Mais grave é que tonterias similares continuam a entrar nos programas escolares do ensino secundário, dificultando a vida a diversos alunos. Há uns dias a minha mulher queixou-se de o nosso filho ter que interpretar um texto na disciplina de português em que se falava de “vida espiritual”, coisa que o adolescente, naturalmente, não fazia ideia do que fosse. Lá que um livro seja publicado contendo referentes culturais aberrantes ou antiquados, é problema do autor desse livro. Já que se use referentes desses para chatear e dificultar a vida a crianças, é que não acho nada bem. Paulo Portas, esse sacrista, pretende que a disciplina de “português” serve para ensinar a nossa língua às crianças. Na verdade, a maior parte dessa disciplina serve para chatear as crianças com textos literários que nada lhes dizem e que falam de referentes culturais que elas hoje em dia nem têm, nem conseguem sequer imaginar o que signifiquem.
Com essa lógica, melhor deixá-los continuar na fase do popó e da chicha…
Se não aprendem que existem outras referências culturais, não têm escolha. Em casa os pais podem optar por desconstruir ou alicerçar as referências afloradas na Escola – mas muitas famílias têm limitações referenciais, e se não for com o auxílio da Escola, não estarão a criar as crianças mas a clonar os pais.
A maior parte das pessoas hoje em dia (em todo o caso, a maior parte das crianças) já não faz ideia do que isto signifique, “anjo da guarda”.
É portanto um título que remete para um contexto cultural incompreensível para muitos potenciais leitores. Não me parece grande ideia.
Concordo em absoluto. Fada dos Dentinhos vá que não vá…agora Anjo da Guarda…que tonteria….
Mais grave é que tonterias similares continuam a entrar nos programas escolares do ensino secundário, dificultando a vida a diversos alunos.
Há uns dias a minha mulher queixou-se de o nosso filho ter que interpretar um texto na disciplina de português em que se falava de “vida espiritual”, coisa que o adolescente, naturalmente, não fazia ideia do que fosse.
Lá que um livro seja publicado contendo referentes culturais aberrantes ou antiquados, é problema do autor desse livro. Já que se use referentes desses para chatear e dificultar a vida a crianças, é que não acho nada bem.
Paulo Portas, esse sacrista, pretende que a disciplina de “português” serve para ensinar a nossa língua às crianças. Na verdade, a maior parte dessa disciplina serve para chatear as crianças com textos literários que nada lhes dizem e que falam de referentes culturais que elas hoje em dia nem têm, nem conseguem sequer imaginar o que signifiquem.
Com essa lógica, melhor deixá-los continuar na fase do popó e da chicha…
Se não aprendem que existem outras referências culturais, não têm escolha. Em casa os pais podem optar por desconstruir ou alicerçar as referências afloradas na Escola – mas muitas famílias têm limitações referenciais, e se não for com o auxílio da Escola, não estarão a criar as crianças mas a clonar os pais.
Sempre pensei que o problema da modernidade estivesse relacionado com o seu pouco Espírito. Mas pelo que leio ele já finou.
Grande título para Frederick Forsythe! Agatha Christie, por seu lado, ficou-se só por “Three little pigs” e “Buckle my shoe”… gaja!
Voto neste 😀
bem sei que é apenas curiosidade, mas… o comentador LLavoura onde vive? e acompanha com quem?
Vivo em Lisboa, região relativamente central (20 minutos a pé da Baixa).
Vivo com a minha mulher e dois filhos que temos.