Sugestão: um livro por dia


Pedro Correia,

 

 

Em Nome do Povo – O massacre que Angola silenciou, de Lara Pawson

Tradução de Susana Sousa e Silva

Investigação

(edição Tinta da China, 2014)

5 comentários em “Sugestão: um livro por dia”

  1. Já agora, e porque penso ser importante, fica aqui o resumo:

    A 27 de Maio de 1977, uma manifestação contra o MPLA levou ao massacre de milhares, senão dezenas de milhares, de pessoas. Hoje, praticamente não se fala desta tragédia em Angola; no estrangeiro, ninguém sabe sequer da sua existência. A jornalista Lara Pawson investigou os acontecimentos, e considerou-os em tudo equivalentes «aos massacres ordenados por Robert Mugabe, […] e aos assassínios em massa da ditadura de Pinochet».

    Entre Londres, Luanda e Lisboa, Pawson conseguiu o que até aqui nunca fora possível: passados 40 anos, vítimas e testemunhas – ainda hoje sob a tensão do medo -, e até mesmo alguns dos carrascos, decidiram falar sobre o massacre, numa série de empolgantes entrevistas. João Van Dúnem, irmão de José, um dos líderes da revolta, bem como actuais membros da elite angolana – por exemplo, Ndunduma Wé Lépi, ex-director do Jornal de Angola, ou Aníbal João da Silva Melo, deputado à Assembleia Nacional pelo MPLA – contam-se entre os muitos testemunhos que a autora reuniu.

    Lara Pawson foi correspondente da BBC no Mali, na Costa do Marfim e em São Tomé e Príncipe, entre 1998 e 2007. De 1998 a 2000, trabalhou em Angola, onde cobriu a guerra civil. Desde então, visita com regularidade o país e hoje é jornalista freelance em Londres. É autora do livro “Em Nome do Povo. O Massacre que Angola Silenciou” (2014), sobre o massacre de 27 de Maio de 1977.

    http://www.fcsh.unl.pt/media/noticias/destaques/em-nome-do-povo.-o-massacre-que-angola-silenciou

    1. É uma página negra no jornalismo português, que preferiu assobiar para o lado. Mas houve jornalistas corajosos que romperam o manto de silêncio e vieram contar a história dramática do massacre destes cidadãos angolanos (e alguns portugueses) por mero delito de opinião. Uma história nunca totalmente esclarecida até hoje.

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