Pelos bigodes da virgem, estas capas, a tragédia de nascer num País com gente sem estética, meu deus, meu deus — o charme ranhoso e administrativo da república a invadir tudo!
Charme tinha o D. João VI, que armazenava coxas de frango na sobrecasaca real. Ou charme tinha D. Amélia quando se deitava ao suspiro pela condessa de Figueiró. Charme tinha o Marquês de Soveral e o Cabral, junto da Rainha D. Maria, enquanto o “alemão” se entretinha na casa da condessa de Edla. Charme tinha o D. Miguel quando de noite se juntava à populaça lisboeta….
Pelos bigodes da virgem, estas capas, a tragédia de nascer num País com gente sem estética, meu deus, meu deus — o charme ranhoso e administrativo da república a invadir tudo!
Gosto da capa. É uma capa gráfica, ao jeito da estética futurista. O engenheiro Álvaro de Campos teria gostado.
oK concedo sobre a ideia de “capa gráfica” mas parece-me estar longe de ser um exercício equilibrado e sobretudo mostra muito pouco “gestalt”.
Há melhores, claro. Ainda assim, é francamente superior à média que vemos por aí.
Charme tinha o D. João VI, que armazenava coxas de frango na sobrecasaca real. Ou charme tinha D. Amélia quando se deitava ao suspiro pela condessa de Figueiró. Charme tinha o Marquês de Soveral e o Cabral, junto da Rainha D. Maria, enquanto o “alemão” se entretinha na casa da condessa de Edla. Charme tinha o D. Miguel quando de noite se juntava à populaça lisboeta….
Cuidado, Conde, não vá amarrotar os seus pergaminhos monárquicos.