Sugestão: um livro por dia


Pedro Correia,

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I’m Your Man: A Vida de Leonard Cohen, de Sylvie Simmons

Tradução de Paulo Faria

Biografia

(edição Tinta da China, 2019)

6 comentários em “Sugestão: um livro por dia”

  1. Comecei a lê-lo há tempos, mas a leitura vai lenta, meteu-se tanta coisa pelo meio…
    Mas é uma excelente sugestão, Pedro, e o Leonard Cohen é, decididamente, um dos men da minha vida.
    🌼
    Maria

  2. Acho que devido a conjuntura actual, a melhor leitura é o DO.
    Diversificada e para todos os gostos.

    Apraz ao sério e ao trafulha,
    ao roto e ao engravatado,
    à virtuosa e à pecadora,
    e até à vizinha do lado.

    Ao padre e ao sacristão,
    ao ateu e ao cristão,
    ao polícia e ao ladrão,
    e nem se dá, por no sofá dormir o cão.

    Não promove o queijo da serra,
    mas dá mais élan à cultura.
    Não se fala da tia dela,
    mas torna sábia a mais burra criatura.

    Casca-se no Governo a preceito,
    no vizinho do quinto andar,
    despe-se a farpela do preconceito,
    e encandeia a luz que emerge a opinar.

    Leiam pois o Delito de Opinião,
    pois se não move a roda do moinho,
    nem a que amola o machadinho,
    a todos permite pelejar por sua razão.

      1. Na verdade, sem merecimento.
        Este blog espoleta a “criatividade” dos seus leitores. Particularmente no que ao Pedro Correia concerne, os posts são uma inefável fonte de inspiração.
        Daí ser mais fácil do que pescar num barril.

  3. Para os interessados em Cohen, deixo aqui um poema sobre Portugal que aparece no seu 1.o livro, então apenas publicado no Canadá, no ano de 1956, “Let Us Compare Mythologies”.

    The Warrior Boats

    The warrior boats from Portugal
    Strain at piers with ribs exposed
    And seagull generations fall
    Through the wood anatomy

    But in the town, the town
    Their passion unimpaired
    The beautiful dead crewman
    Go climbing in the lanes
    Boasting poems and bitten coins

    Handsome bastards
    What do they care
    If the Empire has withered
    To half a peninsula
    If the Queen has the King’s Adviser
    For her last and seventh lover

    Their maps have not changed
    Thighs still are white and warm
    New boundaries have not altered
    The marvellous landscape of bosoms
    Nor a Congress relegated the red mouth
    To a foreign district

    Then let the ships disintegrate
    At the edge of the land
    The gulls will find another place to die
    Let the home ports put on mourning
    And little clerks
    Complete the necessary papers

    But you swagger on, my enemy sailors
    Go climbing in the lanes
    Boasting your poems and bitten coins
    Go knocking on all the windows of the town

    At one place you will find my love
    Asleep and waiting
    And I cannot know how long
    She has dreamed of all of you

    Oh remove my coat gently
    From her shoulders.

    A título de curiosidade, em 1985, a Fenda/Centelha, de Coimbra, numa então errante tentativa de criar um espaço editorial destinado a um público consumidor do fenómeno Pop/Rock (apenas seguida pela Assírio E Alvim, a partir de Lisboa) “imaginado” – julgo eu! – pelo então crescente (e, claro, financeiramente rentável) mercado de concertos & festivais, tomou a iniciativa de disponibilizar o título “Leonard Cohen. 59 Canções de Amor e Ódio; E um Poema sobre Portugal”, de “Apresentação e tradução de José Alfredo Marques” (https://www.goodreads.com/author/show/16253969.Jos_Alfredo_Marques), onde até se pode encontrar uma tradução, para português, do tal poema… que, para mim, só por si merece ser tão levado a sério quanto até o original de Cohene, do qual apenas deixo de seguida um excerto do mesmo, a título de curiosidade:

    Os Barcos de Guerra

    De Portugal os barcos de guerra
    contorcem-se no cais,
    expondo seus vigamentos.
    Gerações de gaivotas caem
    através dos esqueletos de madeira.

    Na cidade
    os belos marinheiros mortos,
    intacta a sua paixão,
    vagueiam pelos becos
    desbaratando poemas e moedas gastas.

    Garbosos bastardos!
    (…)

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