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Herbais Foi de Silêncio, de Maria Gabriela Llansol
Introdução de João Barrento e Maria Etelvina Santos
Livro de Horas VI – cadernos de escrita
(edição Assírio & Alvim, 2018)
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Herbais Foi de Silêncio, de Maria Gabriela Llansol
Introdução de João Barrento e Maria Etelvina Santos
Livro de Horas VI – cadernos de escrita
(edição Assírio & Alvim, 2018)
Matagais , urzes e que tais
Ventania sobrante de calmaria
Onde Nelito nessa correria?
São horas da senhora de telefonia
Que já ninguém urge em zombaria
Matagais , urzes e que tais
Ai Nelito que nem daqui ouço teus ais
Diários, Foz de Sousa ao Alcântara, Noite de 1988, em Agosto.
Poesia livre 3a)
Meus silêncios são ais
Nas tuas mãos, meu coração
Minhas lágrimas, baptismo de dor
Para onde foste tu, meu amor?
Meus silêncios são ais
Ai, ai….aiai….
Amante de Caim, é de âncora meu andar
Ai. …aiai….
Que já não posso mais
Meus silêncios são ais
Teu amplexo, emudeceu
Ai…aiai….
Já não resta mais.
(Betinha fecha a persiana e abandona o quarto. Sai com estrondo )
São Bartolomeu de Messines, 1976, durante uma crise de vesícula
Tenho vindo a adquirir a ler a extensa obra desta escritora que escreve maravilhosamente bem, mas parece ainda pouco valorizada, tal como Teixeira de Pascoais (por exemplo; S. Jerónimo e a trovoada, que livro admirável), que considero um dos melhores, mas também algo encostado. Julgo que o futuro ainda trará estes dois nomes da nossa literatura para o devido lugar na ribalta da nossa literatura.