O Pedro Correia, que colocou aqui uma interessante série sobre censura, poderia incluir nela o caso muito recente de a exposição ARCO de Madrid ter censurado (mandado retirar) uma obra intitulada “Presos políticos na Espanha Contemporânea”. É um caso deveras interessante de genuína censura.
Talvez consequência da histeria colectiva em torno de exageros ou sonhos.
Luís Lavoura nem está muito desajustado no comentário, se virmos bem também em “Passagem para a Índia” o prisioneiro é político – mercê do racismo e do sentido de superioridade do british gentleman… fosse o suposto agressor inglês e a história seria “Passagem para Broadmoor”.
Aziz é preso por acusação de assédio sexual, e isso faz dele um prisioneiro político? Interessante.
Aziz é preso por agressão sexual por ser indiano e por ser crítico das diferenças sociais; recaísse a acusação sobre um dos funcionário públicos ingleses ao serviço de Sua Majestade na Índia e, em vez de prisão, o escândalo teria sido abafado – conforme digo na frase após as reticências e que sampy pelo visto não leu ou não percebeu. Aziz, observador e com a relativa influência na sociedade indígena local que a sua condição de médico lhe dava, representava um incómodo para os poderes instituídos, ou pelo menos para alguns dos seus detentores locais.
Nota1: prisioneiro político não é apenas aquele que é preso por emitir opinões ou ter atitudes contrárias ao poder vigente. Nota2: discriminação de tratamento era e é um acto político. Nota3: existe uma grande diferença entre “assédio sexual” e “agressão sexual”. Nota4: “assédio sexual” é um termo recente (posterior a 1975); quando o livro foi publicado (1924) não existia o conceito, muito menos configurava crime. Nota5: é interessante ver alguém que condena e injuria a interpretação literal de frases fazer interpretações literais de livros.
Nota 3 e 4: agradeço que me chame a atenção sobre o ser preciso no uso do termo “assédio sexual”. Nota 1 e 2: agradeço que, coerentemente, seja precisa no uso do termo “prisioneiro político”. Nota 5: reitero a interpretação que fiz do seu comentário: acho interessante que considere como prisioneiro político / vítima de discriminação de tratamento alguém (personagem de ficção) que foi preso acusado de agressão sexual.
Resposta às sua observações às minhas notas 1, 2 e 5: Sou coerente. Cf venho afirmando desde o primeiro comentário e sampy recusa ler ou entender, o caso fictício, mantendo-se fictício, acabou por se tornar um caso político, desde a forma como foi feita a acusação até à demora em aceitar a desistência do testemunho. A acusação não é feita a qualquer “alguém”: é a uma personagem relativamente influente com opiniões próprias e incómodas para um certo poder local. Repito: fosse Aziz um funcionário inglês ao serviço de Sua Majestade ou um mero vagabundo indiano, e o enredo seria outro. Mas Edward Forster não escrevia folhetins pelo colorido da frase. Talvez sampy prefira interpretar frase a frase e por isso lhe escapem algumas leituras do todo, mas essa é uma questão que será resolvida consigo, não comigo.
Resposta adicional à sua observação à minha nota 5: Não expôs qualquer interpretação, limitou-se a considerar “interessante” e a reduzir um livro a uma frase. Confirmo que os seus achismos e opiniões não me interessam. Continua a nada trazer para a discussão.
É um bom livro. Gosto deste autor. Os três livros que li dele, foram muito bem adaptados ao cinema. Deste em particular vi primeiro o filme o que me fez apreciar o livro ainda mais
O Pedro Correia, que colocou aqui uma interessante série sobre censura, poderia incluir nela o caso muito recente de a exposição ARCO de Madrid ter censurado (mandado retirar) uma obra intitulada “Presos políticos na Espanha Contemporânea”. É um caso deveras interessante de genuína censura.
Tem tudo a ver com Forster e o seu romance. Extraordinária coincidência.
Vai-se a ver, e o Serra até se pode ter inspirado em Bellows.
O Lavourinha é genial.
Consequência de uma visita às grutas Marabar?
Talvez consequência da histeria colectiva em torno de exageros ou sonhos.
Luís Lavoura nem está muito desajustado no comentário, se virmos bem também em “Passagem para a Índia” o prisioneiro é político – mercê do racismo e do sentido de superioridade do british gentleman… fosse o suposto agressor inglês e a história seria “Passagem para Broadmoor”.
Aziz é preso por acusação de assédio sexual, e isso faz dele um prisioneiro político? Interessante.
Aziz é preso por agressão sexual por ser indiano e por ser crítico das diferenças sociais; recaísse a acusação sobre um dos funcionário públicos ingleses ao serviço de Sua Majestade na Índia e, em vez de prisão, o escândalo teria sido abafado – conforme digo na frase após as reticências e que sampy pelo visto não leu ou não percebeu.
Aziz, observador e com a relativa influência na sociedade indígena local que a sua condição de médico lhe dava, representava um incómodo para os poderes instituídos, ou pelo menos para alguns dos seus detentores locais.
Nota1: prisioneiro político não é apenas aquele que é preso por emitir opinões ou ter atitudes contrárias ao poder vigente.
Nota2: discriminação de tratamento era e é um acto político.
Nota3: existe uma grande diferença entre “assédio sexual” e “agressão sexual”.
Nota4: “assédio sexual” é um termo recente (posterior a 1975); quando o livro foi publicado (1924) não existia o conceito, muito menos configurava crime.
Nota5: é interessante ver alguém que condena e injuria a interpretação literal de frases fazer interpretações literais de livros.
Nota 3 e 4: agradeço que me chame a atenção sobre o ser preciso no uso do termo “assédio sexual”.
Nota 1 e 2: agradeço que, coerentemente, seja precisa no uso do termo “prisioneiro político”.
Nota 5: reitero a interpretação que fiz do seu comentário: acho interessante que considere como prisioneiro político / vítima de discriminação de tratamento alguém (personagem de ficção) que foi preso acusado de agressão sexual.
Resposta às sua observações às minhas notas 1, 2 e 5:
Sou coerente. Cf venho afirmando desde o primeiro comentário e sampy recusa ler ou entender, o caso fictício, mantendo-se fictício, acabou por se tornar um caso político, desde a forma como foi feita a acusação até à demora em aceitar a desistência do testemunho. A acusação não é feita a qualquer “alguém”: é a uma personagem relativamente influente com opiniões próprias e incómodas para um certo poder local.
Repito: fosse Aziz um funcionário inglês ao serviço de Sua Majestade ou um mero vagabundo indiano, e o enredo seria outro. Mas Edward Forster não escrevia folhetins pelo colorido da frase.
Talvez sampy prefira interpretar frase a frase e por isso lhe escapem algumas leituras do todo, mas essa é uma questão que será resolvida consigo, não comigo.
Resposta adicional à sua observação à minha nota 5:
Não expôs qualquer interpretação, limitou-se a considerar “interessante” e a reduzir um livro a uma frase.
Confirmo que os seus achismos e opiniões não me interessam. Continua a nada trazer para a discussão.
Desinteressante, prontos.
Será um bom livro. Gostei do filme.
É um bom livro. Gosto deste autor. Os três livros que li dele, foram muito bem adaptados ao cinema. Deste em particular vi primeiro o filme o que me fez apreciar o livro ainda mais