Sugestão: um livro por dia


Pedro Correia,

 

Cunhal, Brejnev e o 25 de Abril, de José Milhazes

Investigação

(edição D. Quixote, 2013)

“Por vontade expressa do autor, este livro respeita a ortografia anterior ao actual acordo ortográfico”

3 comentários em “Sugestão: um livro por dia”

  1. olha 1: um rimeique do trio nãoadmira (cunhal, bejnev e milhazes).
    olha 2: o milhazes autor expressou voluntariamente a não adesão ao ao…pudera, ele sabe lá o que isso é, vivendo na urss há milénios.
    perdão… viveu lá, na urss, milénios, mas entretanto mudou-se para outro sítio no mesmo sítio, onde vive apenas há dezenas de anos.
    E foi já neste sítio novo, mesmo sendo o mesmo de há milénios, que o milhazes recebeu a ordem de mérito da república soviética, perdão portuguesa.

    http://darussia.blogspot.pt/2013/10/nao-posso-deixar-de-partilhar-com-os.html

    aqui está um bom exemplo do reconhecimento da república para com aqueles que souberam aproveitar os ventos de mudança…

    olha3: o título e certamente o texto, acredito, seriam fabulosos se fosse retirada a vírgula que separa 25 de abril de josé milhazes. quando terá acontecido o 25 de abril do milhazes?

  2. Havia,durante o glorioso p.r.e.c.(o som não é agradável,não arranjámos melhor),uma organização que aconselhava o povo a só ler publicações com o selo M-L.
    Daqui não vejo a editora…mas não está lá o selinho.Ao menos a chancela do camarada secretário-geral,tê-la-á?

  3. Comprei, li com gosto, história porventura especulativa mas plausível, a URSS “retirou-se” de Portugal, nem RDA nem Albânia, ok admito que sim, porque os do “West” não dormiram em serviço e posicionaram-se cedo ficando logo em vantagem.

    Entretanto, o Milhazes fez me aprender, e confirmar no dicionário, o que são “invencionices”. Aprendi alguma coisa. E de forma séria, sem ser pretensiosa. Nem ideologicamente sou “perfilhado” daquelas bandas e cores, pelo que estou à vontade e sou curioso sem muros nem complexos.

    E é bom notar a campanha “reacionária” habitual do PCP a denegrir o livro – e a lembrar ao JM que foi pelo PCP que ele foi prà URSS e lá se doutorou. Conheçi gente assim encaminhada.

    Tudo, ainda, para lamentar a forma como foi evocada hoje a “efeméride” dos 100 anos que faria Cunhal, por todo o lado. Sim, que faria Cunhal (se o deixassem)?…

    Livra!

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