Não sei se já o comentei, mas aprecio sobremaneira a atenção que o Pedro dá à tradução e à divulgação do tradutor.
Tenho na estante livros absolutamente intragáveis graças às más traduções a que foram sujeitos. Um deles, o clássico do romance policial e grande scesso no cinema “O Talentoso Mr. Ripley”, de Patricia Highsmith, mantenho-o como exemplo do assassínio a sangue-frio de boa literatura – um ataque pérfido, injustificável e que me tirou o gosto pelos livros da P.H. durante uns bons anos.
Sobre o livro em causa (e desculpe o anterior desvio), tenho muita curiosidade, mais ainda nesta época em que se rasgam os tratados que tentavam suster os ataques pérfidos ao Ambiente. Excelente sugestão!
Valorizo muito a tradução literária. Comecei muito cedo a ler excelentes traduções feitas por grandes escritores portugueses: Jorge de Sena, Casais Monteiro, Cardoso Pires, Rodrigues Miguéis, Saramago. Aprendi com eles que traduzir bem é também recriar, com musicalidade própria, adequada à toada do nosso idioma e à nossa sintaxe – obviamente sem desvirtuar o original.
Tenho escrito por aqui, volta e meia, sobre péssimas traduções que me chegam às mãos em letra impressa ou me passam pelos olhos em filmes e séries. Em textos como este: https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/quando-os-analfabetos-imperam-9967254
Traduções que me fariam corar de vergonha se lhes desse luz verde enquanto editor. E no entanto vão abundando por aí, sem o menor reparo crítico.
Também os escritores vão ficando esquecidos, Pedro, os escrevedores ganham terreno porque escrever demora mais que rabiscar – tal como traduzir exige sensibilidade e não apenas gramática e dicionário…
Não sei se já o comentei, mas aprecio sobremaneira a atenção que o Pedro dá à tradução e à divulgação do tradutor.
Tenho na estante livros absolutamente intragáveis graças às más traduções a que foram sujeitos. Um deles, o clássico do romance policial e grande scesso no cinema “O Talentoso Mr. Ripley”, de Patricia Highsmith, mantenho-o como exemplo do assassínio a sangue-frio de boa literatura – um ataque pérfido, injustificável e que me tirou o gosto pelos livros da P.H. durante uns bons anos.
Sobre o livro em causa (e desculpe o anterior desvio), tenho muita curiosidade, mais ainda nesta época em que se rasgam os tratados que tentavam suster os ataques pérfidos ao Ambiente.
Excelente sugestão!
Valorizo muito a tradução literária. Comecei muito cedo a ler excelentes traduções feitas por grandes escritores portugueses: Jorge de Sena, Casais Monteiro, Cardoso Pires, Rodrigues Miguéis, Saramago. Aprendi com eles que traduzir bem é também recriar, com musicalidade própria, adequada à toada do nosso idioma e à nossa sintaxe – obviamente sem desvirtuar o original.
Tenho escrito por aqui, volta e meia, sobre péssimas traduções que me chegam às mãos em letra impressa ou me passam pelos olhos em filmes e séries. uando-os-analfabetos-imperam-9967254
Em textos como este:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/q
Traduções que me fariam corar de vergonha se lhes desse luz verde enquanto editor. E no entanto vão abundando por aí, sem o menor reparo crítico.
Recordo esse postal – que, aliás, comentei ainda sem id sapo nem blogue.
Subscrevo, o dito no postal de então e no comentário de agora.
Referia-me particularmente ao cuidado de, junto com o autor, identificar o tradutor. É tão raro – e tão importante.
Sim, faço questão disso. Infelizmente, não costuma ser essa a regra. Quase sempre os tradutores ficam esquecidos.
Também os escritores vão ficando esquecidos, Pedro, os escrevedores ganham terreno porque escrever demora mais que rabiscar – tal como traduzir exige sensibilidade e não apenas gramática e dicionário…
Honra aos que combatem o esquecimento