamente lesivos do interesse público.” (Não se importa de elaborar mais sobre o que se passa? Talvez o MP o queira ouvir…).
5) “Não é com os programas de ajustamento actuais que vamos lá (…) Como poderá ser resolvido todo este elevadíssimo endividamento? Sinceramente, penso que a crise da dívida europeia só será resolvida com um reescalonamento a longo prazo da dívida dos países europeus mais endividados.” (Pois, mas quem foi que abraçou a camisola dos PAEF…?)
Uma pessoa pensa diferente quando está fora e dentro do governo. Já não me lembro de detalhes concretos, porque o li há alguns anos, mas Portugal na Hora da verdade fascinou-me por ver que o Álvaro pregava no livro o oposto de tudo o que acabou por fazer no governo. Se calhar até tinha boas intenções, mas um homem sozinho não muda um sistema, e claramente pessoas como o Passos Coelho, o Relvas, o Portas, o Cavaco não estão interessados em verdadeira mudança.
O Álvaro escrevia livros antes de ir para o governo, agora volta a escrevê-los. Como se não se tivesse passado nada.
Pois não. Ele nem fala de nada do que lhe aconteceu quando foi ministro. Acho que nem chegou a conhecer o dr. Portas.
já toda a gente já tinha percebido que este indivíduo não era de cá, e a sinópse da sua editora confirma-o.
http://www.gradiva.pt/?q=C/BOOKSSHOW/784 5
E porque não comentar um pouquinho do conteúdo do livro?
1) “Eu próprio tive alguns colegas de Governos europeus a relembrarem-me ser importante não nos esquecermos da solidariedade que tínhamos recebido da Europa, solidariedade que devia ser reconhecida nos processos de privatização.”
(Claro, a face perversa dos PAEF é precisamente a venda ao desbarato de activos nacionais, vidé casos como EDP, REN, cedência da golden share na PT, e TAP na calha).
2) “Outro dos dossiês que fui aconselhado por muita gente a deixar de lado foi o das contrapartidas militares. Porquê? Porque o tema das contrapartidas foi sempre bastante controverso, envolvendo inúmeras suspeitas e acusações de corrupção e de financiamento partidário. Por isso, para muitos, esse era um assunto era proibido.”
(Como está o inquérito criminal? Houve corruptor, mas não corruptos?)
3) “um dos membros da minha equipa foi abordado por um representante dos produtores da energia lhe disse que como sabia que estávamos muito ocupados e não tínhamos recursos, eles próprios poderiam fazer as transposições de directivas e que depois nos entregariam as leis para fazermos o que entendêssemos. Pelo que parece isso já tinha acontecido no passado.”
(Veja-se Código do Trabalho, 2003. As tais gorduras orçamentais que se perpetuam).
4) “É igualmente fundamental que uma estratégia anticorrupção seja proposta e consensualizada entre os principais partidos portugueses, de forma a acabar com os comportamentos menos transparentes, por vezes altamente lesivos do interesse público.”
(Não se importa de elaborar mais sobre o que se passa? Talvez o MP o queira ouvir…).
5) “Não é com os programas de ajustamento actuais que vamos lá (…) Como poderá ser resolvido todo este elevadíssimo endividamento? Sinceramente, penso que a crise da dívida europeia só será resolvida com um reescalonamento a longo prazo da dívida dos países europeus mais endividados.”
(Pois, mas quem foi que abraçou a camisola dos PAEF…?)
Uma pessoa pensa diferente quando está fora e dentro do governo. Já não me lembro de detalhes concretos, porque o li há alguns anos, mas Portugal na Hora da verdade fascinou-me por ver que o Álvaro pregava no livro o oposto de tudo o que acabou por fazer no governo. Se calhar até tinha boas intenções, mas um homem sozinho não muda um sistema, e claramente pessoas como o Passos Coelho, o Relvas, o Portas, o Cavaco não estão interessados em verdadeira mudança.