Seja como for, é bom que o debate se trave. E que as opiniões de confrontem. E que as teses se clarifiquem. Em vez de andarmos com conversa da treta, que ocupa a maior parte do tempo dos telediários e do blablablá das redes sociais.
A propósito, uma pequena citação do livro “Portugal, a Economia de Uma Nação Rebelde”, de Félix Ribeiro, que muito desapontadamente li e que (por exemplo) dedica várias páginas ao “shadow banking” mas arruma a questão da permanência ou saída de Portugal da União Europeia em menos de duas páginas, sendo que a hipótese de saída é assim descrita:
“Uma negociação num contexto de recusa pela União Europeia de mutualização de dívida.
Neste caso, Portugal deveria iniciar negociações para sair da UE e recuar para o Espaço Económico Europeu. Deixando a UE, deixaria de integrar a zona euro, facilitando a sua evolução para um grupo mais reduzido de Estados-membros que, em contrapartida das vantagens da saída ordenada de Estados periféricos, aceitaria negociar a transformação da dívida referida na configuração anterior em dívida a 75 anos e com taxa de juro reduzida, tendo como contrapartida adicional a não utilização por Portugal de fundos estruturais correspondentes a período e meio de programação financeira (fundos que a União poderia utilizar para outros fins). Naturalmente, Portugal precisaria de um apoio do BCE e de um programa de ajuda financeira do FMI”.
Sublinhando, não existindo mutualização, limpinho: a) dívida a 75 anos e com taxa reduzida, b) apoio do BCE, c) ajuda financeira do FMI, isto para não falar de que Portugal abdicaria de fundos estruturais relativos a “período e meio” de programação financeira (e, digo eu, por que raio “período e meio”?).
Impressiona-me sempre, da parte de quem defende a saída de Portugal do euro, que só apontem as supostas vantagens sem jamais mencionarem as desvantagens e os riscos. Em fuga de capitais, em subida de juros, em descapitalização das empresas, em desemprego, em eventual colapso do sistema financeiro …
É a solução chavista na Venezuela. Um dos principais produtores de petróleo do mundo atravessa uma crise de abastecimento de bens essenciais sem precedentes e em 2013 teve uma inflação de 56%. Dão muito à manivela. Cada vez mais.
Diz-me um passarito que a Argentina vai pelo mesmo caminho. Ora se esses países com imensos recursos,petróleo,matérias-primas,terra,se afadigam a dar à manivela e as respectivas moedas se desvalorizam cada vez mais(então não devia ser o contrário?Mais notas ,mais dinheiro,logo mais riqueza)que esperar da nossa lusitânea a escudos?Os marotos do João e do José sabem-no mas não no-lo dizem—É QUE HÁ PETRÓLEO NO BEATO!
Sim. E apesar de tudo a Argentina está incomparavelmente mais defendida do que Portugal: é a 25ª economia do mundo. Tem uma agricultura muito desenvolvida e de grande extensão, virada para os mercados exportadores. Tem muita indústria. Exporta petróleo, gás natural, carne, soja, cereais, citrinos, azeite e vinho. Em termos comparativos, nós só ficamos com a terminação: azeite e vinho.
Pelo que tenho lido deste autor, gabo-lhe a coragem de dizer aquilo que diz, não sei se acredita no que diz, mas que é contra a corrente é. Agora eu não acredito na capacidade de Portugal vingar no modelo dele, até porque pelo que vejo a vontade da grande maioria dos Portugueses estenderem a mão ao Estado, à União Europeia, à China ou à Guiné Equatorial, seja a quem for, para receberem solidariedade é muito maior que a disponibilidade para o autossacrifício pelo seu País, independentemente do estrato social ou do setor.
De acordo, Carlos. Devemos reconhecer a JFA o mérito da coerência, do desassombro e da persistência em navegar contra as correntes dominantes. E é útil que este debate seja travado. Em todas as etapas da construção europeia, nas últimas três décadas, os decisores políticos colocaram sempre os portugueses perante factos consumados. Refiro-me, em especial, a Mário Soares, Cavaco Silva e António Guterres: nenhum pensou seriamente convocar um referendo sobre esta matéria, todos fizeram questão de colocar o País nos sucessivos “pelotões da frente”. Ao contrário, por exemplo, do que fizeram os britânicos, que recusaram dissolver a libra no sistema monetário europeu e obedecer aos ditames do Banco Central Europeu. Disto isto, e reiterado o mérito da discussão, considero absurda a tese que nos pretende reconduzir ao vetusto recanto “orgulhosamente só”. Como se Portugal fosse a aldeia do Astérix. Mas sem a poção mágica. Temos, isso sim, de abrir os olhos para este fenómeno incontornável que é a globalização. Um fenómeno que nos forçará a reformar o Estado e a repensar as suas funções – não à escala nacional mas à escala continental. A economia mundial, o livre comércio e a desregulamentação de muitas actividades outrora blindadas à luz dos parâmetros dos “estados nacionais”, fazendo da Europa uma fortaleza inexpugnável, colocam-nos problemas novos todos os dias. Não adianta bradar contra ela: seria tão inútil como bradarmos contra a internet e a revolução operada no domínio das telecomunicações. Além disso devemos pensar que a globalização tem sido uma onda libertadora para quatro quintos da Humanidade. É a velha Europa que tem de adaptar-se. Não será o resto do mundo a adaptar-se à velha Europa.
Que Portugal saia o mais rápido possível do Euro!!!??? se Portugal não aproveitar esta janela de oportunidade de colocar a Europa a financiar a saída de Portugal da Zona Euro…é mesmo…
Portugal sair rapidamente do sistema monetário europeu? E no dia seguinte íamos viver de quê? Seria uma bela perspectiva: ganharmos em escudos e pagarmos todas as dívidas em euros. Com o sistema financeiro em colapso, as empresas a transferirem capitais para o mais longe possível e o coro das carpideiras logo a surgir nas pantalhas em defesa do regresso ao euro.
É isso, vamos dar mais poder ao complexo político-jornalista Português, afinal pela evolução de Portugal e os excelentes resultados está demonstrado que têm visão superior a todos na Europa.
Receita: Basta imprimir notas e desvalorizar. Nada como dar ao próximo Sócrates, Passos, Seguro o poder de imprimir dinheiro.
Albânia era coisa boa,agora gosto muito do Zimbabwe. Façam-se as notas,muitas,quantas mais fizeram mais ricos ficamos.Vê-se logo que um bolso cheio de notas dá para comprar muita mercadoria,especialmente os produtos importados:petróleo,matérias-primas,cereais,medicamentos.Não sei como não descobriram logo.MUITA NOTA MUITA COMPRA!
A tarefa desse senhor é lançar cortinas de fumo protegendo os do costume !
A independência física está há muito conseguida e assim permanecerá porque felizmente não temos petróleo, gás ou outro tipo de matérias primas essenciais nos dias de hoje e muito procuradas por potências internacionais ou corporações.
Para que Portugal e sobretudo os Portugueses possam retomar o seu País não é preciso deixar o Euro nem a Europa para a qual contribuímos e muito, temos simplesmente de deixar de pensar e agir com base no curto prazo como foi feito em larga medida nos últimos 30 anos.
Os políticos que temos estão capturados por interesses que não o bem comum dos Portugueses e os poucos que o não são têm medo e são pouco ambiciosos.
Basta verificar que os grandes projectos económicos que agora estão a atingir a sua velocidade de cruzeiro (Porto de Sines, Refinaria de Sines, Alqueva, Portos, Barragens) foram todos projectados e iniciados no Estado Novo após a 2ª guerra mundial.
O 25 de Abril interrompeu-os porque foi dado relevo e bem também a outras necessidades da população (Educação / Saúde), a adesão á UE tornou-nos em subsidio dependentes com abate da frota pesqueira e a destruição da agropecuária desde sempre fundamentais para a autossustentabilidade de uma Nação e que agora são o ai Jesus de um dos principais responsáveis dessa politica.
Eu lembro-me de quando se falava mal (muito mal) da agricultura de subsistência e hoje se vê gente com hortas improvisadas em varandas e jardins e se criam hortas comunitárias por Portugal fora.
Neste mundo altamente globalizado o que nos resta é que as pessoas que em Portugal ainda têm respeito por si e pelo próximo não se acanhem e decidam de uma vez por todas limpar as ervas daninhas da terra.
Podemos começar pelo irmão desse senhor e pô-lo no desemprego e confiscar-lhe os bens todos por traição á Pátria porque fez uma PPP para a qual foi trabalhar altamente lesiva dos interesses dos Portugueses em geral.
E assim por diante porque entendo que a independência de um Povo e de uma Nação não está só no pedaço de terra que se pisa ou cultiva está sobretudo na sua capacidade de agir como um todo em prol do seu bem comum, de ter a sua cultura e identidade respeitadas e admiradas pelos outros povos.
Independência fora da UE, tipo fortaleza albanesa, com uma dívida pública e com uma dívida privada como as que temos e um Escudo a valer 1/300€?
Eheheh, ó João e ó José, não me façam rir.
Seja como for, é bom que o debate se trave. E que as opiniões de confrontem. E que as teses se clarifiquem. Em vez de andarmos com conversa da treta, que ocupa a maior parte do tempo dos telediários e do blablablá das redes sociais.
A propósito, uma pequena citação do livro “Portugal, a Economia de Uma Nação Rebelde”, de Félix Ribeiro, que muito desapontadamente li e que (por exemplo) dedica várias páginas ao “shadow banking” mas arruma a questão da permanência ou saída de Portugal da União Europeia em menos de duas páginas, sendo que a hipótese de saída é assim descrita:
“Uma negociação num contexto de recusa pela União Europeia de mutualização de dívida.
Neste caso, Portugal deveria iniciar negociações para sair da UE e recuar para o Espaço Económico Europeu. Deixando a UE, deixaria de integrar a zona euro, facilitando a sua evolução para um grupo mais reduzido de Estados-membros que, em contrapartida das vantagens da saída ordenada de Estados periféricos, aceitaria negociar a transformação da dívida referida na configuração anterior em dívida a 75 anos e com taxa de juro reduzida, tendo como contrapartida adicional a não utilização por Portugal de fundos estruturais correspondentes a período e meio de programação financeira (fundos que a União poderia utilizar para outros fins). Naturalmente, Portugal precisaria de um apoio do BCE e de um programa de ajuda financeira do FMI”.
Sublinhando, não existindo mutualização, limpinho: a) dívida a 75 anos e com taxa reduzida, b) apoio do BCE, c) ajuda financeira do FMI, isto para não falar de que Portugal abdicaria de fundos estruturais relativos a “período e meio” de programação financeira (e, digo eu, por que raio “período e meio”?).
Porreiro, pá, como dizia quem sabemos…
Impressiona-me sempre, da parte de quem defende a saída de Portugal do euro, que só apontem as supostas vantagens sem jamais mencionarem as desvantagens e os riscos. Em fuga de capitais, em subida de juros, em descapitalização das empresas, em desemprego, em eventual colapso do sistema financeiro …
Isso é simples, não gastem o dinheiro que não têm nem peçam emprestado que depois não possam pagar.
Esse devia ser o princípio geral: gastar na proporção da riqueza que produzimos.
A solução soarista: Dar à manivela! Fazem-se muitas notas e ficamos logo ricos.Olhe o Zimbabwe.
É a solução chavista na Venezuela. Um dos principais produtores de petróleo do mundo atravessa uma crise de abastecimento de bens essenciais sem precedentes e em 2013 teve uma inflação de 56%. Dão muito à manivela. Cada vez mais.
Diz-me um passarito que a Argentina vai pelo mesmo caminho. e afadigam a dar à manivela e as respectivas moedas se desvalorizam cada vez mais(então não devia ser o contrário?Mais notas ,mais dinheiro,logo mais riqueza)que esperar da nossa lusitânea a escudos?Os marotos do João e do José sabem-no mas não no-lo dizem—É QUE HÁ PETRÓLEO NO BEATO!
Ora se esses países com imensos recursos,petróleo,matérias-primas,terra,s
Sim. E apesar de tudo a Argentina está incomparavelmente mais defendida do que Portugal: é a 25ª economia do mundo. Tem uma agricultura muito desenvolvida e de grande extensão, virada para os mercados exportadores. Tem muita indústria. Exporta petróleo, gás natural, carne, soja, cereais, citrinos, azeite e vinho.
Em termos comparativos, nós só ficamos com a terminação: azeite e vinho.
Pelo que tenho lido deste autor, gabo-lhe a coragem de dizer aquilo que diz, não sei se acredita no que diz, mas que é contra a corrente é.
Agora eu não acredito na capacidade de Portugal vingar no modelo dele, até porque pelo que vejo a vontade da grande maioria dos Portugueses estenderem a mão ao Estado, à União Europeia, à China ou à Guiné Equatorial, seja a quem for, para receberem solidariedade é muito maior que a disponibilidade para o autossacrifício pelo seu País, independentemente do estrato social ou do setor.
De acordo, Carlos. Devemos reconhecer a JFA o mérito da coerência, do desassombro e da persistência em navegar contra as correntes dominantes.
E é útil que este debate seja travado. Em todas as etapas da construção europeia, nas últimas três décadas, os decisores políticos colocaram sempre os portugueses perante factos consumados. Refiro-me, em especial, a Mário Soares, Cavaco Silva e António Guterres: nenhum pensou seriamente convocar um referendo sobre esta matéria, todos fizeram questão de colocar o País nos sucessivos “pelotões da frente”. Ao contrário, por exemplo, do que fizeram os britânicos, que recusaram dissolver a libra no sistema monetário europeu e obedecer aos ditames do Banco Central Europeu.
Disto isto, e reiterado o mérito da discussão, considero absurda a tese que nos pretende reconduzir ao vetusto recanto “orgulhosamente só”. Como se Portugal fosse a aldeia do Astérix. Mas sem a poção mágica.
Temos, isso sim, de abrir os olhos para este fenómeno incontornável que é a globalização. Um fenómeno que nos forçará a reformar o Estado e a repensar as suas funções – não à escala nacional mas à escala continental.
A economia mundial, o livre comércio e a desregulamentação de muitas actividades outrora blindadas à luz dos parâmetros dos “estados nacionais”, fazendo da Europa uma fortaleza inexpugnável, colocam-nos problemas novos todos os dias. Não adianta bradar contra ela: seria tão inútil como bradarmos contra a internet e a revolução operada no domínio das telecomunicações. Além disso devemos pensar que a globalização tem sido uma onda libertadora para quatro quintos da Humanidade.
É a velha Europa que tem de adaptar-se. Não será o resto do mundo a adaptar-se à velha Europa.
Aqui faço uma consonância perfeita com o que o Pedro disse.
Que Portugal saia o mais rápido possível do Euro!!!??? se Portugal não aproveitar esta janela de oportunidade de colocar a Europa a financiar a saída de Portugal da Zona Euro…é mesmo…
Portugal sair rapidamente do sistema monetário europeu? E no dia seguinte íamos viver de quê? Seria uma bela perspectiva: ganharmos em escudos e pagarmos todas as dívidas em euros. Com o sistema financeiro em colapso, as empresas a transferirem capitais para o mais longe possível e o coro das carpideiras logo a surgir nas pantalhas em defesa do regresso ao euro.
É isso, vamos dar mais poder ao complexo político-jornalista Português, afinal pela evolução de Portugal e os excelentes resultados está demonstrado que têm visão superior a todos na Europa.
Receita:
Basta imprimir notas e desvalorizar. Nada como dar ao próximo Sócrates, Passos, Seguro o poder de imprimir dinheiro.
Albânia era coisa boa,agora gosto muito do Zimbabwe. ais,medicamentos.Não sei como não descobriram logo.MUITA NOTA MUITA COMPRA!
Façam-se as notas,muitas,quantas mais fizeram mais ricos ficamos.Vê-se logo que um bolso cheio de notas dá para comprar muita mercadoria,especialmente os produtos importados:petróleo,matérias-primas,cere
A tarefa desse senhor é lançar cortinas de fumo protegendo os do costume !
A independência física está há muito conseguida e assim permanecerá porque felizmente não temos petróleo, gás ou outro tipo de matérias primas essenciais nos dias de hoje e muito procuradas por potências internacionais ou corporações.
Para que Portugal e sobretudo os Portugueses possam retomar o seu País não é preciso deixar o Euro nem a Europa para a qual contribuímos e muito, temos simplesmente de deixar de pensar e agir com base no curto prazo como foi feito em larga medida nos últimos 30 anos.
Os políticos que temos estão capturados por interesses que não o bem comum dos Portugueses e os poucos que o não são têm medo e são pouco ambiciosos.
Basta verificar que os grandes projectos económicos que agora estão a atingir a sua velocidade de cruzeiro (Porto de Sines, Refinaria de Sines, Alqueva, Portos, Barragens) foram todos projectados e iniciados no Estado Novo após a 2ª guerra mundial.
O 25 de Abril interrompeu-os porque foi dado relevo e bem também a outras necessidades da população (Educação / Saúde), a adesão á UE tornou-nos em subsidio dependentes com abate da frota pesqueira e a destruição da agropecuária desde sempre fundamentais para a autossustentabilidade de uma Nação e que agora são o ai Jesus de um dos principais responsáveis dessa politica.
Eu lembro-me de quando se falava mal (muito mal) da agricultura de subsistência e hoje se vê gente com hortas improvisadas em varandas e jardins e se criam hortas comunitárias por Portugal fora.
Neste mundo altamente globalizado o que nos resta é que as pessoas que em Portugal ainda têm respeito por si e pelo próximo não se acanhem e decidam de uma vez por todas limpar as ervas daninhas da terra.
Podemos começar pelo irmão desse senhor e pô-lo no desemprego e confiscar-lhe os bens todos por traição á Pátria porque fez uma PPP para a qual foi trabalhar altamente lesiva dos interesses dos Portugueses em geral.
E assim por diante porque entendo que a independência de um Povo e de uma Nação não está só no pedaço de terra que se pisa ou cultiva está sobretudo na sua capacidade de agir como um todo em prol do seu bem comum, de ter a sua cultura e identidade respeitadas e admiradas pelos outros povos.