Este não vou comprar pois já tenho o da capa amarela. Por falar em cores, Pedro, é quase imperdoável não ter sugerido hoje um livro de capa verde (eheheh)! Boa e ecológica (leia-se verde) Páscoa para si e família. 🙂 Antonieta
Vontade não me faltava, Antonieta. Mas em Domingo de Páscoa não achei título mais oportuno do que este. Já um clássico da novelística portuguesa. Ao lê-lo, na adolescência, senti-me arrebatado pela bela prosa de Vergílio Ferreira: devo-lhe grande parte do meu gosto pela escrita. Um estilo único, genuíno, inimitável. Como se tivesse uma voz interior a ditar-lhe o que escrevia.
Aparição é realmente um título fantástico para o dia de Páscoa. Todavia, com capa daquele verde vibrante que nós tanto apreciamos, sugiro ‘A Viagem dos Inocentes’ do Mark Twain, pese embora o facto de ele dizer tanto mal dos portugueses da ilha do Faial. Ainda bem que não o deixaram desembarcar no ‘Jardim’ da Madeira. 🙂 Antonieta
Não conheço esse livro, Antonieta. Mas se Twain diz mal do Faial ou dos seus habitantes, já não me interessa. Por mais que eu goste dele noutras obras.
É daquela colecção de viagens da Tinta da China e fiquei mesmo triste quando quando o li, pois chama-nos burros, porcos, preguiçosos, vigaristas e sei lá que mais. É uma imagem de 1869, salvo erro, mas verdadeiramente deprimente. Será que éramos mesmo assim? Fica a pergunta. Antonieta
Gosto muito dessa colecção, Antonieta. Mas esse livro não conheço. Nem tenho vontade de conhecer.
Nunca li Vergílio Ferreira depois de ter assistido a “Manhã Submersa” na rtp-açores durante a minha adolescência cortei logo com o escritor cuja a obra de base tanto me deprimira na TV (não sei de quem era culpa, poderia ser do realizador que nem sei quem era). Não vou fazer o mea culpa pois foi a divulgação que me afastou do escritor mas a curiosidade e a proposta hoje aqui lançada talvez me façam vencer esta barreira e ler a Aparição.
Olá, Carlos! Junto a minha voz à do Pedro, o Vergílio Ferreira tem livros extraordinários. Dos muitos que já li, o meu favorito é o ‘Para Sempre’: absolutamente comovente! Pelo que leio no Geocruise temos muitos gostos semelhantes, acho que vai gostar… O filme A Manhã Submersa foi realizado pelo Lauro António e retrata muito bem o que era a vida nos seminários naquele tempo. Desejo-lhe uma óptima Páscoa nessa ilha maravilhosa onde estive há muitos anos e, como diz o outro, fui muito feliz. 🙂 Antonieta
Obrigado Antonieta, pela recomendação e pela informação de que passa pelo Geocrusoe… Não há problema no lapso ortográfico, comum em quem nem saber a razão do nome: durante muitos anos fui o único geólogo nesta ilha, sentiam-me profissionalmente como o R. Crusoe e até por vezes fiz isoladamente o trabalhos de grupo num mestrado que decorria na ilha de São Miguel, hoje já somos vários por cá, só que poucos deles gostam de ler.
li esta obra, e ainda tenho, numa edição de livros de bolso da editorial verbo: colecção “biblioteca básica verbo” – livros rtp. esta obra era o nº 34 dessa colecção. ainda guardo também o nº 8, o fabuloso “werther”. hoje em dia, se perguntar a alguém se conhece, perguntam-me se não estarei a falar do werder bremen…
Coincidência: li ‘Aparição’ justamente nessa colecção dos Livros RTP, de saudosa memória. E guardo religiosamente esse livro. Pena a colecção ter terminado no nº 100. Não me espanto nada sobre essa ignorância em redor dos clássicos. Basta ler e ouvir o vocabulário comum, cada vez mais reduzido. E há até já “escritores consagrados” a escrever romances com a concisão e o estilo das mensagens de telemóveis. Parece que são muito apreciados por causa disso.
Um dos livros da minha vida – e uma das melhores prosas que já tive oportunidade de ler.
Curiosamente, não o tenho na minha biblioteca pessoal – sempre que o li, foi no exemplar da minha irmã, que o comprou no décimo segundo ano dela (no tempo dela era leitura obrigatória, creio; no meu, as escolas podiam escolher entre “Aparição” e “Memorial do Convento”, e a escola secundária em Odemira escolheu Ferreira. Agora, ao que parece, é Saramago de Norte a Sul, uma tristeza).
Mas quando finalmente adquirir um para mim, irei procurar a edição antiga, amarela, num alfarrabista. Jamais compraria este, com uma capa banalíssima com a “stock photo” da moda.
Vi há meses, na montra de um alfarrabista, um exemplar da 1ª edição deste romance. Senti-me muito tentado a comprá-lo. Acabei por passar ao largo: estava desempregado, não fazia a menor ideia quando arranjaria emprego e não podia dar-me a esse luxo, ainda que o preço me parece relativamente módico. Ficará para outra ocasião. Mas é sem dúvida um dos romances da minha vida. Um dia cheguei a ir de propósito a Évora para o “sentir” melhor. A grande literatura provoca-nos isto, João.
Este não vou comprar pois já tenho o da capa amarela.
Por falar em cores, Pedro, é quase imperdoável não ter sugerido hoje um livro de capa verde (eheheh)!
Boa e ecológica (leia-se verde) Páscoa para si e família.
🙂 Antonieta
Vontade não me faltava, Antonieta. Mas em Domingo de Páscoa não achei título mais oportuno do que este. Já um clássico da novelística portuguesa.
Ao lê-lo, na adolescência, senti-me arrebatado pela bela prosa de Vergílio Ferreira: devo-lhe grande parte do meu gosto pela escrita. Um estilo único, genuíno, inimitável. Como se tivesse uma voz interior a ditar-lhe o que escrevia.
Aparição é realmente um título fantástico para o dia de Páscoa.
Todavia, com capa daquele verde vibrante que nós tanto apreciamos, sugiro ‘A Viagem dos Inocentes’
do Mark Twain, pese embora o facto de ele dizer tanto mal dos portugueses da ilha do Faial.
Ainda bem que não o deixaram desembarcar no ‘Jardim’ da Madeira.
🙂 Antonieta
Não conheço esse livro, Antonieta. Mas se Twain diz mal do Faial ou dos seus habitantes, já não me interessa. Por mais que eu goste dele noutras obras.
É daquela colecção de viagens da Tinta da China e fiquei mesmo triste quando quando o li, pois chama-nos burros, porcos, preguiçosos, vigaristas e sei lá que mais. É uma imagem de 1869, salvo erro, mas verdadeiramente deprimente.
Será que éramos mesmo assim?
Fica a pergunta.
Antonieta
Gosto muito dessa colecção, Antonieta. Mas esse livro não conheço. Nem tenho vontade de conhecer.
Nunca li Vergílio Ferreira depois de ter assistido a “Manhã Submersa” na rtp-açores durante a minha adolescência cortei logo com o escritor cuja a obra de base tanto me deprimira na TV (não sei de quem era culpa, poderia ser do realizador que nem sei quem era).
Não vou fazer o mea culpa pois foi a divulgação que me afastou do escritor mas a curiosidade e a proposta hoje aqui lançada talvez me façam vencer esta barreira e ler a Aparição.
Vença essa barreira, Carlos. Leia ‘Aparição’, ‘Cântico Final’, ‘Alegria Breve’, ‘Para Sempre’. Do melhor que encontramos na literatura portuguesa.
Olá, Carlos!
Junto a minha voz à do Pedro, o Vergílio Ferreira tem livros extraordinários.
Dos muitos que já li, o meu favorito é o ‘Para
Sempre’: absolutamente
comovente!
Pelo que leio no Geocruise temos muitos gostos semelhantes, acho que vai gostar…
O filme A Manhã Submersa foi realizado pelo Lauro António e retrata muito bem o que era a vida nos seminários naquele tempo.
Desejo-lhe uma óptima Páscoa nessa ilha maravilhosa onde estive há muitos anos e, como diz o outro, fui muito feliz.
🙂 Antonieta
Geocrusoe e não Geocruise, claro!
🙁 Antonieta
Obrigado Antonieta, pela recomendação e pela informação de que passa pelo Geocrusoe…
Não há problema no lapso ortográfico, comum em quem nem saber a razão do nome: durante muitos anos fui o único geólogo nesta ilha, sentiam-me profissionalmente como o R. Crusoe e até por vezes fiz isoladamente o trabalhos de grupo num mestrado que decorria na ilha de São Miguel, hoje já somos vários por cá, só que poucos deles gostam de ler.
para o raposo-henrique (e diga-se que está tudo dito) este autor não passa de alguém com uma “escrita pedante e nevoenta”..
http://expresso.sapo.pt/o-profeta-de-um-p ortugal-desprezado=f623565
(o profeta é o rentes da holanda de baixo).
li esta obra, e ainda tenho, numa edição de livros de bolso da editorial verbo: colecção “biblioteca básica verbo” – livros rtp.
esta obra era o nº 34 dessa colecção.
ainda guardo também o nº 8, o fabuloso “werther”. hoje em dia, se perguntar a alguém se conhece, perguntam-me se não estarei a falar do werder bremen…
Coincidência: li ‘Aparição’ justamente nessa colecção dos Livros RTP, de saudosa memória. E guardo religiosamente esse livro. Pena a colecção ter terminado no nº 100.
Não me espanto nada sobre essa ignorância em redor dos clássicos. Basta ler e ouvir o vocabulário comum, cada vez mais reduzido. E há até já “escritores consagrados” a escrever romances com a concisão e o estilo das mensagens de telemóveis. Parece que são muito apreciados por causa disso.
Um dos livros da minha vida – e uma das melhores prosas que já tive oportunidade de ler.
Curiosamente, não o tenho na minha biblioteca pessoal – sempre que o li, foi no exemplar da minha irmã, que o comprou no décimo segundo ano dela (no tempo dela era leitura obrigatória, creio; no meu, as escolas podiam escolher entre “Aparição” e “Memorial do Convento”, e a escola secundária em Odemira escolheu Ferreira. Agora, ao que parece, é Saramago de Norte a Sul, uma tristeza).
Mas quando finalmente adquirir um para mim, irei procurar a edição antiga, amarela, num alfarrabista. Jamais compraria este, com uma capa banalíssima com a “stock photo” da moda.
Vi há meses, na montra de um alfarrabista, um exemplar da 1ª edição deste romance. Senti-me muito tentado a comprá-lo. Acabei por passar ao largo: estava desempregado, não fazia a menor ideia quando arranjaria emprego e não podia dar-me a esse luxo, ainda que o preço me parece relativamente módico.
Ficará para outra ocasião. Mas é sem dúvida um dos romances da minha vida. Um dia cheguei a ir de propósito a Évora para o “sentir” melhor. A grande literatura provoca-nos isto, João.
Adorei a Aparição. É fascinante o facto de alguém morrer porque é perfeito demais para viver neste mundo.
Boas pascoas para todos
É a prosa mais próxima da perfeição que conheço de um ficcionista português, Dulce. Releio-a vezes sem conta e parece-me sempre a primeira vez.