Cadeia do Forte de Peniche – Como Foi Vivida, de Carlos Brito
Memórias
(edição Alêtheia, 2016)
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Deixem os de Peniche decidir o que fazer daquilo. Se querem um museu ou se querem um hotel. Eu se fosse de lá preferiria um hotel em vez de um museu sem interesse nenhum.
E foi uma escola de sucesso: todos os que se queixam de lá ter estado são agora directores de qualquer coisa na função pública e ganham mais do que até quanto Salazar sabia contar.
Conheço bem o Vimieiro. Merece ser recuperado não por causa do dito mas por todo o conjunto arquitectónico e a sua situação em relação ao rio (na verdade, a junção dos dois rios). O que os abrilistas e socialistas e essa espécie miserável que infesta o poder local (os “autarcas”) fizeram foi plantar o IP3 mesmo em cima do lugar, destruindo toda a paisagem rural, as florestas e o rio, e fizeram daquilo um pardieiro imundo — como deixam aliás fazer em quase todo o lado.
É-me perfeitamente indiferente, em boa verdade. Não sou desse tempo. Preocupa-me mais que quase 50 anos depois ainda seja um problema.
Caro V
Museu sim:
Já imaginou os milhares soviéticos, cubanos, norte-coreanos e chineses visitarão o museu para saberem o que foi (é) uma ditadura e uma cadeia politica?
V, quanto aos 50 anos e o catano parece que os alemães não têm o mesmo problema de esquecimento que o teu. Meu ganda facho. Aposto que deves levar para casa um mísero ordenado e armas- te por aqui aos cucos, em jeito de compensação do frustrado mísero que és. Ganha uma vida, ou hiputeca uma se não fores capaz de tanto
Pior ainda. Estou desempregado. E deram os meus subsídios aos sírios e a toda a cambada de gente que se pendura em cacho nos barcos porque não fazem abortos na terra deles. Precisam do bloco de esquerda lá, ao contrário de nós aqui. Não queres mudar-te para lá para os ires salvar e libertares aqui um emprego bem pago no Estado? Só o teu ordenado deve dar para 4 ou 5 anos de subsídios a uma família de desgraçados.
Deixem os de Peniche decidir o que fazer daquilo. Se querem um museu ou se querem um hotel. Eu se fosse de lá preferiria um hotel em vez de um museu sem interesse nenhum.
Comparado com os gulags, era mesmo um hotel.
E foi uma escola de sucesso: todos os que se queixam de lá ter estado são agora directores de qualquer coisa na função pública e ganham mais do que até quanto Salazar sabia contar.
V, concordo consigo. Mas que se recupere, antes, a Casa, em Vimieiro, do Salazar. Olhe como aqueles facínoras abrilistas deixaram aquilo:
http://4.bp.blogspot.com/-cGxW9t8zFfs/Ue dR-5k39BI/AAAAAAAAGeY/tkWyX1q2QD4/s1600/R uin%27Art-2717.jpg
Uma bergonha!
Conheço bem o Vimieiro. Merece ser recuperado não por causa do dito mas por todo o conjunto arquitectónico e a sua situação em relação ao rio (na verdade, a junção dos dois rios). O que os abrilistas e socialistas e essa espécie miserável que infesta o poder local (os “autarcas”) fizeram foi plantar o IP3 mesmo em cima do lugar, destruindo toda a paisagem rural, as florestas e o rio, e fizeram daquilo um pardieiro imundo — como deixam aliás fazer em quase todo o lado.
Meu querido V, deixe-se de subterfúgios e seja directo como é seu apanágio. O V queria o velho “Botas” no Panteão. Sim, ou Não. Vá lá, responda…
É-me perfeitamente indiferente, em boa verdade. Não sou desse tempo. Preocupa-me mais que quase 50 anos depois ainda seja um problema.
Caro V
Museu sim:
Já imaginou os milhares soviéticos, cubanos, norte-coreanos e chineses visitarão o museu para saberem o que foi (é) uma ditadura e uma cadeia politica?
Saudações
Eram voos chárteres
V, portanto presumo que toda a cena do Estado Novo é matéria neutra. Cenas como o Tarrafal, Aljube e o camandro
Estou-me nas tintas para essa gente toda. Quero lá saber do Tarrafal, dos brumários de Napoleão e do raio que os parta.
V, quanto aos 50 anos e o catano parece que os alemães não têm o mesmo problema de esquecimento que o teu. Meu ganda facho. Aposto que deves levar para casa um mísero ordenado e armas- te por aqui aos cucos, em jeito de compensação do frustrado mísero que és. Ganha uma vida, ou hiputeca uma se não fores capaz de tanto
Pior ainda. Estou desempregado. E deram os meus subsídios aos sírios e a toda a cambada de gente que se pendura em cacho nos barcos porque não fazem abortos na terra deles. Precisam do bloco de esquerda lá, ao contrário de nós aqui. Não queres mudar-te para lá para os ires salvar e libertares aqui um emprego bem pago no Estado? Só o teu ordenado deve dar para 4 ou 5 anos de subsídios a uma família de desgraçados.
Peço desculpa! Excedi-me