![image002[1].jpg image002[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2017/20400510_8DBDF.jpeg)
Moby-Dick, de Herman Melville
Tradução de Maria João Madeira
Romance
(Edição Guerra & Paz, 2017)
“A presente edição não segue a grafia do novo Acordo Ortográfico”
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Moby-Dick, de Herman Melville
Tradução de Maria João Madeira
Romance
(Edição Guerra & Paz, 2017)
“A presente edição não segue a grafia do novo Acordo Ortográfico”
O N°1.
Está nos dez mais, sem dúvida.
Invarialvelmente no meu top 3, para além de Gordon Pym e da Nova Antologia Pessoal (de Borges)… Ou talvez O Relatório de Brodie. É um dos livros mais perfeitos de sempre, para mim, especialmente na velha edição da Bertrand. Esgotadíssimo há anos. Uma vez quis comprar outro e uma fulana ao balcão discutiu comigo e disse que a Bertrand nunca tinha publicado aquele livro que eu tenho em casa. Estive quase para ir a casa buscar o raio do livro e espetar-lhe com a sua própria ignorância nas fuças mas como a história até tem uma aura borgesiana deixei estar. Além disso, sou um tipo porreiro 😉
Casos desses são hoje em dia tão frequentes que nem vale a pena a gente irritar-se com isso.
Mas nunca é de mais contar essas histórias. A ver se alguns livreiros se convencem a contratar pessoas competentes.
Uma das obras a que tenho resistido, talvez por ter visto o filme e saber o fim desta obsessão… sim, já me disseram que o livro é um tratado sobre a baleação, mas também já me disseram que por isso se torna cansativo. Uma das obras que faz parte dos pacotes das que penso ler e sempre recuo.
O que está no livro não é de todo filmável. O que se vê no filme é a acção, que representa talvez 20% do texto, no máximo. É uma obra monumental, de uma riqueza e coerência estilística insuperável. Mistura ensaio, reflexão sobre episódios bíblicos, observação e pensamentos sobre a a natureza, sobre a natureza humana, e há também múltiplas referências também a nós, Portugueses. É uma honra muito grande estarmos representados ali.
Subscrevo.
Livro essencial. Esta é daqueles histórias em que gostei muito mais do livro do que do filme, com em excelente Gregory Peck/Capitão Ahab.
De acordo consigo, Alexandre. Como já deixei expresso aqui. t/ja-li-o-livro-e-vi-o-filme-120-8175166
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.p
É verdade Pedro, a minha memória já não é o que era, falàmos aqui no Delito do livro há um ano.
Estas nossas conversas, meu caro, funcionam em fluxo contínuo. Faz todo o sentido num blogue.
Há um filme recente, com uma estética interessante, que conta a história original que teria inspirado Herman Melville na época. As cenas são filmadas a fazer lembrar a luz das marinhas (pinturas marítimas). Não é nada de extraordinário, mas dá para calçar umas pantufas e passar umas horas entretido:
http://www.imdb.com/title/tt1390411/
É uma boa dica.
Não disputo a qualidade do livro. Mas cada vez mais me pergunto por que motivo algumas editoras publicam livros que estão disponíveis no mercado. Disponíveis por mais de uma editora. Não entendo, a Guerra e Paz ultimamente tem feito muito isso.
Tantos livros extraordinários que nunca viram uma edição portuguesa e atiram-se sempre ao mesmos?!
É uma pergunta pertinente.