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Historias Secretas de Reis Portugueses, de Alexandre Borges
(reedição Casa das Letras, 5.” ed, 2017)
“O autor escreve segundo a antiga ortografia”
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Historias Secretas de Reis Portugueses, de Alexandre Borges
(reedição Casa das Letras, 5.” ed, 2017)
“O autor escreve segundo a antiga ortografia”
Antiga ortografia? Deve ser como escrevia Camilo de Castelo Branco porque o Português normal pré-acordo é o que é novo.
Talvez V. tenha razão… se puder apresentar alguma coisa escrita por esse tal Camilo, era uma ajuda à causa. É que as folhas de papel e os pergaminhos que sobraram de D. Dinis e de Fernão Lopes já foram mais legíveis…
E depois, em 1911 o Primeiro Acordo Ortográfico tornou obsoleta e errada a escrita anterior!
Maf polla fcripta antigua, veña u Camillo.
É de notar, porém, que não foram alterações ao étimo mas apenas substituições das letras em si com ph (que já era “f”) em f ou consoantes dobradas que não alteravam o som das vogais precedentes.
Quando vêem com a conversa da “então ainda querias escrever pharmácia??” passo-me logo porque além de ser mais janota, de facto, escrever com ph ainda por cima a comparação é descabida e intelectualmente desonesta.
Por acaso foram alterações ao étimo…
Orthographia ao passar a ortografia perdeu-se da rectidão do orthos e esborratou-se na graphia. Pela simplificação de impedir o mudo agá de se encostar às consoantes, dizendo assim adeus aos th, ch, ph, rh.
Mas a simplificação dos dígrafos gregos ou a eliminação do y não foi consoante a vontade, foi geral – não como em 1990 o pê que, colado a um egipcío, abandonará o país nas mãos de ímpias gentes, pobrEgito, perdão, pobrezito.
A grande diferença é que os desvios etimológicos propostos no AO90 não são coerentes:
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Orthographia ao passar a ortografia perdeu-se da rectidão do orthos e esborratou-se na graphia. Pela simplificação de impedir o mudo agá de se encostar às consoantes, dizendo assim adeus aos th, ch, ph, rh.
Mas a simplificação dos dígrafos gregos ou a eliminação do y não foi consoante a vontade, foi geral – não como em 1990 o pê que, colado a um egipcío, abandonará o país nas mãos de ímpias gentes, pobrEgito, perdão, pobrezito.
A grande diferença é que os desvios etimológicos propostos no AO90 não são coerentes:
1. <<as consoantes "c" e "p" são eliminadas em todas as palavras em que não são pronunciadas>>;
2. <<as mesmas consoantes são conservadas quando se pronunciam>>;
3. <<admite-se a dupla grafia quando existe oscilação na pronúncia.>> QU'ÉQU'É ISTO?!
Estamos de acordo (hmmm…) mas acho que anular uma letra que funciona como uma consoante dobrada não é a mesma coisa do que uma apócope e fazer derivar a ortografia da pronunciação errada das palavras como acontece com o famigerado Egipto — as pessoas (em Lisboa, nos cabeleireiros e nas televisões) tendem a dizer “igipto” em vez de “êgipto” que é o som que ainda sobrevive em egípcio. Com “i” o “p” perde a força daquilo que está a fazer ao “e”: o “e” é quase transformado em ditongo pelo facto de ser uma palavra esdrúxula (ou proparoxítona como dizem os Brasileiros).
É aliás por se ter abandonado a lógica mais orgânica da língua e importado algum do código generativo brasileiro da gramática que fornicaram isto tudo — porque o Malaca e o seu bando de retornados são uns cornos mansos e vão logo comer o peixinho estragado sem tugir nem mugir.
Não, não é exactamente a mesma coisa, quase 🙂
(E fiquei a cismar se em Lisboa os cabeleireiros são agências de viagem…)
Eu nem me importo muito de cortar a raiz – não ao pensamento, mas à palavra – se houver efectivamente coerência e simplificação. Como em 1911, apesar de Pessoa que se atinha mais na estética.
E se os dicionários continuarem a indicar os étimos – conhecer a origem é meio passo para aumentarmos vocabulário, e acima de tudo para nos percebermos mais e melhor.
Mas esta história de querermos um lugar num mundo que é global levou aguns visionários a deleitarem-se com rastas no Português.
Rasteiro, o estrabismo.
É como diz: mansos! PQP *
* Portugal Quer o Pê
conhecer a origem é meio passo para aumentarmos vocabulário, e acima de tudo para nos percebermos mais e melhor.
Vem a meus braços! É isto mesmo. “O acordo que se phoda” está tatuado no meu peito 😉
Uffa, se fosse “o accordo…” já ‘tava o caldo entornado! 🧐😃